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As empresas estão cada vez mais preocupadas em se tornar sustentáveis, mas será que elas sabem se quais de seus clientes também estão atentos a essa questão?

Recente pesquisa realizada pela Fecomercio-RJ/Ipsos revela dados importante para servirem de suporte às pequenas e médias empresas na criação de estratégias de mercado, para que reconheçam a visão de seu público no quesito sustentabilidade. Homens ou mulheres, jovens ou idosos, quem faz questão de consumir produtos sustentáveis? Responder a estas perguntas com exatidão dá ao empreendedor subsídios para desenvolver um plano de comunicação estratégico com seu consumidor.

Realizada em 70 cidades brasileiras, a pesquisa mostrou que, no geral, a nossa população não se envolve com muito afinco a assuntos sustentáveis. As classes sociais A e B representam 39% dos brasileiros consumidores de produtos ecológicos, em contra partida, as classes C e DE consomem 25% e 19%, respectivamente. Além disso, 57% das pessoas que participaram da pesquisa revelaram se preocuparem com a prevenção do meio ambiente quando consomem, porém, desse percentual somente 30% confirmam ser ecologicamente correto.

A suspeita de que mulheres são mais dedicadas no cuidado com o ambiente também foi confirmada no levantamento apontando 90% da população feminina contra 86% da dos homens que se lembram de apagar a luz, por exemplo. Na higienização, as mulheres continuam na frente afirmando que 88% contra 82% dos homens fecham a torneira ao escovar os dentes.

Durante visitas a estabelecimentos de compras os consumidores revelam que são impulsivos, 72% deles revelam que compram mesmo sem ter certeza de que precisam realmente adquirir certo produto. Comparado com 2007, quando foi realizada a primeira pesquisa, 78% dos compradores analisavam as condições adequadas das embalagens hoje, 72% se preocupam com isso. Contudo, alguns cuidados são tomados pela maioria, como a verificação da validade; mas 25% ainda não olha a data de vencimento dos produtos. Para as empresas, esses dados mostram que, apesar da impulsividade por compras, os clientes ainda tomam cuidados e se preocupam com a qualidade.

Se até agora você acreditava já ter notado esse comportamento em seus clientes, as informações a seguir desmistificam afirmações positivas sobre a relação entre a geração jovem atual e a sustentabilidade. Ao contrário do que se acredita, a população mais velha se dedica com mais vontade aos cuidados com o ambiente, revela pesquisa. Veja:

Os empresários de pequenos e médios negócios que buscam o sucesso precisam estar atentos a pesquisas de mercado como esta para identificar qual público se encaixa melhor a sua proposta de produto/serviço. Para qualquer passo que sua empresa queira dar, o planejamento é fundamental.

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Os pequenos e médios empresários enfrentam diversos desafios diariamente. Problemas com fornecedores, clientes, funcionários, planilhas, se atualizar sobre o mercado e ainda por cima encontrar uma solução para que seu negócio tenha visibilidade. Dessa forma, as mídias sociais têm sido uma ferramenta muito usada pelas PMEs. Em recente pesquisa realizada pelo Daryl Willcox Publishing, 54% dos pequenos negócios norte-americanos revelaram utilizar redes sociais para promover seu negócio e 60% vê resultado positivo nisso. O empreendedor encontra nas mídias sociais um canal direto para falar com seus clientes por um custo menor, além de alavancar oportunidade de negócios.

O fabricante de florais Joel Aleixo aproveitou o embalo das redes para divulgar um de seus cursos on-line. “Temos alguns cursos que são feitos exclusivamente pela internet. Como queríamos atingir esse público que fica conectado, a ideia das mídias sociais veio naturalmente. Começamos em junho com apenas cinco amigos em nossa página do Facebook. Atualmente temos cerca de 800 pessoas conectadas a nós não só de São Paulo, onde atuamos, mas do Brasil inteiro. Acabou sendo uma ferramenta barata, eficaz e interativa”, conta a diretora-executiva da Joel Aleixo, Christina Barboza. Ela conta ainda que em momento nenhum eles tentam comercializar o produto. A atuação da Joel Aleixo no Facebook tem a intenção de manter e aprimorar o relacionamento com os interessados pelo assunto. “Queremos entender e ajudar nossos amigos e não vender um curso de floral. Esse interesse pelo curso vem com o tempo. Todo mundo que está conectado à nossa página chegou pois quer se informar sobre uma área em que somos referência”, explica a executiva.

As mídias sociais também são uma ferramenta eficaz para consultar seus consumidores sobre os próximos passos da empresa. A Joel Aleixo, por exemplo, utilizou a ferramenta de enquete do Facebook para escolher o novo logo da empresa. A votação foi um sucesso e representa não só a empresa, mas também todos os alunos, terapeutas, interessados e funcionários.

Atualmente a área de marketing da fabricante está sendo reestruturada, uma pessoa será contratada para cuidar do relacionamento digital nas redes sociais: “Atualmente eu divido meu tempo com assuntos administrativos e com as mídias digitais. Fico cerca de 2 horas atualizando o conteúdo do Facebook e interagindo com os usuários. Se eu tivesse 8 horas para fazer isso, certamente eu faria. Essa estratégia demanda tempo e o ideal é que uma pessoa fique responsável por isso”, completa Christina.

Para Barboza, ainda há um longo caminho a trilhar não só nas mídias, mas também na própria empresa. “Algumas vezes enfrentamos dificuldades institucionais, pois o resultado da ação na web não é imediato. Você cultiva um relacionamento e os frutos são colhidos mais tarde. As pessoas que não entendem isso acabam se frustrando e achando que é uma ferramenta ineficaz. Além disso, estamos aprendendo como se comunicar com públicos diferentes num mesmo espaço sem que um dos dois fique perdido. São diversos desafios, mas precisamos conviver com eles, afinal, o mundo caminha para este lado”, finaliza.

Confira na próxima semana um artigo com dicas de uma especialista sobre como utilizar de forma eficiente as mídias sociais nas pequenas empresas.

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