Artigos com a tag "Vendas"

Os consumidores estão surpresos com o início das decorações de Natal em lojas, shoppings e supermercados. O planejamento para as festas de final de ano começa a tomar espaço nas reuniões de família e nas planilhas financeiras domésticas. Porém o que é surpresa para alguns é oportunidade de aumento de lucro para outros. Os vendedores enxergam nos eventos de finais de ano uma grande oportunidade para atrair clientes, lucrar e construir um cadastro de clientes para o próximo ano.

De acordo com a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a expectativa de crescimento do comércio para a ocasião gira em torno de 6% a 8%. Mas como atingir uma margem de lucro interessante quando no mercado existem diversos concorrentes? O Pensando Grande conversou com o palestrante, escritor e especialista em vendas, César Frazão, que deu seis dicas para você que quer driblar a concorrência e aperfeiçoar seu negócio.

01. Otimismo dos vendedores. Além de ter produtos de qualidade e que interessem o público, você precisa ter em seu negócio funcionários otimistas e motivados. É comum que, para atender a grande demanda do final do ano, o lojista contrate uma equipe temporária. E como motivar essa equipe? “Você pode promover uma competição clara e transparente onde os melhores serão efetivados. Isso os deixa com garra e, consequentemente, potencia sua venda. Outra forma de motivar esse tipo de funcionário é envolver premiações em dinheiro e diferenciamento de comissão de acordo com determinadas vendas”, aconselha César.

02. Competência em técnicas de vendas e argumentação. Em seu livro “Show em vendas – Verdades, Mitos e Mentiras em vendas”, César explica que o vendedor precisa entender as necessidades do cliente. Como fazer isso? Perguntando. “Cumprimente o cliente, apresente-se, descubra um ponto em comum, comente algo interessante e a partir dessa relação busque entender o que o cliente realmente procura. Mais do que vender é necessário dar consultoria”, comenta Frazão.

03. Criatividade e jogo de cintura nas abordagens e negociações. Os clientes querem rapidez, descontos e objetividade no atendimento e pagamento. É necessário que sua loja forneça isso a ele. Entenda as necessidades, mostre que seus produtos e condições de pagamentos são as melhores e esteja preparado para todos os tipos de clientes. Folhetos são uma boa ferramenta para dar destaque e promover seus produtos, clique aqui e veja como fazer um.

04. Chegar antes do concorrente. Estude bem o seu mercado de atuação. Informe-se sobre novidades e sobre as tendências. Ofereça o produto antes dos outros.  Estude os pontos fracos da concorrência e tire vantagem disso. Todas essas dicas poderão fazer de sua loja um local de referência não só para os eventos de final de ano, mas também para as outras comemorações.

05. Coragem para enfrentar grandes marcas. Marcas famosas começaram pequenas. Uma boa técnica de venda deve estar atrelada à coragem, garra e vontade de vender. Não tenha medo de enfrentar grandes lojas. Boa parte dos consumidores procuram empresas menores por serem mais atenciosas, oferecerem produtos de boa qualidade e pelo atendimento. Proporcione isso a eles.

06. Agilidade. “Rapidez no atendimento, no caixa, no pacote e até mesmo facilitar o estacionamento dos clientes. Em uma época onde todos estão com pressa, a loja que conseguir tornar suas vendas 10% mais rápidas venderá mais que a concorrência”, diz César. A agilidade pode e deve estar ligada ao diálogo e ao relacionamento com o cliente. Agilidade no atendimento não quer dizer que este ficará “mais pobre”. Para as lojas virtuais, facilitar o pagamento é uma dica quente, leia mais sobre as opções disponíveis neste post. Capacite sua equipe e boas vendas!

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Por Jeff Wuorio

O mouse do computador pode clicar, os pedidos podem ser enviados por correio, mas ainda existe apenas uma maneira de garantir o sucesso de lojas de rua. É conseguir que os clientes passem pela porta de entrada.

Atrair pessoas para uma loja de verdade continua sendo fundamental para a saúde dos negócios. Aqui estão sete dicas para ter muitas pessoas circulando em sua loja.

1. Faça uma grande inauguração. Está planejando abrir um negócio? Torne o dia da inauguração o mais importante possível. Sirva comida, ofereça brindes e providencie outras diversões para que o dia seja inesquecível. E, enquanto isso, anote quem aparecer. “Nada é tão poderoso quanto uma grande inauguração para atrair clientes”, afirma Robert Smith, de uma empresa de relações públicas. “Porém, depois que as pessoas chegarem, anote os nomes e endereços ou peça cartões de visita.”

2. Planeje outros eventos promocionais. Só porque seus negócios estão funcionando há algum tempo, não significa que você deve eliminar as comemorações. Qualquer evento promocional que chame atenção pode trazer resultados. Pense em sorteios e brindes e anuncie o evento para quantas pessoas seu orçamento permitir. Se os seus negócios tiverem alguma ligação com uma celebridade local (por exemplo, um escritor ou atleta), a presença dela pode chamar mais clientes. No entanto, não importa o que você faça, deve ser original e atraente. Os eventos promocionais devem ser muito divertidos e diferentes. Senão, as pessoas não vão.

3. Torne sua empresa digna de notícias. Ter clientes no dia de um evento é uma coisa. Atrair movimento depois desse dia é outra. Por isso é importante ir atrás da mídia sempre que for possível. Por exemplo, doar parte do rendimento de um dia para a caridade pode render um artigo no jornal local. Mudando completamente de direção, veja se uma estação de rádio estaria disposta a fazer uma transmissão ao vivo no dia do seu evento. A chave é chamar a atenção de clientes que não podem ir até você naquele dia exato. Isso garante clientes no futuro. Quanto mais criativo for o evento, mais provável será um jornal escrever sobre ele. E mais provável será que os clientes leiam a respeito e queiram visitar.

4. Faça uma liquidação. Antiquado? Talvez. Ainda assim, nada mais sedutor do que um produto com preço mais baixo por apenas alguns dias. E, embora a ideia de fazer uma liquidação pareça preguiça para algumas pessoas, os avanços tecnológicos tornaram esses eventos mais poderosos do que nunca. Por exemplo, se você tiver um banco de dados de clientes, pode entrar em contato com eles por e-mail e avisá-los das próximas liquidações e outras promoções. Para aumentar a clientela, peça que eles passem o e-mail para outras pessoas. Isso não é apenas eficaz, mas também é barato, já que você não está gastando dinheiro em listas de contatos generalizadas que só irritam as pessoas que não estão interessadas nos seus produtos. “Ofertas que chegam com um ar de urgência sempre conseguem trazer clientes para as lojas”, avisa Irene Dickey da faculdade de administração da Universidade de Dayton, nos EUA.

5. Faça um seminário ou curso. Aumentar a clientela nem sempre envolve vender um produto ou serviço. Atualmente, a educação é muito importante e os clientes querem aproveitar ao máximo o que compraram. Assim, seminários e cursos dentro da sua loja são ferramentas poderosas para atrair clientes. Por exemplo: se você for dono de uma empresa de contabilidade, ofereça cursos sobre como reduzir os impostos que as pessoas pagam. Lojas de material esportivo podem realizar muitos eventos, desde treinamentos até seminários de nutrição. Porém, não importa o que você faça, anuncie aos quatro ventos. Promova o evento com avisos dentro da loja, folhetos, anúncios e comunicados para a imprensa. Muitas lojas fazem e têm muito sucesso.

6. Faça um acompanhamento dos seus contatos. Até mesmo o evento promocional mais bem planejado não tem valor se você não aproveitar o contato inicial. Incentive a clientela mantendo contato com as pessoas. Avise-as sobre eventos que, de outra maneira, não chamariam muita atenção. Incentive-as a passar a notícia adiante, para amigos e vizinhos. Um bom evento é só meio caminho andado. Se você quiser um movimento constante de clientes, você tem que fazer um acompanhamento. Envie ofertas, anúncios especiais ou qualquer coisa que possa levá-los para a sua loja.

7. Valorize o atendimento ao cliente. Uma vantagem das lojas físicas em relação às encomendas e à internet é o relacionamento com os clientes. Eventos especiais podem ser ótimos para atrair a clientela, mas o que faz as pessoas voltarem à loja (e falarem bem dela para os amigos) é o conhecimento dos produtos e o bom humor que só existem cara a cara. Os produtos podem ser mais baratos pela internet ou pelo correio, mas conhecer os clientes e o que eles valorizam pode superar esses limites. E, em troca, pode gerar um movimento constante por muito tempo.

Jeff  Wuorio é especialista norte americano em gerenciamento, marketing e tecnologia para pequenas empresas.

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Por André Silva

1. Não fale em preço antes de o cliente perguntar – Segure a ansiedade e não comente o preço no início da negociação, é fundamental ganhar a confiança do cliente e gerar credibilidade no relacionamento para, depois, comentar o preço. Na venda, existe o processo de amadurecimento que precisa ser levado em conta, a calma é fundamental neste momento. Caso o cliente pergunte e insista no preço logo de início, fale para ele e, após, continue apresentando o seu produto com todos os diferencias que ele possui;

2. Identifique os principais problemas do cliente – Porque o cliente deveria pagar o seu preço? Essa pergunta pode responder a questão dos descontos que os vendedores oferecem para os seus clientes. Uma maneira de fazer o cliente perceber valor no seu produto/serviço é conhecendo os principais problemas que vem enfrentando e mostrar que o investimento a ser realizado custa bem menos que os seus problemas atuais. Você sabe como fazer isso? Fazendo perguntas abertas e investigativas para que o cliente possa externar o seu ponto de vista e demonstrar as suas principais fragilidades. As perguntas abertas ajudam a entender melhor o problema do cliente e demonstra preocupação na resolução desses;

3. Dê algo extra para os clientes – Os clientes gostam de se sentir valorizados pelos seus vendedores, uma singela lembrança num momento oportuno pode fazer toda a diferença, entregue esse brinde no momento em que o cliente solicitar o desconto, dê o brinde e sustente o preço, é uma boa oportunidade para ambos ganharem, tornando a negociação agradável para ambas as partes;

4. Não baixe o preço na primeira solicitação – Se o cliente solicitar um desconto, logo de cara, não se intimide pensando que você é obrigado a oferecer, pelo contrário, nesse momento é importante explicar por que o seu produto/serviço possui esse preço, entende? Se você cede rápido demais, o cliente passa a não valorizar essa barganha, isso tem que ser conquistado com muito “suor” e, muitas vezes, ele só está tentando diminuir o preço para sair ganhando, mas, no fundo, está disposto a pagar o preço inicial ofertado;

5. A questão de preço está relacionada à percepção – O que é caro para mim pode não ser para o cliente. O que é barato para mim pode não ser também para o cliente. Existem preconceitos, opiniões, expectativas e julgamentos. É um erro julgar um prospect achando que o preço está alto demais para ele. Como você pode saber o que ele está disposto a pagar? Se você acreditar que o seu produto/serviço oferece soluções para os problemas do cliente, então confie no seu “taco” e mantenha-se firme na negociação;

6. Você merece obter lucro – A sensação de realização pelo trabalho efetuado é muito importante para o vendedor, a sua autoestima precisa estar em alta para que os seus resultados sejam satisfatórios. Você tem direito a uma compensação razoável pelo seu trabalho, e o que é razoável? Qualquer valor que convença os seus clientes na relação custo-benefício;

7. Se o cliente disser que o seu preço está alto demais, use essa técnica: Pergunte: “O preço está alto em relação a quê?” Ao preço do concorrente, a pouca percepção nos benefícios ou a alguma dúvida oculta? Descubra conforme a percepção do cliente porque que ele está achando alto e, posteriormente, use argumentos específicos para superar a objeção, o objetivo é saber o que está se passando na cabeça do cliente, paralelamente, ou seja, além do preço. Muitas vezes, ele está achando o preço alto porque o do concorrente está mais baixo, entre outros fatores;

8. Demonstre resultados – Mostre como o seu produto/serviço pode ajudar o cliente a resolver o seu problema, é como uma balança: o cliente vai pesar para ver se vale ou não o seu investimento, mas cabe a você (vendedor) demonstrar com entusiasmo os benefícios. Lembre-o de que o que realmente importa são os resultados finais, e não apenas o que está sendo pago;

9. Mostre com sutileza o lado negativo do preço mais baixo – Promova uma reflexão no cliente perguntando se ele já passou por uma experiência negativa na aquisição de um produto pagando um preço menor. As pessoas têm a memória muito falha e acabam se esquecendo de fatos importantes na hora de pagar um preço justo pela qualidade do produto ou serviço que vai adquirir. Cabe ao vendedor estar preparado para estabelecer esse diálogo aberto e criativo com o seu cliente;

10. Benefícios intangíveis – Credibilidade da empresa no mercado, qualidade do produto, treinamento dos funcionários, pós-venda, prêmios, confiança, etc. Estes benefícios são todos invisíveis, mas importantes na percepção do cliente. Qual o resultado de um soldado que vai para a guerra sem armas e munições? A derroa para o seu inimigo, assim é o vendedor, pois ele precisa ter várias ferramentas para superar a objeção, portanto, aproveite bem todos os argumentos que estão a sua disposição;

11. Solicitação de desconto é um ótimo sinal de compra – Não encare uma solicitação de desconto como uma ameaça, é uma ótima oportunidade para você convencer o cliente de que o preço que ele está pagando lhe trará ótimos benefícios. Se ele está solicitando desconto é porque tem interesse, então, aproveite este momento e feche o negócio.

André Silva é palestrante de motivação e vendas, seu e-mail de contato é  contato@palestranteandresilva.com.br.

André Silva é leitor do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo exclusivo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor.

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Por Jeff Wuorio

“Não suma”. Você com certeza já ouviu essa frase bastante hospitaleira. Porém, para pequenas empresas, clientes que sempre voltam são fundamentais.Para o empresário, é importante entender como manter os clientes. Aqui temos sete ideias e estratégias:

1. Clientes fiéis custam menos do que clientes novos.

Estudos mostram que é mais barato trazer um cliente de volta do que atrair novos clientes. Isso faz sentido se pensarmos no custo da propaganda, da mídia e de outras ferramentas para chamar a atenção de clientes novos. Além disso, conquistar um novo cliente pode depender do “momento certo”.

“Os futuros clientes só vão prestar atenção em você quando estiverem prontos para comprar ou trocar de marca”, diz Ed Brennan, diretor de uma empresa de marketing e relações públicas. “Isso significa que você deve tentar atraí-los o tempo todo, para atingir aqueles poucos que estão prontos para escolher a sua empresa”, conclui Ed.

2. Clientes fiéis são propagandas ambulantes.

Se um cliente volta, provavelmente é porque gostou do que viu. E, assim, há grandes chances de ele espalhar a notícia e o público virá de graça até você. Estimativas recentes dizem que cada pessoa influencia de 50 a 300 outras pessoas. Imagine quanto tempo um representante de vendas gastaria para atrair 300 clientes. No entanto, ter um cliente cativo e descobrir maneiras para que ele fale da sua empresa aos amigos faz com que você aumente a sua ‘equipe de vendas’ sem ter que gastar mais.

3. Para conquistar clientes, seja consistente.

Pode parecer que, para cativar os clientes, basta oferecer bons serviços e produtos. É verdade, mas a qualidade do serviço não pode variar. Os clientes voltam porque são bem tratados todas as vezes.

4. Contrate as pessoas certas.

Como os funcionários são a cara da empresa, o comportamento deles e o relacionamento com os clientes podem cativar os clientes e fazer com que eles voltem. Pessoas positivas, amigáveis e que realmente se importam com um bom trabalho são o primeiro passo nessa direção. Qualquer funcionário que vá ter contato com os clientes (desde uma recepcionista até o departamento de cobrança) tem que entender a importância de tratá-los bem.

5. Conheça bem os seus clientes.

É difícil criar fidelidade se você não sabe o que os clientes valorizam. Uma maneira de fazer isso é usar um software para ajudar a organizar o relacionamento com os clientes. Mesmo uma empresa pequena, que funcione na casa do seu dono, pode aproveitar um programa como esse. Uma alternativa é o Business Contact Manager (BCM), – é uma ferramenta de gerenciamento de clientes e funciona no Microsoft Outlook, especialmente para pequenas empresas. Com o BCM, você pode acompanhar as iniciativas, os clientes e as oportunidades de vendas. Leia mais aqui.

6. Seja simples.

Um cliente fiel é aquele que você conhece. Cultive esse relacionamento da maneira mais pessoal possível. Por exemplo, saiba o nome dos clientes. Para isso, os programas como o BCM ajudam bastante, pois você pode ver as informações dos clientes e tudo o que já compraram quando quiser.  Tratar os clientes de maneira pessoal é a melhor vantagem sobre a concorrência. Todo mundo adora entrar em uma cafeteria e ver que o garçom lembrou o seu nome e a sua bebida favorita.

7. Mantenha contato.

Mantenha contato com os seus clientes para incentivá-los a voltar. Use um blog na internet, um informativo ou outro veículo para nunca interromper a comunicação.  “Enviamos uma carta escrita à mão para agradecer aos nossos clientes quando eles fazem pedidos acima de um determinado valor e incluímos um desconto para a próxima compra”, diz Heather Ledeboer, dona de uma loja de artigos para pais e filhos. “Também temos um blog que oferece informações e damos brindes semanais usando vídeos na internet. Os clientes acabam nos conhecendo e se tornam fiéis à nossa loja.”

Jeff Wuorio é especialista norte americano em gerenciamento, marketing e tecnologia para pequenas empresas.

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Existem momentos em que o empreendedor se vê em um dilema: mudar a estratégia de seu negócio para tentar melhorar os resultados ou desistir e evitar mais prejuízos. Nestas horas, o desespero é o pior inimigo, é preciso manter a calma e procurar ajuda para resolver este verdadeiro quebra-cabeça. O empresário Eduardo Pozzi passou por este desafio, apenas um deles entre os muitos enfrentados desde que abriu a Essenze di Pozzi, empresa de cosméticos com linhas de maquiagem e perfumaria.

O negócio nasceu por conta de uma afinidade do empresário com a área e sua curiosidade. “Sempre gostei de produtos da área, no segundo ano já comecei a estudar o mercado de cosméticos. Me formei e queria trabalhar na recuperação de empresas: gerenciá-las e depois partir para a venda”, explica Pozzi. O empresário conta que trabalhava em uma grande empresa com um volume grande de trabalho e salário que o deixava insatisfeito. Pozzi decidiu fazer um curso aos sábados no qual aprendeu a fabricar artesanamente velas perfumadas e hidratantes.

“Comecei a produzir hidratantes artesanais com a ajuda de uma assistente que já trabalhava em minha casa, no final do ano ela viajou para a Bahia e vendeu 18 frascos em uma semana, foi neste momento que enxerguei uma oportunidade de negócio”, relembra o empreendedor. Para viabilizar o negócio, ele vendeu seu carro e fez empréstimo com amigos e família. “Tive dificuldade de conseguir crédito nos bancos, eles não querem correr risco”, complementa.

Para vender seus produtos, o empresário apostou no sistema de vendas porta a porta, orientado por uma consultoria da área de cosméticos. “Me disseram que o custo seria mais barato que venda no varejo. Investi em catálogos e contratei consultoras, insisti neste modelo por dois anos”, afirma Pozzi. Um dos problemas enfrentado foi a alta rotatividade entre as vendedoras, que chegou a cerca de 50%. Para alavancar seu negócio o empreendedor tentou trabalha com quiosques em shopping centers, os espaços funcionariam tanto para divulgação e vendas dos produtos quanto como bases de distribuição para as consultoras. “A estratégia não surtiu efeito, o custo é muito alto, no primeiro mês empatei o investimento, depois comecei a acumular prejuízo”, alerta Pozzi.

A hora da virada

Apesar de todas as dificuldades, o empresário estava decidido a salvar o seu negócio. “Na vida de um empreendedor todo dia ele aposta tudo que tem. Comecei a ler todos os livros sobre venda que encontrava, eu precisava aprender a ler. Foi quando li ‘Vendedor Pitbull’, de Luis Paulo Luppa. Mandei um e-mail para ele e pedi ajuda”, conta o empresário.

Depois de algum tempo o consultor em vendas atendeu Pozzi e apresentou a ele algumas informações sobre o mercado de vendas porta a porta, os dados sinalizaram que para competir neste segmento a empresa precisaria investir cerca de R$ 2 milhões, valor inviável para a Essenze di Pozzi. A sugestão de Luppa era de regionalizar as vendas, trabalhar com representantes e investir em display de produtos e promotoras de vendas.   “A média de venda mensal das vendedoras porta a porta era de R$130, quando os representantes fechavam negócio com duas lojas, o faturamento era equivalente a 80 meninas”, afirma Pozzi.

Hoje a Essenze di Pozzi tem 60 funcionários, 137 produtos, 200 pontos de vendas e um volume de vendas de 22 mil peças/mês, com previsão de crescimento anual de 80%. “Para empreender no Brasil é preciso persistência e ter a capacidade de enxergar as oportunidades e encontrar as pessoas certas. Você faz de tudo um pouco, foi difícil demais superar as fases ruins, mas não me arrependo”, finaliza o empresário.

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Uma empresa precisa dar lucro e para isso é preciso vender. Manter uma equipe de vendas motivada e com bons resultados é um desafio para o pequeno empresário, isso quando não é ele próprio que atende clientes e fecha as vendas. “Não existe perfil de vendedor ideal, pois isso muda de uma empresa para outra, cada uma tem uma cultura e o perfil mais adequado a ela”, afirma César Frazão, palestrante, escritor e especialista em vendas.

Apesar de não existir um perfil ideal, existem características inerentes aos vendedores de sucesso, Frazão cita três delas. “Ao longo de anos de experiência e mais de 500 palestras para este público, percebi três características presentes em todos os vendedores bem sucedidos, é preciso estar atento a elas”, afirma o palestrante. Frazão contou ao Pensando Grande quais são estes atributos, assim o empreendedor que está em busca de um bom vendedor pode ficar atento.

Otimismo

Bons vendedores são otimistas por natureza, trabalham com pensamento positivo, enxergam o dia como uma oportunidade de fazer melhor seu trabalho.

Competência

Não há mais espaço para profissionais não preparados, o profissional de vendas precisa saber tudo sobre o produto ou serviço que oferece. É importante investir: ler e estudar muito sobre vendas.

Criatividade

Empresas querem pessoas que criem soluções, para isso é preciso ser criativo, buscar sempre uma saída para os problemas. Questões culturais e gerenciais dificultam o fomento da criatividade entre vendedores.

Para Frazão é possível incentivar estas três qualidades em um profissional. “Sempre há uma solução, demitir não deve ser a primeira opção. Treine, motive, se não funcionar, aí sim, troque de vendedor”, avalia.

Erros fatais

Como em outras áreas, existem erros que são comuns entre os profissionais de vendas, mas simples de evitar. “Eu sempre destaco dois erros cruciais: desonestidade e utilizar o desconto como único argumento. Se você mentir para seu cliente, perde credibilidade, o que não se recupera. É melhor perder uma venda, pois isso você pode recuperar”, ensina Frazão.

Quanto aos descontos, ele recomenda cautela, deve ser utilizado com planejamento, o cliente não pode ter a impressão de que seu produto não tem diferenciais em relação à concorrência”, alerta o especialista.

Como ser um bom vendedor

César Frazão divide com os leitores do Pensando Grande dez passos práticos que ensina aos vendedores em suas palestras.

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Uma das principais dificuldades dos pequenos empresários no comércio eletrônico é disponibilizar meios de pagamento que atendam bem seu público. Afinal, o cliente quer a mesma facilidade que encontra nas grandes lojas online, além de segurança e rapidez. Ter um bom produto não é suficiente para vender na web, é preciso estimular a compra pelo cliente, ser encontrado por ele e, finalmente, prover diversas formas de pagamento. Mas para os pequenos empreendedores isso não é tão fácil, negociar com diversas operadoras de cartões de crédito e bancos pode ser desgastante e complicado.

Em palestra no Seminário de Empreendedorismo na Era Digital, evento promovido pela DinheiroMail, Marcos Bueno, presidente da empresa, apresentou as vantagens do sistema de pagamento DinheiroMail. A plataforma permite ao vendedor disponibilizar aos seus clientes pagamentos com os principais cartões de crédito (Visa, MasterCard, Dinners, Hipercard, American Express e Aura), boleto bancário, débito online, Oi Paggo ou dinheiro em conta DinheiroMail.

Bueno iniciou sua palestra destacando que a DinheiroMail tem foco no vendedor, ou seja, no empresário que está na internet. A empresa recebeu um aporte do IFC – International Finance Corporation, do Banco Mundial, uma área dedicada a incentivar o empreendedorismo em países em desenvolvimento.

Como funciona

A DinheiroMail oferece uma plataforma completa de pagamento para quaisquer tipos de comércio eletrônico:

Carrinho de compras:  facilmente integrado ao site pelo desenvolvedor web.

Botão de compras: ainda mais simples, qualquer pessoa consegue utilizar apenas seguindo as instruções no site da empresa.

DM Venda Direta é uma ferramenta inovadora que permite que qualquer empreendedor possa fazer venda por telefone aceitando todos os cartões de crédito. Desenhada para facilitar as vendas diretas, já está disponível no Brasil, a primeira empresa a utilizá-la é a Amway. É possível também que lojistas utilizem a ferramenta pela internet, isso facilita a vida dos empreendedores que ainda não aceitam cartão de crédito em seus estabelecimentos. Saiba mais aqui.

Pagamento pelo celular: plataforma muito simples, o vendedor poderá fazer a venda pelo celular com cartão de crédito. Feito pelo navegador WAP – mais simples disponível. A ferramenta está em teste e será lançada em breve.

Cobrança por e-mail: vendedor pode fazer a cobrança por e-mail.

Segurança para o vendedor

“Nas vendas online a DinheiroMail faz a confirmação de identidade e prevenção à fraude”, garante Bueno. Esta etapa é muito importante para a segurança do vendedor. Em vendas pela web a responsabilidade do cancelammento da operação é do vendedor, pois é uma venda remota e não há uma confirmação da identidade do comprador.

Caso o cliente não reconheça a operação, ela é automaticamente cancelada e o valor é debitado do vendedor. “Pela DinheiroMail, o vendedor recebe um alerta caso haja risco e decide se quer ou não continuar a compra. Índice de devolução da empresa é de menos de 0,5%”, conta Bueno.

Outra vantagem da DinheiroMail destacada por Bueno é o rápido recebimento. “A partir da confirmação da compra, o dinheiro é repassado ao vendador em minutos”, garante o executivo.Entre os clientes da empresa estão Nike, General Imports, Mary Kay, Coruja Mix, entre outros.

Bueno finalizou sua palestra com falando sobre o custo para utilizar a DinheiroMail. “Nas compras com cartão de crédito o custo para o vendedor é de 5,99%, mesmo que o comprador parcele a venda em até 12 vezes, o valor total é repassado integralmente”, explica Bueno. A taxa para venda com boletos é de 1,89%, clique aqui e veja a tabela completa de custos.

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O comércio eletrônico movimentou mais de R$ 10,6 bilhões em 2009 e a tendência é de crescimento neste mercado. De olho neste segmento, o Pensando Grande acompanhou a palestra de Roberto Camargo, empresário, palestrante e consultor com mais de 16 anos de experiência na área, no Seminário de Empreendedorismo na Era Digital, evento promovido pela DinheiroMail para discutir as oportunidades de negócios na web.

O palestrante também mantém um blog sobre o assunto: o Ecommerce TV. Em sua palestra, Camargo fez um panorama da história da computação pessoal e mostra que grandes empresas da época não enxergaram as oportunidades que tinham na mão.

“Meu conceito de empreendedor é alguém que pensa diferente!”, assim Camargo define o perfil de empreendedorismo, a pessoa capaz de enxergar as grandes oportunidades e destaca a necessidade de criatividade, persistência e estratégia.

O que é inovação?

Camargo define inovação como uma forma diferente de entregar algo que já existe. Por exemplo, na história da música – entregue por LP, cassete, CD e MP3. Ele também mostra exemplos de negócios que entregam de maneira diferente e são sucesso na web:

Cueca em casa – assinatura de cuecas

Black Socks – assinatura para compra de meias

Universo das Aves - site para venda de cisne

NetMovies – aluguel de filmes pela internet  com entrega em casa

Ploc-ploc – aparelho que é um ‘plástico bolha’ infinito

RsDiscus – venda de peixes ornamentais pela internet

Lições de empreendedorismo

O palestrante contou sua trajetória empreendedora e quais as lições tirou durante este caminho:

A internet nos coloca dentro de qualquer cidade, estado e país.

Rompimentos são inevitáveis, procure não deixar as portas 100% fechadas.

Não desista. Seja chato. Isso pode traçar o seu futuro.

Adapte seus objetivos.

Enxergue novas oportunidades dentro do seu próprio negócio.

Tenha foco, trabalhe bem em um segmento. Não enxergue exageradamente tantas oportunidades.

Trabalhe com nichos de mercado.

Mostre a sua ideia ao mundo.

Esteja preparado para o resultado das suas ações.

Agir rápido é uma das principais características do empreendedor. Pequenas empresas não têm burocracia como as grandes, é preciso aproveitar.

Enxergue sua empresa pela visão de outra pessoa.

Iniciar vendas pela internet hoje é muito fácil.

Tenha bastante conhecimento e prazer no que você faz.

Venda na web é prestação de serviços: ajudar seu cliente a entender e usar o que ele está ganhando.

Comemore o resultado independente do tamanho dele.

Quais as vantagens do empreendedor na era digital?

Camargo listou as vantagens do empreendedor neste momento de aumento do alcance da internet no Brasil. “Produtividade, infraestrutura, mobilidade, publicidade barata (SEO, Adwords, e-mail marketing, OLX) e formas de recebimento.

Camargo finalizou sua palestra destacando o momento que estamos vivendo e o quão propício é para empreendedores. “Oportunidade: esta palavra  nunca foi tão forte e válida como é agora!”, garante o palestrante.

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