Artigos com a tag "Roberto Prado"

Por Mariana Jansen

A inspiração nasce pelos olhos de grandes empreendedores. Grandes ideias são vislumbradas com metáforas e Roberto Prado, diretor de competitividade nacional da Microsoft, sabe da importância de enxergar um horizonte além do que os olhos podem alcançar.

O fim de um ano é como uma estrada que acaba para que comecemos a trilhar mais um caminho. Percebemos vitórias e erros, e nos preparamos para novos desafios.

2011 foi um ano muito importante para a Microsoft, foi um período que a empresa decidiu ser parte do crescimento brasileiro ao analisar as propostas de competitividade nacional da presidente Dilma Roussef para estabelecer suas metas e objetivos. A partir das prioridades brasileiras, foram definidos três pilares de atuação: Educação, Inovação e Sustentabilidade. Continue Lendo »

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O segmento de tecnologia foi um dos que sentiu os impactos da crise do ano passado, no entanto, a recuperação já teve início no quarto trimestre de 2009. A retomada dos negócios e o futuro do setor foram abordados na apresentação de Roberto Prado, gerente de Estratégias de Mercado da Microsoft, e Fábio Souto, gerente do time de Soluções Corporativas Microsoft, no Directions 2010, evento que aconteceu na última quinta-feira (08), em São Paulo.

Os palestrantes mostraram números animadores, como por exemplo sobre o desempenho da indústria de TI, que cresce quatro vezes acima do PIB nacional. Segundo dados da consultoria IDC, o Brasil já é o sexto mercado no mundo na troca de PCs antigos por novas máquinas, o país contabiliza 12,2 milhões de desktops.

Directions 2010

Directions 2010

TI Estratégica

As estimativas a médio e longo prazos também são muito positivas. Em 2012, o Brasil deve ser o terceiro maior mercado de PCs. Até o ano seguinte, o investimento em software deve aumentar 52%, alcançando um mercado de mais de US$ 2 bilhões. Também em 2013, teremos 382 mil novas vagas no setor e 2700 novas empresas, atualmente, as universidades formam 80 mil profissionais por ano.

Directions 2010

Directions 2010

Para que o país esteja preparado para tamanho crescimento de forma sustentável (veja post sobre a palestra do economista Maílson da Nóbrega) é preciso que seja eficiente e tenha profissionais qualificados para atender às demandas de mercado. Uma pesquisa da consultoria Gartner aponta que as empresas estão alinhadas a esta necessidade, executivos foram questionados sobre suas prioridades de negócios e responderam: melhoria nos processos, redução de custos e aumento uso de análises para melhoria dos resultados.

Prado e Souto falaram sobre a importância de uma área de TI que realmente seja dinâmica e estratégica para a companhia, ao evoluir de uma TI básica, percebida apenas como centro de custos, para uma área madura, a empresa terá benefícios como redução de custos e vantagem competitiva. As bases da TI estratégica estão nos profissionais e nas soluções adotadas.

Desafios e oportunidades

Uma das caracteristicas mais marcantes da área de tecnologia é a mudança constante, as atualizações e novidades acontecem em uma velocidade muito grande, os profissionais devem estar preparados para acompanhar o mercado. Esta é uma missão a ser dividida entre as universidades, empresas da área e profissionais. Com foco nos futuros responsáveis pelas áreas de tecnologia, a Microsoft lançou uma pesquisa com estudantes brasileiros de cursos de Tecnologia da Informação com o objetivo de aprimorar seus programas educacionais.

Outro ponto fundamental são espaços para que estes profissionais tenham acesso a informações estratégicas em sua área. O Porta25 aborda um tema muito debatido entre os profissionais de TI: o open source. Desde 2004, a Microsoft mantém um laboratório open source em sua sede, nos Estados Unidos. Entre os objetivos está a interoperabilidade entre softwares Microsoft e soluções open source, além da troca de experiências entre profissionais de TI com habilidades em softwares open source e Windows. Outro espaço relevante é o portal TechNet, que disponibiliza recursos Microsoft para profissionais de TI.

As pequenas empresas neste cenário

Em um ano de forte crescimento econômico, a tecnologia pode trazer benefícios fundamentais para o segmento PME (pequenas e médias empresas). Entre pontos fundamentais para as pequenas empresas estão a necessidade de soluções flexíveis, fáceis de gerenciar e com custos acessíveis. Tecnologias como cloud computing, computação na nuvem, permitem que as pequenas empresa contratem soluções e poder computacional conforme suas demandas momentâneas, o que colabora para  o planejamento e redução de custos.  Para Prado, com esta tecnologia, uma empresa com apenas cinco funcionários utilizará a melhor solução para nuvem, a mesma utilizada por grandes empresas. A Microsoft possui um portal especialmente dedicado a este público com informações e soluções específicas para atender pequenas empresas. Os empresários e gestores de TI também contam com o Grátis e Melhor, portal que reúne as ferramentas gratuitas da Microsoft.

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Conversamos com Roberto Prado, gerente de Estratégias de Mercado da Microsoft, durante o Directions 2010. Confira algumas dicas dele para você, pequeno empresário:

Qual o melhor caminho para o pequeno empresário começar a modernizar a sua empresa?

Hoje temos um portal que mostra as soluções gratuitas (www.gratisemelhor.com.br) e acho que começar dando uma olhada nele é um bom caminho. Mas esse empresário não vai ter tudo ali, então, um segundo caminho, é recorrer a um conjunto de tecnologia que temos, como o advento da nuvem. Usando esse recurso o pequeno empresário poderá ter o mesmo que o grande. Temos um site onde ele pode fazer um dowload e utilizar a tecnologia da nuvem por um período de teste. Em um terceiro momento, ele precisa identificar sua necessidade. Há o Windows Server Fundation, que é um conjunto de servidor muito barato e que atende às necessidades desse empresário. Com isso ele pode ter todos os recursos de nuvem.

Por qual modelo de nuvem esse empresário deve optar?

É difícil decidir, uma vez que esse empresário não necessariamente é um técnico. Acreditamos que o melhor modelo a ser adotado é o modelo híbrido. Tem alguns dados que a empresa quer que fique com ele, imagine se cai a internet e o cara tem tudo na nuvem? Ele fica de mãos atadas. O ideal seria mesmo adotar o modelo híbrido.

Hoje em dia, com todas as ferramentas disponíveis (como os recursos do SharePoint, por exemplo) e o grande crescimento do mercado virtual, na sua opinião, é viável para o pequeno empresário pensar seu negócio sem considerar ter um espaço na internet?

Eu acho que o pequeno empresário que não está na internet por qualquer motivo que seja pode sobreviver por algum tempo, sim. Mas números da E-Bit indicam que as vendas da net cresceram 30% só em 2009. É um número gigantesco! Se você tem um site, pode vender para qualquer lugar do mundo. Esse é um caminho sem volta. Em minha opinião, o pequeno empresário precisa, pelo menos, dar o primeiro passo, que é ter um site institucional onde ele possa divulgar informações sobre sua empresa. Mais importante do que isso, ele precisa ter um site institucional que funcione, no qual as informações estejam atualizadas. Ter um espaço desses que não funciona é uma falha maior do que não ter. É impressionante como vemos pessoas perdendo oportunidades de venda pela internet por causa de sites que não funcionam. Um bom caminho para os pequenos é hospedar seu site em outros provedores.  Outra boa dica para um começo é ter um serviço no site para ouvir cliente, como um SAC. Essa é a chance do empresário de melhorar o seu negócio.

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