Que tal um guia prático com dicas relevantes para negócios na internet? O Mercosul Digital preparou um manual de Boas Práticas em Comércio Eletrônico para auxiliar o empreendedor na negociação online. Continue Lendo »
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Em 1976 um professor começou a oferecer pequenos empréstimos a famílias carentes de Bangladesh. O principal foco eram mulheres e produtores rurais. Foi assim, de uma maneira revolucionária, que Muhammad Yunus criou o conceito de microcrédito e ganhou o Prêmio Nobel da Paz.
Hoje, 40 anos depois, o conceito de empreendedorismo social deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade do mundo moderno que a passos largos, caminha rumo a um mundo mais justo e cheio de oportunidades.
Mas afinal, é possível ganhar dinheiro e ainda mudar o mundo?
Segundo os participantes da mesa redonda Empreendedorismo Social, da Campus Party 2012: Marcel Fukayama, Omar Hadda, Daniel Izzo, José Alberto Aranha, André Spínola e Pablo Handl, sim – é possível!
Para Marcel Fukayama, sócio-fundador da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), a lan house é um exemplo de negócio social que pode gerar renda e ainda impactar na comunidade ao redor. Fukuyama é co-fundador da CDI Lan, uma empresa que oferece soluções que transformam vidas em comunidades de baixa renda por meio das lan houses.
A iniciativa visa atender as regiões mais carentes e excluídas do mundo digital. De acordo com a CDI Lan, 48% dos usuários brasileiros se conectam através das 100 mil lan houses do país e dentro desse número, 82% recebem apenas um salário mínimo.
Nesse cenário cheio de carências, o CDI Lan transformou o conceito das lan houses afiliadas em referência de educação, entretenimento saudável, empreendedorismo e gestão de qualidade.
“O mercado está em constante movimento. Já existe regulamentação e associações específicas, o que facilita a vida dos pequenos e micro empresários”, afirma Marcel.
Todos os presentes na mesa redonda foram unânimes em dizer que existe um grande leque de opções dentro do empreendedorismo social, mas para obter sucesso é preciso focar em como o negócio conseguirá causar impacto social.
Daniel Izzo – sócio e co-fundador da Vox Capital - primeiro fundo de investimentos de impacto no Brasil que foca em negócios com potencial de crescimento e que servem à população de baixa renda, explica o que faz o empreendimento social receber investimentos: “Em primeiro lugar deve contar com uma equipe bem alinhada e o mais importante, o objetivo deve ser resolver ou diminuir um dos problemas da população de baixa renda.”
O empreendedor social tem todo o direito de ganhar dinheiro e garantir a renda familiar, mas não é um setor que prega a ganância. De acordo com os participantes o lucro deve ser um ponto de equilíbrio para a construção de um mundo melhor.
O Marketing com certeza está entre as maiores preocupações dos pequenos e médios empreendedores, pois é praticamente impossível que haja algum profissional que não queira exercer todos os setores do seu negócio da melhor maneira. Não existe nenhum empreendedor 100% competente em tudo, porém existem aqueles que buscam todos os tipos de informações favoráveis ao seu empreendimento.
O autor e consultor de marketing digital Cláudio Torres em sua obra Guia Prático de Marketing na Internet para Pequenas e Médias Empresas buscou exatamente dar esse suporte para os empreendedores que vivem na correria diária de um negócio. Continue Lendo »
O Pensando Grande Ao Vivo reuniu os maiores especialistas do mercado para conversar e expor as melhores oportunidades para a Copa do Mundo da Fifa 2014. Em um bate-papo descontraído, os palestrantes deram dicas de como planejar e executar as melhores ações para as empresas brasileiras aproveitarem o boom econômico que acontecerá com o maior evento de futebol do mundo.
Uma das questões fortemente abordadas pelos internautas foi sobre gestão de pessoas. Segundo Juliana Iten, Gerente Programas e Parcerias da FNQ (Fundação Nacional Qualidade): “É preciso entender o comportamento das novas gerações para poder capacitá-las. Além disso, é preciso tornar as pessoas parte da empresa para entender a cultura e conseguir alcançar as metas”.
A abordagem sobre as oportunidades para gestores e empreendedores ficou a cargo de Isabel Reis, representante do MBC (Movimento Brasil Competitivo). Em relação aos investimentos e linhas de crédito, Carlos Gimenez, Responsável pelo Setor de Turismo do Banco Itaú, apresentou diversas oportunidades e explicou como os bancos podem facilitar os negócios de pequenas e médias empresas.
De acordo com Dival Filho, coordenador nacional do Programa Sebrae 2014: “As empresas devem ficar de olho no consumidor, esse é o principal caminho para guiar as ações de todos os empreendimentos”, disse. Roberto Prado, Diretor de Competitividade Nacional da Microsoft enfatizou a importância da divulgação dos negócios, principalmente por meios on-line como sites e o uso de outras redes para estreitar ainda mais essa relação entre a empresa e o cliente. “A tecnologia alavanca o sucesso da empresa e otimiza o tempo das pessoas”, ressaltou Isabel Reis.
Para finalizar, Cláudio Leite, o embaixador do Pensando Grande Ao Vivo aproveitou para contar como surgiu a inspiração para criar a Photorcida, empresa de registro fotográfico que reúne torcedores de diversas modalidades esportivas.
O Pensando Grande Ao Vivo levantou a torcida e apitou para o início do planejamento dos negócios, agora é a vez dos empreendedores planejarem suas jogadas para os inúmeros gols na economia brasileira.
Se existe uma necessidade básica em todo negócio – ao lado de lucrar – ela é cortar custos. Este é um exercício diário, envolve descobrir novas maneiras de cortar custos, aplicá-las e trabalhar para manter. Buscamos em diversas fontes dicas para você economizar alguns reais e engordar o caixa de sua empresa. Vale atrair mais clientes, reduzir gastos ou aumentar lucros – tudo para melhorar a vida do pequeno empresário.
1. Espalhe sua publicidade. Inclua seu material de publicidade em várias comunicações de sua empresa, como faturas e boletos, assim você economiza com despesas de postagem, por exemplo. Da mesma forma, aproveite ao máximo as oportunidades de exposição em seu ponto-de-venda para expor seus cupons, boletins ou folhetos informativos na sacola de compras dos clientes.
2. Seja um bom vizinho. Divida os custos de publicidade e promoção com as empresas vizinhas. Promova conjuntamente uma ação de venda em sua calçada ou faça uma aliança de marketing dividindo mailing (desde que seus clientes concordem e tenham permitido). Você também pode dividir custos de canais de distribuição e fornecedores com as empresas que vendem bens ou serviços complementares.
3. Peça ajuda às pessoas. O tipo de apoio mais valioso que você pode obter a partir de seus contatos são referências, os nomes dos indivíduos específicos que precisam de seus produtos e serviços. Então vá em frente e pergunte! Seus contatos podem também dar os nomes e telefones de possíveis clientes. Com o número de referências aumentando, seu potencial para gerar negócios através de referências também cresce.
4. Tem uma cliente feliz? Ao dizer o que eles ganharam ao usar seus produtos ou serviços em apresentações ou conversas informais, suas fontes podem incentivar outras pessoas a usar seus produtos ou serviços. Incentive-os a fazer isso.
5. Fazer uma aparição especial de TV. Estações de TV locais muitas vezes têm tarifas razoáveis de publicidade em intervalos durante o dia e a noite. Dificilmente você irá atingir os telespectadores do horário nobre, mas atingirá clientes potenciais quando eles estão no conforto de sua casa.
6. Oferecer consultoria especializada. Dar uma aula, palestrar em uma reunião da comunidade ou escrever um artigo para um jornal local, não só faz você ser visto como um especialista, mas a um baixo custo chama atenção para seu negócio.
Ideias na Internet
7. Saiba onde está seu público na internet. Pesquise seu mercado e encontre potenciais visitantes de seu site em fóruns na Internet e grupos de interesse relacionados com o seu mercado-alvo do produto ou serviço.
8. Corte custos ao criar sua loja online. Você pode começar vender seus produtos em sites de leilão online para acostumar-se com este mercado. Se você deseja criar uma loja profissional, existem serviços que oferecem lojas customizáveis com várias soluções disponíveis, geralmente, por uma pequena taxa mensal.
9. Comece a conversar. Encontre grupos que servem ao seu público, e entrar na briga. Não entre nestes grupos para gerar negócios, mas para encontrar informações que o ajudarão a tomar decisões de negócio.
Ao participar destes grupos, a dica é sempre incluir seu site em sua assinatura de e-mail ou após as mensagens, forneça informação útil, isso fará com que as pessoas cliquem em seu site.
10. Espalhe seu site por aí. Você mostra às pessoas o endereço do seu site? Tente colocá-lo em seu papel timbrado, cartões de visita e em assinaturas de e-mail, onde quer que os potenciais visitantes possam vê-lo. Inclua-o nos uniformes dos funcionários, todos os itens promocionais que você distribui, comunicados de imprensa, no seu anúncio nas páginas amarelas e em veículos da empresa.
Escritório
11. Aposte na mobilidade. Enquanto os custos de aluguel de imóveis fixos aumentam com o aquecimento do mercado imobiliário, opções como escritórios compartilhados, home office estão cada vez mais bem equipadas. Antes de alugar um espaço, considere estas opções. O mesmo vale para lojas, quiosques e feiras em shoppings e supermercados que são uma alternativa para testar a aceitação de seu produto em determinada região.
12. Compre produtos reciclados como cartuchos de impressora. Verifique um fornecedor de cartuchos reciclados local, mas é importante que você faça um teste e verifique se o produto é realmente econômico.
13. Soluções gratuitas da Microsoft. O portal Gratis e Melhor reúne centenas de Soluções gratuitas para pequenas empresas. São planilhas, modelos, cursos e versões de software da Microsoft para baixar e utilizar na hora.
14. Comprar equipamentos ou móveis usados. Economize até 60% com a compra de equipamentos usados, como copiadoras e mobiliário de escritório. Leilões e classificados dos jornais são boas fontes para encontrar ótimas oportunidades.
Segurança com Inteligência
15. Economize com associação. Quando procurar por seguro, verifique com sua associação comercial. Muitas associações oferecem seguro de grupo com preços mais competitivos, o mesmo vale para convênios médicos.
16. Esteja preparado. Comprar antecipadamente um seguro adequado poupa dinheiro a longo prazo, diz Jeanne Salvatore do Insurance Information Institute, uma organização sem fins lucrativos de Nova York. Considere quais situações seriam catastróficas para seu negócio e proteja-se com um seguro adequado.
17. Faça um amigo para tempos ruins. Arranjando para um local alternativo para o seu negócio em caso de uma catástrofe de grandes proporções, você pode ser capaz de economizar em seguro de interrupção de negócios, informa o Insurance Information Institute. Você pode achar exagero pensar nisso, mas relembre das últimas enchentes que abalaram o país. Por exemplo, você pode combinar com uma empresa do mesmo setor para usar suas instalações em caso de dano, e vice-versa.
18. Faça um check no seu seguro médico. Antes de escolher uma operadora de seguros médicos, pesquise com cuidado, verifique se a empresa possui reclamações, consulte os órgãos de defesa do consumidor.
19. Aumente a sua franquia. Aumentar a franquia do seu seguro geralmente diminui o seu pagamento. Mesmo que você acabe tendo que pagar a franquia é provável que seja inferior ao montante que você economizar. Faça as contas.
Confira na semana que vem no Pensando Grande mais dicas para você reduzir custos nas áreas financeiras, de políticas profissionais, em negociações e com frete.
Empresários que desbravaram a internet brasileira nos anos 90 e jovens que estão descobrindo hoje como fazer negócios neste meio reuniram-se na Campus Party para discutir o que mudou desde então e quais os desafios que ainda existem.
Um veterano do mercado digital Aleksandar Mandic destacou que quando o mercado digital surgiu no país não existia concorrência, hoje para ter sucesso é preciso destacar-se e buscar diferenciais frente aos concorrentes. Já Pedro Mello, empreendedor e colunista da Exame PME, destaque que ao mesmo tempo em que existem diversas oportunidades vivemos uma ‘esquizofrenia digital’. “As pessoas não estão correndo de um lado para o outro como robôs, é um momento muito difícil para as pessoas enxergarem realmente uma oportunidade. Conquistar a atenção das pessoas hoje em dia determina o sucesso dos negócios hoje”, destaca.
Já para os empreendedores novatos uma alteração fundamental na internet é no seu conceito de mídia de massa, hoje já repensado. Muitas agências e negócios surgiram em torno deste paradigma, mas hoje estão sendo reinventados para aproveitar os nichos de mercado. São centenas de negócios surgindo para explorar segmentos muito específicos – para isso o empreendedor deve estudar e compreender muito bem o consumidor com o qual irá se relacionar.
Espalhe sua ideia
Para Mandic três itens são essenciais para quem deseja empreender na web: sorte, talento e muito trabalho. Um novato no mundo digital, Jonny Ken Itaya, concorda com o veterano. Ele é criador do encurtador de links Migre.me e conta que teve sua ideia durante uma brincadeira em uma das edições da Campus Party. “No começo eu a achava idiota, mas depois vi que podia dar certo, então mesmo que a princípio você não acredite, converse com as pessoas, veja o que elas pensam sobre o que você criou”, recomenda o empreendedor. Este é um conselho recorrente entre os empresários digitais, todos acreditam que a rede de relacionamentos é um ponto fundamental para o sucesso do negócio, eles destacam a importância de aproveitar eventos, participar de redes já formadas e conhecer o máximo de pessoas possível. “Se alguém te chamar, atenda sempre”, este é o conselho de Mandic.
Apoio de peso
A falta de suporte, principalmente no início do negócio, é apontada pelos empreendedores como uma dos principais problemas dos negócios digitais no país. Para quem está começando e atua no desenvolvimento de software a Microsoft apresenta o programa BizSpark, que oferece software, apoio e visibilidade para as startups. Para saber como funciona clique aqui.
Quer saber mais sobre empreendedorismo digital? Assista ao vídeo da palestra completa de Empreendedorismo na Intenet aqui.
As mídias sociais provaram mais uma vez que a empresa deve estar onde seu cliente estiver. Ainda em cenário eletrônico, é a vez dos empreendimentos irem além de suas lojas físicas e posicionarem seus produtos e serviços em uma vitrine que ganha cada vez mais audiência: o e-commerce.
Hoje começamos no Pensando Grande uma série de posts sobre comércio virtual, desde a criação até divulgação e fidelização de clientes.
Segundo dados da e-bit, o e-commerce brasileiro cresceu 40% no 1º semestre deste ano se comparado ao mesmo período de 2009, atingindo faturamento de R$ 6,7 bilhões e ticket médio de R$ 379. Para o fechamento de 2010, a expectativa é que o montante alcance R$ 14,3 bilhões. Até o primeiro semestre de 2010, foram 20 milhões de pessoas que compraram pela internet ao menos uma vez e as categorias de produtos mais vendidos foram respectivamente livros e assinaturas de revistas, eletrodomésticos e produtos de saúde e beleza.
O início de um comércio virtual
A especialista em e-commerce e fundadora do E-Vision Consulting, Solange Oliveira, diz que o primeiro passo é um plano de negócios detalhado. “Cerca de 80% dos negócios digitais que não dão certo é porque não traçaram um plano de negócios detalhado no começo. Ele deve trazer uma análise 3D do seu futuro negócio, quais seus objetivos e quais os caminhos para isso. É como se fosse um mapa. Sem ele você ficará perdido na selva e sem cantil de água”, explica a executiva, mais conhecida como “e-commerce girl”.
Além de um plano de negócios a empresa precisa existir de verdade, ou seja, ter um CNPJ e endereço fixo. Na opinião de Solange, ter uma pessoa dedicada 24 horas por dia à loja é essencial. “As pessoas têm a falsa ideia que poderão administrar suas lojas virtuais após o trabalho ou nos finais de semana. Isso traz desilusão e desapontamento com o negócio digital. Loja virtual é trabalho para as 24 horas do dia, sendo pequena ou grande”, esclarece.
O perfil do profissional responsável pela loja virtual não deve conhecer somente administração e marketing. Segundo Solange, a pessoa deve ter noções de webdesigner para atualizar a vitrine, uma boa formação administrativa com foco em tecnologia, além de ser comunicativo e atencioso. “Você terá clientes ligando, pagamentos dando problemas, site sempre precisando de manutenção e ainda terá que tomar conta do estoque”, comenta a e-commerce girl.
Logística
Ter alguns produtos em casa não significa ter uma loja virtual. “Logística é o calcanhar de Aquiles do e-commerce. No início do negocio é preciso estudar as formas de armazenamento e entrega dos produtos: peso, embalagem, embalagem de presente, etc. Além de todos esses itens é preciso saber a forma de envio, se será por Correio, transportadora, etc”, aconselha Solange. O frete não pode ultrapassar 5% do valor do produto. Imaginem uma loja virtual que venda bijuterias e que tem ticket médio de R$ 25,00. O preço médio de uma caixa por Sedex é de R$ 7,00. Isso quer dizer que o consumidor deve pagar, além do produto, a taxa de entrega. “O consumidor brasileiro não aceita pagar frete. Uma iniciativa que cada vez se vê mais e que pode ser a diferença na hora da venda é o frete gratuito. Nesse caso é preciso fazer acordos com os Correios ou com a transportadora para baixar o máximo o valor do frete para não acarretar custo pesado para a loja virtual”, explica a consultora.
Outro ponto importante é a política de devolução de produtos. É preciso ter em mente que isso só acarretará custos para o comércio. “Mercadoria devolvida ou trocada é prejuízo certo para a loja virtual. Tem que voltar ao estoque, nota fiscal de devolução ou troca, o transporte tem que ser assumido pelo lojista e várias outras implicações contábeis e comerciais. A dica é evitar ao máximo o processo de troca tendo uma descrição de produto detalhada e assertiva, cumprindo os prazos de entrega, tendo fotos do produto que não deixem duvidas sobre as dimensões, cores etc”, pontua Solange.
A loja de lingerie Siricutico, por exemplo, adotou recentemente o modelo de comércio eletrônico. A publicitária e responsável pela área, Claudia Tambelini, diz que fez um curso sobre vendas virtuais e aplicou na Siricutico. “Vender lingerie pela internet é algo diferente, que atraia a atenção das pessoas, mas ao mesmo tempo complicado. A experiência de comprar lingerie, pegar na mão, sentir o tecido, experimentar no corpo é completamente diferente do que comprar pela internet. Nunca tivemos problemas com devolução, mesmo porque disponibilizamos todas as informações possíveis do produto, desde composição do tecido até tamanhos e estampas. Caso aconteça troca ou devolução estamos preparados para resolver e não perder a cliente”, comenta Cláudia.
Atente-se ao fato de que os consumidores virtuais têm direitos estabelecidos em leis específicas para compras online. O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor divulgou as diretrizes do comércio eletrônico (veja aqui). É assegurado ao consumidor online acesso às informação corretas, claras , precisas e ostensivas e em língua portuguesa. O consumidor virtual pode simplesmente desistir sem razão declarada da compra em sete dias sem ônus com direito a cancelamento de cobrança em cartão de crédito imediata.
Acompanhe na próxima semana mais um post da série especial “Os desafios do e-commerce”. Vamos dar dicas sobre como divulgar seu e-commerce.
Confira no Grátis e Melhor planilhas que podem ajudar na organização e planejamento do seu comércio eletrônico.
Por Marisa Lemos
Muitas empresas lançam seus sites e acreditam que pelo simples fato de estarem na internet, os negócios prosperarão. Afinal, a internet é uma grande vitrine e o ambiente virtual um grande gerador de negócios.
No entanto, nem sempre isso acontece. Recebemos um pedido de um leitor para analisar seu site e ajudá-lo a entender porque o site tem poucas visitas. Acreditamos que essa pode ser a dúvida de muitas empresas que nem sempre alcançam a visitação esperada em seus endereços web.
Vamos focar na questão principal: O que um site precisa para atrair visitas?
Claro, a resposta a essa pergunta varia de acordo com o produto/serviço que o site oferece. Se estamos falando de um site de compra de passagens aéreas, a expectativa do usuário em relação ao que é necessário encontrar no site será diferente daquela ao acessar um blog de moda, por exemplo.
Mas de maneira geral, creio que podemos resumir o que um site precisa para atrair visitas nestes quatro itens:
Vamos detalhar esses itens usando como exemplo o site em questão: o www.desenhosurabiscado.com.
1 – Ser encontrado pelos motores de busca
Segundo a pesquisa TIC Domicílios de 2009, 88% dos usuários de internet no Brasil acessam a rede para busca de informações e serviços online. Isso significa que os motores de busca possuem uma grande participação no envio de visitas a sites pessoais/de informação/de empresas.
Para ser encontrado e estar bem posicionado no resultado dos motores de busca no meio de tantos sites disponíveis, um site precisa ter alguns requisitos básicos e, no caso de estar em um segmento muito concorrido, utilizar técnicas chamadas de SEO – Search Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de Busca.
Nosso site analisado não apresenta alguns itens básicos de SEO, como urls amigáveis, títulos diferentes para cada página e um bom uso de palavras-chave relacionadas ao segmento – no caso, desenho, charges e pinturas.
2 – Conteúdo atrativo e atualizado
Outro fator importante de atração de visitas é o conteúdo. Ele precisa ser adequado ao público e ao que o site se propõe, e ter atualizações constantes, fazendo com que as pessoas retornem ao site para ver as novidades. Além disso, conteúdo também é bom para o SEO, pois permite que as palavras-chave relevantes para o site apareçam em várias páginas, indicando que aquele site tem bastante conteúdo relacionado a elas.
Navegando no site, vemos que a última imagem foi adicionada em abril de 2010.
Isso indica que a atualização do site não tem sido muito frequente.
Apesar do site disponibilizar o que se propõe – desenhos para download – ele poderia investir mais em conteúdo, como explicações sobre os processos criativos e de execução das obras (utilizando blog ou vídeos) ou um fórum ou rede social para a comunidade de desenhistas trocar experiências.
3 – Usabilidade e boa organização de informações
Se um site tem ótimo conteúdo, mas não é bem organizado, as informações ficam perdidas e os visitantes se desanimam a voltar. Sites precisam ser fáceis de usar e ter as informações bem claras e localizadas. Uma boa dica de leitura em relação a esse assunto é o livro “Não me Faça Pensar”, de Steve Krug.
No nosso caso, apesar da organização em abas com títulos bastante simples de entender, há alguns pontos a observar:
- O site se propõe a divulgar obras e blogs de outros artistas e segmentos, mas não há um espaço claramente identificado para isso, além dos comentários na home, em que as indicações ficam perdidas.
- Há espaço no menu lateral que poderia ser melhor aproveitado, talvez oferecendo atalhos para as categorias de desenhos (wallpaper para computador, para celular, desenhos para colorir), em vez de apresentar dados de acesso. Este tipo de informação é de interesse principal do proprietário, não dos visitantes, e ocupa um espaço muito visto e importante na hierarquia de um site.
4 – Divulgação adequada ao público-alvo
Para ter visitas, é importante não só estar nos mecanismos de busca mas também buscar a sua audiência onde ela está e promover o seu site. É uma boa hora para se fazer as seguintes perguntas:
Existem ferramentas de medição de audiência que indicam de onde vem o acesso ao site, e quais palavras foram digitadas na busca que foi feita para encontrá-lo. Esses dados nos dão dicas de onde e como as pessoas buscam pelo site ou pela atividade/produto dele. E também podem dar idéias de onde mais trabalhar esta divulgação.
Ao buscar pelo nome do site, encontrei vários cadastros do mesmo em sites de classificados online. Acredito que mesmo o site estando classificado em alguma categoria correlata dentro destes sites, como arte ou cultura, esta não seria a forma mais correta de divulgá-lo.
Mesmo entre sites gratuitos há outras opções, como agregadores de links (ex: rec6, dihitt, linkk) ou sites e blogs relacionados ao assunto. Se a intenção é abrir um caminho de relacionamento com a comunidade artística ou de desenhistas, é importante participar e interagir em sites da área, onde provavelmente aparecerá também a oportunidade de divulgar o site.
É possível também abrir uma conta gratuita no Flick.r, onde além de fotógrafos muitos ilustradores e designers gráficos colocam suas obras. Lá também é possível comentar ilustrações de outros e adicionar contatos. A página do Flick.r pode ser mais uma entrada de visitas para o site.
5 – Layout agradável
Por último, mas não menos importante, temos o layout. De nada adianta termos todos os itens acima bem resolvidos, se o site acessado agride os olhos ou irrita ou usuário com banners multi-coloridos, péssima utilização de cores ou fontes ilegíveis.
O layout tem que ser agradável e não se tornar cansativo para os usuários. Ele também tem que ser pensado junto com a usabilidade e organização de informações, para facilitar a percepção dos componentes do site pelo usuário.
Como gostar ou não de um layout é uma coisa que também é bastante subjetiva, essa é uma área em que frequentemente se dá algumas “escorregadas”.
No www.desenhosurabiscado.com, o layout não é agressivo ou cansativo. Ao mesmo tempo, podemos considerá-lo pouco atrativo, por usar a cor cinza e não ter elementos que destaquem áreas importantes do site.
Acredito termos passado pelos principais pontos relativos à atratividade de um site. Se você tiver sugestões ou dúvidas, comente e colabore!
Bons negócios!
Marisa Lemos, Gerente de Projeto e Consultora de Marketing Digital
Contato: marisa@webbuzz.com.br
Twitter: @webbuzz_mkt














