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Muitas vezes, quando pensamos em mídia social, o que nos vem à mente é o vizinho de 15 anos que passa a noite conversando com os amigos no Facebook. Mídia social, no entanto, não é voltada apenas para adolescentes, astros do rock ou atrizes em reabilitação – trata-se de uma importante arma comercial, responsável pelo maior impacto nos negócios desde o advento da própria Internet.

Porém, existe a falsa noção de que a mídia social é um novo e misterioso tipo de estratégia de marketing. Na verdade, trata-se de uma nova ferramenta de comunicação que pode ajudar as empresas a se envolver com clientes existentes e potenciais em nível totalmente novo e incrivelmente produtivo.

Por que Você Deveria Usar Mídia Social

A mídia social remove as barreiras entre você, seus clientes e seus concorrentes:

1. Percepção do cliente

Saiba exatamente o que os clientes estão pensando. Com a mídia social você pode saber muito mais sobre os hábitos, interesses e as necessidades de seus clientes – e o que os influencia na hora da compra.

2. Saúde da marca

Saiba como a sua marca é vista pelo seu público-alvo e o que os clientes estão dizendo sobre a sua empresa. Descubra quem a recomenda – ou não – aos amigos, vizinhos e colegas e (o mais importante) por quê.

3. Vantagem competitiva

Usando a mídia social, você consegue monitorar mais facilmente as atividades de seus concorrentes e reunir informações importantes para entender por que um cliente pode decidir pela oferta do concorrente ao invés da sua.

4. Novas oportunidades

Descubra as comunidades online relevantes para o seu público-alvo e identifique oportunidades importantes de marketing através das quais você pode aumentar o reconhecimento da sua marca e a sua base de clientes.

5. Geração de demanda

Gere maior demanda e percepção da sua oferta; suporte a pesquisa pré-compra e associe sua marca a avaliações gratuitas de produtos e ofertas especiais.

Mídia Social e Marketing para Pequenas Empresas

De acordo com o Small Business Success Index, publicado pela Smith School of Business, da Universidade de Maryland, quase 20% dos proprietários de pequenas empresas estão atualmente integrando a mídia social, principalmente o Facebook e o LinkedIn―à sua estratégia de marketing. E 45% dos entrevistados disseram que os investimentos em mídia social renderam um retorno mensurável sobre o investimento após um ano, aproximadamente.

É claro que a melhor parte do marketing baseado em mídia social é que, desde que você tenha acesso à internet, seus custos iniciais podem ser de até ZERO. Centavo por centavo, comparado a outros tipos de estratégias, o marketing feito em mídias sociais é mais barato em termos de dinheiro, tempo e infraestrutura, o que o torna ideal para pequenas empresas. Com uma série de ferramentas gratuitas e fáceis de usar para publicação, monitoramento e medição, porque não usar a mídia social para divulgar sua empresa? Em resumo, a mídia social é uma ponderosa ferramenta de marketing que ajudará você a:

· Iniciar conversas interativas com clientes;

· Desenvolver a presença online da sua marca;

· Promover e refinar sua oferta comercial;

· Permitir que clientes fiéis compartilhem suas histórias com seus contatos;

· Lidar rapidamente com queixas ou preocupações de clientes;

Mas como tudo isso realmente acontece no mundo real? Veja alguns exemplos:

Um salão de beleza em Seattle, Washington, concentrou seus esforços de marketing na internet. Dois anos após iniciar uma estratégia de mídia social, 75% da clientela do salão vêm do Facebook, Twitter e do blog.

Uma loja em Arkansas viu as estatísticas na web, o número de seguidores e as interações com clientes crescer graças à mídia social e, como resultado, suas vendas aumentaram. Segundo o proprietário, pelo menos metade da sua divulgação nacional recebida não tem outra fonte senão a mídia social.

Como Começar

Iniciar uma estratégia de marketing baseada em mídia social não é necessariamente um desafio, mas é importante planejar com antecedência e dedicar alguns recursos para isso. Esse requisito irá diminuir consideravelmente assim que o plano estiver em andamento.

Ouça – Identifique conversas relevantes e os lugares onde elas acontecem. Use ferramentas gratuitas como Technorati para identificar os tipos de mídia social onde os seus clientes conversam. Ouça atentamente ao “burburinho” gerado pela mídia social para identificar conversas sobre a sua empresa, seus concorrentes, o segmento onde você atua e as questões mais importantes para os seus clientes. Configure pesquisas por palavras-chave para identificar atividades relacionadas à sua empresa, ao seu produto e concorrentes.

Crie uma presença – Crie uma base de clientes e seguidores que querem saber mais sobre a sua oferta. Crie um blog e escreva sobre os seus produtos, serviços ou setor. Estabeleça uma presença em sites como Facebook, LinkedIn e Twitter para que você comece a reunir seguidores e se comunique diretamente com clientes e parceiros comerciais em potencial. Se a sua oferta puder ser vista em formato de vídeo, crie um canal personalizado no YouTube.

Envolva os clientes – Ajude, eduque, promova e proteja sua marca como um participante online ativo. Informe os clientes que você está ouvindo e implementando suas ideias. Crie seus próprios canais de mídia social e seja um participante ativo nos sites onde os seus clientes se encontram e os seus produtos são discutidos.

Você pode organizar as divulgações de suas redes sociais utilizando um dos modelos gratuitos disponíveis no Grátis e Melhor. Além disso é possível baixar templates configurados sobre fluxo de caixa, controle de estoque, folha de férias e muito mais!

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O que você, pessoa física ou jurídica, compartilha no mundo digital? Que tipo de link ou informação você repassa para seus amigos e clientes? Marcos Roberto Hiller, professor da Fundetec, diz que você é o que você compartilha nas redes sociais e que seu conhecimento está diretamente ligado a esse compartilhamento de informações.

Marcos foi um dos palestrantes do evento “Inclusão de Micro e Pequenas Empresas no Mundo Digital”, que aconteceu na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na última quarta-feira. Além do professor, a advogada Thais Corteze falou sobre proteção jurídica dos usuários de mídias sociais (leia aqui o post completo).

Em sua apresentação, o professor comparou seu próprio processo educacional quando pequeno com de sua sobrinha, destacando a evolução tecnológica na “geração touch”. “Alguns estudiosos de hoje comparam a invenção do Twitter com a invenção do livro. Pode parecer um pouco radical, mas a informação está presente nos meios digitais, tanto é que revistas, jornais e até mesmo os livros sentiram a necessidade de criar uma versão digital”, explica Marcos que é coordenador do MBA em Branding na Trevisan e Sócio-Consultor da Hiller Training & Consulting. Outra informação interessante fica por conta do número de mensagens que recebemos. “Diariamente recebemos 1500 mensagens, seja pela internet, televisão, rádio, jornais e revistas, dispositivos móveis, etc. Desse total 80 mensagens nos atingem de alguma forma e somente 15 lemos por inteiro”, considera o professor.

Empresas e o mundo digital

Boa parte dessas 1500 mensagens que recebemos são originadas de empresas dos mais diferentes tipos. O uso das redes sociais por parte das empresas é recente, porém já representam um grande retorno de vendas e de relacionamento com o consumidor. Marcos diz que uma empresa não pode dar um passo sequer sem fazer pesquisa com seu público-alvo, caso contrário ela poderá ter sérios problemas de aceitação e o meio virtual viabiliza esse processo. Segundo o professor o consumidor não sabe o que quer até ser apresentado a ele, logo é preciso, desde o projeto inicial da empresa, pensar em como o produto / serviço será divulgado, quem será impactado, de que forma fazer e como mensurar.

Um dado interessante fica por conta da publicidade em mídias digitais. Somente 5% de toda a verba de um plano de comunicação empresarial é voltada para este segmento. Mas se as redes sociais ganham cada vez mais destaque para divulgação de produtos e marcas, porque este número é tão baixo? Isso acontece pois quem indica onde é melhor investir são as agências de comunicação que ainda enxergam nos jornais, revistas e televisão a melhor fonte de retorno.

Hiller afirma que o novo mundo digital abre as guardas da empresa e por isso ela precisa estar preparada para receber todo o tipo de comentário por parte de seus consumidores. Assim como a empresa vê na internet uma solução para divulgar seu produto, os consumidores também a utilizam para reclamar ou elogiar o que adquirem.

Veja algumas dicas:

Outra questão levantada pelo professor é com relação à identidade visual de sua empresa. A mensagem-chave de sua marca deve estar inserida no logo, na estrutura e ambientação da loja (se houve), no site e nas redes sociais. Esse diálogo visual é importante, pois conforta e situa o consumidor.

Para fechar sua palestra, Marcos citou uma frase do fundador da Amazon.com, Bezos: “Não estou preocupado com alguém que cobra 5% a menos. Estou preocupado com quem oferece melhor experiência”, ou seja, é preciso proporcionar aos clientes uma experiência de compra única.

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Como trabalhar sua marca nas mídias sociais? Para os pequenos empresários pode parecer um desafio muito grande entrar neste universo e trabalhar com ferramentas tão dinâmicas e novas. Se por um lado tudo parece assustador, por outro a quantidade de informações e cases podem ajudá-lo a montar uma estratégia e começar a vislumbrar sua empresa nas redes sociais.

O guia divulgado no portal Entrepreneur pela especialista Susan Gunelius é um exemplo, ela é presidente da Creative KeySplash Inc., uma empresa especializada em marketing e autora do livros sobre comunicação. Para ela, os empreendedores devem aproveitar as redes sociais para criar um buzz em torno de sua marca, para isso é preciso investir em conteúdo de qualidade.

Susan preparou um guia com as 10 leis do marketing em mídias sociais, confira:

1. A Lei de Escutar

O sucesso em mídia social e marketing de conteúdo depende mais de ouvir do que de falar. Leia o conteúdo do seu público alvo e participe de discussões para saber o que é importante para eles. Só então você poderá criar conteúdos e conversas que agreguem valor aos seus clientes e prospects.

2. A Lei do Foco

É se especializar do que ser “pau para toda a obra”. Uma mídia social altamente focada e uma estratégia de marketing de conteúdo destinam-se a construir uma marca forte. Elas terão mais chance de sucesso do que uma estratégia global que tenta ser tudo para todas as pessoas.

3. A Lei da Qualidade

Qualidade triunfa sobre a quantidade. É melhor ter mil contatos on-line que leem, compartilham e falam sobre o seu conteúdo que 10 mil conexões que desaparecem depois de se conectar com você apenas uma vez.

4. A Lei da Paciência

Resultados em mídias sociais e marketing de conteúdo não acontecem da noite para o dia. Embora seja possível fazer ações relâmpago, é muito mais provável que você precisa comprometer-se a longo prazo para alcançar resultados.

5. A Lei da Composição

Se você publicar conteúdo de qualidade e trabalhar para construir a sua audiência online, seus seguidores irão compartilhar seu conteúdo com seus amigos no Twitter, Facebook, LinkedIn, seus próprios blogs e muito mais.

Este compartilhamento e discussão sobre seu conteúdo abrem novos pontos de entrada para os motores de busca. Assim seu conteúdo estará acessível a um número cada vez maior de pessoas.

6. A Lei da Influência

Dedique tempo para os influenciadores online em seu mercado, que têm um público de qualidade e podem estar interessados em seus produtos, serviços e negócios. Faça contato com as pessoas e trabalhe para construir relacionamentos com eles.

Estes contatos podem compartilhar seu conteúdo com seus próprios seguidores, o que poderia colocar você e sua empresa na frente de um público novo enorme. Lembre-se: para isso a informação deve ser útil.

7. A Lei do Valor

Se você gastar todo seu tempo nas mídias sociais falando sobre seus produtos e serviços, as pessoas vão parar de ouvir. Você deve adicionar valor à conversa. Se concentrar menos em conversões e muito mais na criação de conteúdo surpreendente e desenvolver relacionamentos com pessoas influentes online.

8. A Lei de Reconhecimento

Você não iria ignorar alguém que o aborda pessoalmente, por isso você não deve ignorá-los online. Construção de relacionamentos é uma das peças mais importantes do sucesso em mídias sociais, por isso sempre reconheça e converse com cada pessoa que chega a você.

9. A Lei de Acessibilidade

Não publique o seu conteúdo e depois desapareça. Esteja disponível ao público. Isso significa que você precisa publicar conteúdo de forma consistente e participar das conversas. Se você não estiver disponível seu público não hesitará em abandoná-lo.

10. A Lei da Reciprocidade

Você não pode esperar que os outros compartilhem o seu conteúdo e falem sobre você se você não fizer o mesmo por eles. Assim, uma parte do tempo que você gasta em mídias sociais deve ser focado em compartilhar e falar sobre o conteúdo publicado por outros.

Não deixe de ler os oito erros que as pequenas e médias empresas devem evitar para conseguir um bom marketing nas mídias sociais!

Antes de se aventurar nas mídias sociais não esqueça de proteger o computador de sua empresa. Links e páginas inseguros podem causar sérios riscos aos dados de seu negócio. Baixe o antivírus gratuito da Microsoft para pequenas empresas que livra você de mais uma dor de cabeça.

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Para que servem as redes sociais? Com esta questão, o jornalista Pedro Dória, responsável pela área digital do jornal O Estado de São Paulo, abriu o debate “Quantos, quem, onde, por que somos? Sonho x Realidade” no quinto dia do Social Media Week. Completaram a mesa Renê de Paula, da Locaweb, e Gil Giardelli, da ESPM.

Com uma visão bastante otimista, Giardelli afirmou que as redes sociais servem para derrubar a demagogia e falsidade do mundo, ele apresentou dados sobre a enorme quantidade de informações postada nestas plataformas. “Já temos o equivalente a um trilhão de horas de conteúdo em redes sociais”, afirmou. Ele também conta que estimativas apontam que em 2014, cerca de 95% do conteúdo da internet será em vídeo.

Já Renê de Paula é mais cético quanto ao papel social das plataformas, ele ressalta o cenário brasileiro, em muitas regiões 50% do acesso a web é feito em lan houses. Ele questiona a visão utópica apresentada em eventos que debatem o tema em contraponto com a realidade. “A melhor maneira de ganhar evento com internet é fazendo evento sobre mídias sociais. Mas há uma grande diferença entre o que se fala nestas palestras e a realidade”, afirma.

Pés no chão

O moderador do debate, Pedro Dória, e Renê de Paula levantam um paradoxo interessante para reflexão. Somos o país que mais passa tempo online, então porque nada acontece? “Pconseguimos influenciar minimamente a política do país? O #forasarney tão comentado Twitter não fez cócegas! Ele está aí novamente no Senado”, desabafa o jornalista. “Eu preciso preencher diversas vagas na área de tecnologia e não consigo, pois falta mão de obra qualificada”, conta Renê.

Renê levou esta reflexão para o dia a dia dos negócios, para ele os empresários devem estar atentos. “Muitas vezes seu target não está na internet, ele está nas ruas e uma ação online não é a mais indicada”, avalia.

Confira aqui as fotos do Social Media Week em nosso Facebook

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Começou ontem o Social Media Week (SMWSP), evento de mídias sociais que acontece simultaneamente em nove cidades no mundo. No Brasil a série de discussões sobre os rumos das redes acontece na FAAP, em São Paulo. Presente nos eventos mais relevantes de empreendedorismo, tecnologia e inovação, o Pensando Grande acompanhou o primeiro dia do Social Media Week que trouxe temas como poder do usuário, papel social das mídias, relevância de temas e gestão de marcas em tempo de redes sociais.

Assim como religião e futebol, a gestão de marcas feitas por empresas e agências sempre será um assunto polêmico. Para discutir o tema alguns executivos de comunicação do mercado estiveram presentes no SMWSP e trouxeram importantes questões para a roda: cases interessantes, consumidor X empresa, marketing e reclamações pelas redes.

Marcelo Trípoli, executivo da agência iThink, abriu a palestra comentando o caso Gap. No ano passado a tradicional marca de roupa reestruturou seu logo que representava a marca há mais de 20 anos. Esse “passo rumo à expressão mais moderna” não agradou os clientes que utilizaram as redes sociais para manifestar o descontentamento coletivo. A marca então voltou atrás e retornou ao logo antigo. Segundo Marcelo essa atitude foi louvável pois a empresa teve mente aberta para ouvir os consumidores: “Atitudes assim são legais, mas podem ser evitadas. Se a Gap tivesse incluído os consumidores desde o início da reestruturação, principalmente os que tem relação emocional com a marca, certamente a reação seria outra. É preciso entender que quanto antes a marca incluir o cliente, melhor”, comenta Marcelo.

Para o executivo da Pepsico, Edmar Bulla, a marca é patrimônio dos consumidores e funciona como um código cultural. O que antes era um monólogo das empresas para os clientes agora é um monólogo do consumidor para a marca. “Relaxem empresas! Foi-se o tempo em que vocês controlavam e regiam o gosto dos clientes. Agora eles são mais expressivos e emitem a opinião na hora. Tem uma questão que é vital: não é gestão de marca e sim gestão de cultura”, afirma Edmar que também classificou os presidentes das empresas como “maestros” diante da orquestra que formam os consumidores: “mas deve ser uma maestro afinado”.

Outro ponto importante da discussão foi levantado pelo executivo da Thymus Branding, Ricardo Guimarães. Para ele a empresa é uma pirâmide e exerce a filosofia de comando. O topo da pirâmide deve interagir com a base, criando um fluxo de informações constante. “Você começa a olhar a empresa como um sistema aberto, um organismo vivo interagindo com a sociedade. Na verdade estamos o tempo todo interagindo e nesse movimento a empresa tem que capacidade de aprender a se adaptar. Quando mais cedo você percebe a mudança de cenário, mais você deixa de ser um coadjuvante e se torna protagonista”, afirma Ricardo. O executivo também diz que as empresas estão iludidas pensando que tem controle da informação, mas que na verdade a informação está fluindo a todo tempo.

Edmar Bulla fechou a conversa com uma frase de grande incentivo, principalmente para as pequenas e médias empresas: “Sempre os menores microrganismos foram mais resistentes. Vemos muitas companhias de grande porte que patinam ao implementar algo ultrapassado. O que importa nisso tudo é não ter medo de fazer algo novo e de inovar, ser honesto consigo e com os clientes e de saber que o erro aprimora qualquer trabalho.”

Confira outros pontos discutidos na palestra:

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Um trabalho bem desenvolvido em mídias sociais pode ajudar pequenas e médias empresas a conquistarem novos mercados – esta é uma das conclusões do painel “Acesso a mercados: marketing digital – gerando negócios através das redes sociais e mídia”, do V Congresso da Pequena e Micro Indústria. O evento, que aconteceu ontem, foi promovido pela FIESP. Especialistas e executivos debateram sobre as oportunidades e os cuidados necessários para estar presente na web de maneira estratégica.

“Mais de 30% da população brasileira tem acesso a internet, são 67 milhões de usuários, a web já é o terceiro veículo em penetração no Brasil, fica atrás apenas da televisão e do rádio”, afirmou Pedro Waengertner, professor da ESPM, que iniciou o debate apresentando um panorama do atual cenário nas mídias sociais. Ele chamou atenção para um fenômeno que impactará os negócios – tanto em grandes quanto pequenas empresas. Em dois anos, a maioria dos acessos a internet será feita por dispositivos móveis, como smartphones. “Isso muda seu negócio, um consumidor poderá comparar preços em alguns cliques dentro da sua loja”, destacou o especialista.

Como começar

Os debatedores concordam em um ponto: não há uma receita pronta para uma boa ação em mídias sociais, mas existem elementos fundamentais para o sucesso. “A boa experiência do seu consumidor na internet está inteiramente ligada a uma troca. Ele não quer apenas ouvir, quer conversar com a marca, e a empresa deve estar preparada para isso”, destaca Maurício Ferreira, Gerente de Marketing para Pequenas e Médias Empresas da Microsoft Brasil.

Para ele, o blog corporativo é uma ferramenta estratégica principalmente para pequenas e médias empresas. “Estar na web não é mais uma opção, seu cliente já está e pode falar sobre sua empresa. Destaco três benefícios no trabalho com blog corporativo: ouvir – temos a oportunidade de escutar nossos clientes, saber o que eles querem e o que acham de nossos produtos; inteligência coletiva – ao ouvir os feed backs de nossos consumidores podemos trabalhar em cima destas percepções e a colaboração – a troca deve ser uma premissa neste trabalho”, afirma o executivo. Para ele, é preciso que a empresa tenha uma presença ativa e brilhante na web.

Planejamento é a chave

Antes de investir na internet é preciso definir suas prioridades: onde estão seus clientes, quais redes ele visitam, onde estão os influenciadores dos seus clientes, qual produto você quer vender? Para Waengertner planejamento é fundamental. Sergio Tauhata Ynemine, Editor Assistente da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, concorda. “Não existe uma regra, cada negócio tem sua especificidade. É preciso fazer um plano de negócios com sua estratégia para redes sociais”, explica. Ele reafirma a necessidade de apostar na troca com o consumidor. “Você só faz barulho nas redes se oferecer algo em troca e não apenas divulgar seu produto” finaliza.

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Por Marcia Ceschini

Bom senso. Esta é a palavra mágica para empresas que entram a primeira vez nas redes sociais.

É comum as empresas, principalmente as pequenas, não contratarem um profissional ou uma consultoria que conheça estrategicamente as mídias sociais. Optam sempre pelo funcionário que usa alguma delas ou por aquele sobrinho “fuçado”.

O ideal é que entrem com atuação profissional, pois são N fatores a serem considerados: planejamento, público-alvo, tipo de comunicação e mídia social adequados, netetiqueta, monitoramento e mensuração da marca nas mídias digitais, entre outras.

É muito importante também que essas empresas não encarem a comunicação off line e on line como custo. São investimentos. Se sua empresa não anuncia, não se preocupa com isso, tenha certeza que seu concorrente sim.

Outra dica: interaja com seu público. Responda e-mail, comentários no blog, tweets ou retweets sobre seus produtos e serviços. Seu seguidor deseja isso: contato.  O relacionamento e a boa reputação digital são os grandes bônus das mídias digitais. Trate esta comunicação com carinho e atenção.

Aproveitando que falo sobre Twitter , friso o cuidado que deve ter com os 140 caracteres que digita. Muito importante que Twitters corporativos mantenham uma linha mais formal, neutra e cuidadosa com as informações que passa. E se funcionários ou executivo possuem Twitters pessoais, cuidado redobrado. É importante lembrar que carregam um sobrenome corporativo. Somos sempre o “fulando da 5M”, o “sicrano da Panda Calçados”. Todo cuidado é pouco com tweets, comentários e piadinhas.

A última dica volta ao início do texto. Bom senso, gente. Sempre! E por favor, atenção na gramática. Na dúvida sempre faço uma busca sobre a palavra antes de escrever.

Bons negócios.

Marcia Ceschini – Relações Públicas, especialista em Gerenciamento de Marketing. Consultora em Comunicação e Marketing Digital.
Contato: marcia@ceschini.com.br
Twitter: @ceschiniconsult

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Os pequenos e médios empresários enfrentam diversos desafios diariamente. Problemas com fornecedores, clientes, funcionários, planilhas, se atualizar sobre o mercado e ainda por cima encontrar uma solução para que seu negócio tenha visibilidade. Dessa forma, as mídias sociais têm sido uma ferramenta muito usada pelas PMEs. Em recente pesquisa realizada pelo Daryl Willcox Publishing, 54% dos pequenos negócios norte-americanos revelaram utilizar redes sociais para promover seu negócio e 60% vê resultado positivo nisso. O empreendedor encontra nas mídias sociais um canal direto para falar com seus clientes por um custo menor, além de alavancar oportunidade de negócios.

O fabricante de florais Joel Aleixo aproveitou o embalo das redes para divulgar um de seus cursos on-line. “Temos alguns cursos que são feitos exclusivamente pela internet. Como queríamos atingir esse público que fica conectado, a ideia das mídias sociais veio naturalmente. Começamos em junho com apenas cinco amigos em nossa página do Facebook. Atualmente temos cerca de 800 pessoas conectadas a nós não só de São Paulo, onde atuamos, mas do Brasil inteiro. Acabou sendo uma ferramenta barata, eficaz e interativa”, conta a diretora-executiva da Joel Aleixo, Christina Barboza. Ela conta ainda que em momento nenhum eles tentam comercializar o produto. A atuação da Joel Aleixo no Facebook tem a intenção de manter e aprimorar o relacionamento com os interessados pelo assunto. “Queremos entender e ajudar nossos amigos e não vender um curso de floral. Esse interesse pelo curso vem com o tempo. Todo mundo que está conectado à nossa página chegou pois quer se informar sobre uma área em que somos referência”, explica a executiva.

As mídias sociais também são uma ferramenta eficaz para consultar seus consumidores sobre os próximos passos da empresa. A Joel Aleixo, por exemplo, utilizou a ferramenta de enquete do Facebook para escolher o novo logo da empresa. A votação foi um sucesso e representa não só a empresa, mas também todos os alunos, terapeutas, interessados e funcionários.

Atualmente a área de marketing da fabricante está sendo reestruturada, uma pessoa será contratada para cuidar do relacionamento digital nas redes sociais: “Atualmente eu divido meu tempo com assuntos administrativos e com as mídias digitais. Fico cerca de 2 horas atualizando o conteúdo do Facebook e interagindo com os usuários. Se eu tivesse 8 horas para fazer isso, certamente eu faria. Essa estratégia demanda tempo e o ideal é que uma pessoa fique responsável por isso”, completa Christina.

Para Barboza, ainda há um longo caminho a trilhar não só nas mídias, mas também na própria empresa. “Algumas vezes enfrentamos dificuldades institucionais, pois o resultado da ação na web não é imediato. Você cultiva um relacionamento e os frutos são colhidos mais tarde. As pessoas que não entendem isso acabam se frustrando e achando que é uma ferramenta ineficaz. Além disso, estamos aprendendo como se comunicar com públicos diferentes num mesmo espaço sem que um dos dois fique perdido. São diversos desafios, mas precisamos conviver com eles, afinal, o mundo caminha para este lado”, finaliza.

Confira na próxima semana um artigo com dicas de uma especialista sobre como utilizar de forma eficiente as mídias sociais nas pequenas empresas.

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