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por Gilberto Luiz do Amaral e Letícia Mary Fernandes do Amaral

Gilberto Luiz do Amaral e Letícia Mary Fernandes do Amaral

Apesar do aprofundamento nos debates e da crescente pressão para a adoção das boas práticas de governança empresarial, o Brasil ainda se caracteriza como um país em que tais práticas são adotadas, sobretudo, por empresas listadas em bolsa (ou seja, por S.A.s de capital aberto, a exemplo de Gerdau, Saraiva e Natura) e, mesmo assim, ainda existe uma alta concentração do controle acionário, baixa efetividade dos conselhos de administração e alta sobreposição entre propriedade e gestão. Isso demonstra existir um vasto campo para o incentivo ao conhecimento, ações e divulgação dos preceitos da governança empresarial tanto para as companhias de capital aberto quanto para todos os demais tipos de sociedades.

Contudo, poucos empresários brasileiros sabem que a Governança Empresarial não se limita às sociedades listadas em bolsa. A justificativa para isso é que o Brasil ainda enfrenta um grave problema cultural: os empresários tratam suas empresas como sendo unicamente suas, achando que inexiste a necessidade de introdução de métodos de gestão calcados na transparência de seus negócios.

Esse equivocado pensamento egocêntrico-feudal – “a empresa sou eu” – afasta parcerias nacionais e internacionais, pois em não sendo a empresa transparente, torna-se difícil medir o risco do negócio.

Aliado a isso, está o fato de, no Brasil, também se cultuar o mito da “esperteza alicerçada na informalidade”, ou seja, da atuação empresarial à margem da lei, sendo comum que os empresários utilizem a velha desculpa de que a alta carga tributária, atualmente na casa dos 35,13% do PIB, é empecilho ao sucesso de seus negócios e, por isso, existiria uma suposta necessidade de sonegação tributária. Esse equivocado paradigma vem sendo, ano a ano, quebrado pelo próprio fisco que, com o incremento e desenvolvimento de técnicas de fiscalização, a exemplo da substituição tributária e inserção de obrigações acessórias eletrônicas (nota fiscal eletrônica, SPED etc.), diminuiu os índices de sonegação fiscal e, nem por isso, houve um aumento no número de empresas decretando falência ou requerendo recuperação judicial.

A sonegação, ademais, é antagônica à eficiência empresarial, pois inibe ferramentas de controles financeiros, de estoques, de recebíveis e patrimoniais.

Na outra ponta do equivocado mito empresarial de que “minha empresa não sobreviverá se deixar de sonegar tributos”, encontra-se

A real imagem que os empresários têm da carga tributária e impostos

a atual exigência de padrões legais de eficiência empresarial, verificando-se que a padronização das demonstrações financeiras aos modelos internacionais tem contribuído para a melhora da gestão empresarial. Interessante notar, nesse ponto, que, com relação específica ao tratamento das questões contábeis, o governo brasileiro instituiu a obrigatoriedade da adoção do padrão internacional das normas contábeis a todos os tipos societários, por meio da edição das Leis 11.638/2007 e 11.941/2009, que alteraram substancialmente a Lei 6.404/76 (Lei das S.A.), como forma de forçar as sociedades brasileiras a introduzirem práticas de governança empresarial. Tal padronização tem por finalidade garantir a transparência das demonstrações financeiras das sociedades brasileiras, tal como feito em nível internacional por meio da utilização das IFRS International Financial Reporting Standards. Contudo, ainda são poucas as empresas que já se adaptaram a essa nova padronização, a qual, no universo das pequenas e médias empresas ainda é escassamente explorada, senão totalmente desconhecida, ainda que obrigatória.

As questões tributárias também merecem especial tratamento no âmbito da governança. Ressalta-se, assim, a existência da governança tributária, que nada mais é do que o conceito de governança empresarial aplicado a todos os assuntos de ordem tributária, visando a coordenação, controle e revisão de todos os procedimentos tributários, inclusive os de natureza elisiva (planejamentos tributários), adotados pela sociedade, de forma a garantir sua transparência e reduzir os riscos fiscais do negócio.Pode ser ainda citada a governança sócio-ambiental como uma outra importante faceta da governança empresarial, mas no que diz respeito aos procedimentos relativos à responsabilidade social e ambiental (compreendendo-se a prestação de contas aos funcionários, à mídia, ao governo, ao setor não-governamental e ambiental e às comunidades com quem a empresa opera).

Verifica-se, assim, ser muito importante que haja uma ruptura aos antigos – mas ainda existentes – mitos empresariais calcados na falta de transparência e ética nos negócios. O empresário brasileiro deve passar a sempre ter em mente a clara distinção entre custo, despesa, investimento e “DJF” – ou seja, “Dinheiro Jogado Fora” –, pois supostas “economias” de valores, propiciadas pela informalidade e sonegação mostram-se extremamente caras quando comparadas aos resultados primordiais de excelência que devem ser buscados por qualquer empresa: organização, retorno no investimento, maximização de lucros e diminuição de riscos.

Ademais, considerando-se o bom cenário econômico brasileiro atual, bem como a promessa de um maior crescimento sócio-econômico do país nos próximos anos, é importante que haja um rompimento em definitivo com os antigos mitos empresariais, aqui referidos, para que a governança empresarial entre em definitivo na pauta do empresariado, em especial do pequeno e do médio empresário que almeje expandir seus negócios, inclusive para o exterior.

Conclui-se, portanto, que o tema governança empresarial é de especial importância para as empresas brasileiras, principalmente para aquelas que almejam crescimento contínuo, já que, quando se tratam de investidores ou potenciais parceiros para tais sociedades – sejam brasileiros, sejam estrangeiros –, eles sempre focarão em empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, com alto valor agregado, que tenham os melhores níveis de governança empresarial, nela compreendidas as governanças: jurídica, tributária e sócio-ambiental.

Gilberto Luiz do Amaral é especializado em direito tributário e processual tributário, consultor de empresas nacionais e multinacionais, além de professor de pós-graduação em direito, planejamento e gestão tributária de inúmeras instituições em São Paulo e no Paraná.

Letícia Mary Fernandes do Amaral é Mestre em Direito Internacional e Europeu de Negócios pela Université de Sciences Sociales Toulouse (França), especialista em Direito Tributário pela Academia Brasileira de Direito Constitucional, vice-presidente do IBPT e co-autora de artigos jurídicos e de estudos sobre a carga tributária brasileira.

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Por Tamara Monosoff

Muitos dos inventores que conheço começaram porque queriam dar saída à sua criatividade ou buscavam mais liberdade em suas carreiras. Raramente encontro um inventor que antes trabalhava com cálculos complexos. Parece que muitos deles não se sentem tão à vontade com “os números”. Contudo, se você criar um produto viável, terá que vendê-lo. E a marcação de preços e as margens de lucro constituem uma parte importante desse processo.

Quer você venda diretamente aos usuários finais ou para um varejista ou distribuidor que vende aos clientes, terá que saber como colocar preço nos produtos para garantir que todos os participantes do processo tenham o lucro esperado. Como você deve suspeitar, isso envolve um pouco de arte – e muita ciência.

O bom senso dita que o preço escolhido não deve ser nem muito alto nem muito baixo para atrair a maioria dos clientes e gerar a maior quantidade de lucro. Seu preço também precisa cobrir o custo das transações. Entender um pouco de “remarcações” e “margem bruta” pode ajudar.

Antes de entrarmos nesses conceitos, eu gostaria de definir alguns termos que as pessoas costumam confundir:

- Venda no varejo: É a venda do produto para o usuário final. Exemplo: o preço que você paga por um pacote de biscoitos em um supermercado.

- Venda no atacado: É a venda do fabricante ou distribuidor para o varejista. Exemplo: o preço que a Nabisco cobra dos supermercados pelos biscoitos.

- Remarcação: É a diferença (refletida na moeda e na porcentagem) entre o que o varejista paga pelo produto e o preço de varejo (pago pelo usuário final). Exemplo: A empresa XYZ vende um pacote de biscoitos para o supermercado por $2, e o supermercado cobra $5. A remarcação é de $3 por pacote.

- Margem bruta: É a porcentagem de lucro derivada de uma transação. (Tanto o fabricante quanto o varejista esperam sua própria margem bruta.)

Como funciona a remarcação

A melhor forma de ilustrar o conceito das remarcações é com um exemplo simples. Suponha que você fabrica um produto que chamaremos de Gizmo por $1. Depois vende no atacado para uma loja varejista por $3. Assim, sua remarcação é de $2 ($3 – $1 = $2), ou de 200 por cento (2 / 1 = 2,00: lembre-se, as porcentagens são definidas movendo a vírgula decimal dois espaços para a direita e acrescentando o sinal de porcentagem, portanto 2,00 = 200%). Se a loja de varejo vender o Gizmo por $8, sua remarcação será de $5 ($8 – $3 = $5) ou 166 por cento (5 / 3 = 1,66).

Calculando a margem bruta

Agora que você conhece a sua remarcação, pode calcular a margem bruta. (Esses dois termos costumam ser usados equivocadamente como sinônimos. Estão relacionados, mas não significam a mesma coisa.) Para isso, divida a remarcação pelo preço de aquisição.

Usando o exemplo acima, vamos primeiro calcular a sua margem bruta como fabricante. Divida a sua remarcação ($2) pelo preço que o varejista pagou ($3). Dessa forma, a margem bruta do fabricante é de 67 por cento (2 / 3 = 0,67). Nesse caso, uma remarcação de 200 por cento resultou em uma margem bruta de 67 por cento.

Você também deve calcular a margem bruta do varejista (vou explicar na próxima seção por que isso é importante). Calcule-a da mesma forma, mas use a remarcação ($5) e o preço do varejista ($8).
Portanto: 5 / 8 = 0,625 ou 62,5 por cento. A remarcação de 166 por cento do varejista resultou em uma margem bruta de 62,5 por cento.

Remarcação e margem bruta do varejista

Por que é importante saber a margem bruta do varejista? Bem, os varejistas costumam ter requisitos mínimos de lucro, portanto isso ajuda a determinar o seu preço. Embora esses requisitos mínimos variem muito de acordo com o tipo de varejista, não é raro que eles esperem uma margem bruta mínima de 50 por cento. Isso geralmente é chamado de remarcação “fundamental“.

Uma forma fácil de calcular esse número é dobrar o preço de atacado. Por exemplo, se você vender o produto no atacado ao varejista por $5, este terá que cobrar do consumidor $10 para alcançar uma remarcação fundamental. Se precisar fazer o caminho inverso para calcular um preço que dê ao varejista a margem desejada, use a expectativa “fundamental” de 50 por cento como ponto de partida.

Também é importante saber que os varejistas especializados em produtos sofisticados normalmente requerem uma margem bruta ainda mais alta. Portanto não hesite em perguntar aos seus varejistas quais são seus requisitos de margem bruta – é o modo como eles pensam. A maioria dos compradores mais experientes com os quais você vai negociar oferecerá um número específico ou ao menos uma faixa bastante estreita.

Agora que isso ficou claro, ou um pouco menos turvo, vou introduzir um novo elemento – os distribuidores.

Margem bruta do distribuidor

Distribuidores são empresas que geralmente compram produtos (e armazenam em estoque) dos fabricantes e vendem para os varejistas. Costumam ser usados pelos varejistas maiores, que lidam com um grande volume de produtos, tais como os supermercados.

Os requisitos de margem bruta do distribuidor variam de acordo com o ponto de preço do produto, a indústria, o segmento, o país e o tamanho, mas normalmente são mais baixos que os dos varejistas – 20 a 40 por cento não é incomum. Isso porque, como ele é o intermediário, são necessárias duas remarcações – a do distribuidor e a do varejista.

Por exemplo, as margens e remarcações de um produto vendido por meio de um distribuidor podem ser assim (supondo uma margem bruta de 50% para o varejista e uma margem bruta de 30% para o distribuidor):

Margem Bruta = MB

Preço de varejo $10 – vendido pelo varejista ao consumidor (MB do Varejista = 50%)

Preço de atacado $5 – vendido pelo distribuidor ao varejista (MB do Distribuidor = 30%)

Preço de distribuição $3,50 – vendido por você ao distribuidor (MB do Fabricante = 43%)

$2 – seu custo para fabricar o produto

Quanto é o suficiente?

Não existe uma margem bruta “mágica” a ser buscada – elas variam radicalmente dependendo da indústria e do tipo de produto. Mesmo dentro de uma única indústria, elas flutuam. Um fabricante grande, voltado para grandes massas, pode ficar satisfeito com 20 a 30 por cento, ou menos. Com um grande volume de vendas, essa taxa pode ser lucrativa. No entanto, muitas empresas menores lutam por uma margem bruta de 50 a 70 por cento. Veja algumas estratégias para calcular onde deve ficar a sua margem.

No segmento superior, sua margem bruta deve ser a máxima possível. Os fatores que influenciam são seus próprios custos de produção, as expectativas de margem do seu varejista e o preço de venda do produto no mercado (esse último número é o mais importante). Assim, se o seu custo de produção é extremamente baixo e seu produto tem uma demanda tão alta que você pode vendê-lo por uma margem bruta de 1000 por cento, vá em frente!

E no segmento inferior? Quando a sua margem bruta é baixa demais para sustentar o custo das transações? A resposta está em suas metas e despesas. Lembre-se de que todos os custos da empresa, incluindo salários, aluguel, marketing e outros custos operacionais, devem ser cobertos pela margem bruta adquirida nas vendas. Existe um termo para isso também – “margem de lucro líquido” ou a porcentagem de dinheiro que sobra após pagar todas essas despesas mais os custos de produção. Então o que é uma margem de lucro líquido decente?

Vamos usar este exemplo: suponha que você obtém um retorno de 8 a 10 por cento no mercado de ações e títulos, sem muito risco ou esforço. Você pode chegar à conclusão de que precisa superar esse retorno em qualquer saída de capital (investimento em seus negócios). Em outras palavras, se puder obter 8 por cento com uma relativa facilidade no mercado de ações, você vai querer uma margem líquida mais alta em um empreendimento comercial ao qual está dedicando mais tempo, risco e esforço.

Voltando à margem bruta. Você saberá que está muito baixa se descobrir que não é capaz de arcar com os custos em que incorre regularmente para operar seus negócios. Nesse caso, você tem duas opções: encontrar uma forma de abaixar os custos de produção e operação ou aumentar seu preço.

Um último fator a levar em conta: sua margem bruta pode crescer com o tempo. Nos estágios iniciais, as séries de fabricação são menores (e portanto mais caras por unidade). Além disso, você precisa criar demanda pelo produto, por isso não quer cobrar um preço muito alto. Assim, talvez precise renunciar ao lucro alto no começo para sentir o mercado e criar uma tração de vendas. Então, quando a demanda começar a aumentar, seus custos de produção diminuirão e sua margem bruta crescerá.

Tamara Monosoff é colunista da AOL Coach e do Portal Entrepreneur, além de autora de dois lviros e fundadora da empresa Mom Invented. Monosoff é conhecida pelo trabalho que desenvolve para mães empreendedoras.

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Quando se pensa na abertura de uma empresa, o primeiro profissional a entrar em cena é o contador, que terá função estratégica na formação e desenvolvimento do negócio durante toda sua existência. “Hoje, o profissional contábil é peça chave na gestão das empresas e cada vez mais solicitado para fundamentar as decisões estratégicas”, afirma José Chapina Alcazar, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP).

Para Chapina Alcazar, a contabilidade tornou-se vital para o êxito ou mesmo a sobrevivência das empresas. “Terceirizar as atividades contábeis é uma forma de responder às constantes mudanças na legislação tributária, além do crescente volume de tarefas burocráticas”, explica. Segundo o dirigente, a principal vantagem em se terceirizar a contabilidade é ter a equipe sempre à disposição. “Não importa o que acontecer, o contrato de prestação de serviços tem de ser cumprido e a empresa não fica refém de ausências de funcionários por conta de férias ou doenças”.

Se você optar por um serviço terceirizado, atente-se à criação de um contrato e prefira os escritórios que participem de um programa de qualidade. Não deixe a preguiça ou a falta de tempo impedirem uma visita ao local do escritório. É importante conhecer o espaço físico e a equipe que será responsável pela conta de sua empresa. Além disso é preciso consultar órgãos como o Conselho Reginal de Contabilidade e órgãos fiscalizadores para certificar-se de que não existe qualquer pendência negativa por parte do contratado. Outras dicas: o contador deve ter formação em curso superior na área (até 2014 os cursos técnicos são válidos), exigir profissionais credenciados e atualizados na legislação e não ficar na velha relação de confiança. “Muitas vezes um amigo do empreendedor é contador ou conhece um profissional o qual acaba indicando. Essa indicação é válida a partir do momento que existe um contrato e a verificação de todos os itens já citados”, pontua o presidente da Sescon-SP.

Esses são alguns dos cuidados que o empreendedor deve ter antes de contratar um serviço terceirizado. “A partir do momento que você contrata um serviço externo, saiba que todo e qualquer erro cometido é de responsabilidade do escritório. Isso dá segurança e é mais confortável” afirma José Chapina.

Para o presidente do Sescon-SP, atualização permanente é outro ponto importante. Quando se tem uma estrutura interna, o empresário se limita ao conhecimento de seu pessoal, que pode ficar defasado em algum momento. “As empresas de contabilidade especializadas têm mais informação sobre as normas contábeis para poder a atender clientes de diversos segmentos”, ressalta.

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Por Joseph Anthony

Um dos desafios de administrar uma empresa pequena é lidar com a variação “8 ou 80″.

Não falo apenas do fluxo de negócios, mas também do fluxo de dinheiro que entra e sai da empresa. Aqui estão seis ideias para melhorar o fluxo de caixa da sua pequena empresa:

1. Envie as contas imediatamente
Já se viu tão ocupado cuidando da sua empresa e cumprindo prazos que não teve tempo de mandar as contas de maneira regular? Você não está só. Conheço um empreiteiro que, às vezes, deixa de enviar as cobranças por pequenos reparos até que chega o prazo para o pagamento de impostos e ele percebe que não tem o dinheiro necessário para pagar. Se você ainda não tem um sistema pronto, comece (ou aponte um funcionário para começar) a enviar as cobranças por projetos regularmente. Ao combinar projetos de longo prazo, negocie de início pagamentos regulares em vez de deixar a quantia se acumular até a conclusão do contrato.

2. Crie incentivos para pagamentos mais rápidos
Pequenas empresas às vezes podem reduzir bastante o tempo de espera pelos pagamentos oferecendo descontos para pagamentos rápidos. Já recebi cobranças de empresas oferecendo descontos de 1% ou 2% para pagamentos em até 10 dias. Se eu já tivesse decidido pagar a conta dentro do prazo de qualquer forma, provavelmente mandaria o cheque logo para ganhar esse pequeno desconto. Bom para o meu bolso, bom para o fluxo de caixa da empresa.

3. Evite desde o início clientes que demoram a pagar ou não pagam
A melhor maneira de evitar problemas no fluxo de caixa causados por clientes que não pagam é eliminar aqueles que demoram ou deixam de pagar antes de se tornarem clientes. Assim, se alguém está prestes a se tornar um cliente significativo, pesquise-o. Peça (e verifique) referências de crédito. Ligue para outras empresas que já fizeram negócios com esse cliente. Você pode até pagar uma verificação de crédito feita por uma empresa especializada.

4. Use trocas em vez de dinheiro
Você pode reduzir a pressão sobre o dinheiro imediato se precisar de bens e serviços de alguém e puder trocar esses bens e serviços pelos seus. Observação: essa não é uma forma de reduzir impostos, você ainda tem de incluir a troca na declaração do imposto.

5. Melhore o seu estoque
OK, você não pode passar para um sistema de “estoque imediato” como alguns fabricantes fazem hoje em dia. Que tal um “estoque em menos tempo”? O dinheiro gasto no estoque é dinheiro parado e não gera nem juros nem economia para você. (Uma exceção: você pode se gabar de um “estoque em excesso” se encontrar um produto muito barato, comprar bastante e puder revendê-lo depois por um preço muito mais alto). Às vezes, reduzir o estoque pode ser simples. Já vi donos de restaurantes reduzirem o tamanho das suas adegas, concentrando-se em vinhos de qualidade de poucas regiões em vezes de tentar ter de tudo. Se o cliente ainda tiver boas opções, pode não se importar de haver menos opções do que antes.

6. Tente unir seus empréstimos
Sei que geralmente é difícil, para pequenas empresas, pegar dinheiro emprestado. Porém, fico surpreso com a quantidade de maneiras que os empresários encontram para fazer empréstimos. Um dono de pequena empresa que eu conheço tem apenas um funcionário, mas tem quatro empréstimos diferentes para sua empresa: um empréstimo para os equipamentos, um para o carro, uma linha de crédito e um cartão de crédito. Se você também tem muitos empréstimos para sua empresa, analise as taxas e termos de cada um. Você pode conseguir unir dois ou mais empréstimos em uma conta com juros baixos e melhorar seu fluxo de caixa. Não sou fã de prolongar o pagamento de empréstimos, mas, se estiver pensando em negociar a união de empréstimos antigos na forma de um novo empréstimo, pode tentar fazer um empréstimo com prazo mais longo para conseguir parcelas menores.

Joseph Antony é especialista em finanças e questões tributárias que afetam pequenas empresas.

Você também pode controlar o fluxo de caixa de seu negócio através de planilhas gratuitas disponibilizadas no Grátis e Melhor.

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Por Joseph Anthony

Sou especialista em finanças para pequenas empresas e recentemente fiz um trabalho com uma entidade sem fins lucrativos. Para a minha surpresa, descobri que muitos dos problemas financeiros dela são iguais aos enfrentados por pequenas empresas. Como:

Entender e acompanhar quanto dinheiro realmente é gasto em vários programas.

Ligar as despesas ao dinheiro que elas geram.

Lidar com problemas de dinheiro básicos (no início, a entidade contava com empréstimos dos fundadores para ajudá-la enquanto não começava a entrar dinheiro).

Determinar se as iniciativas para levantar fundos gastam mais dinheiro do que ganham.

Todas as questões acima têm a ver com saber, ou descobrir rapidamente, de onde vem o dinheiro e para onde ele vai. E, se a empresa tiver fins lucrativos, essas questões são preocupações fundamentais e diárias.

Portanto, vou analisar algumas das medidas financeiras que as empresas podem usar para ter uma noção mais clara do que estão fazendo. Você pode aprender a fazer esses cálculos à mão, na calculadora ou no computador. Também pode investir em um bom programa de contabilidade que faça a maior parte do trabalho por você.

Uma observação: você não vai ver proporções ou números “recomendados” neste artigo. As proporções variam de setor para setor e muitas das proporções usadas para medir o sucesso de empresas grandes não funcionam bem para empresas pequenas.

Atenção, entidades sem fins lucrativos: muitas características separam negócios com fins lucrativos e sem fins lucrativos (como o pagamento de impostos), mas muitos dos princípios básicos para acompanhar as finanças são parecidos.

Comece da fonte: qual é o seu fluxo de caixa?

Contadores e consultores especialistas em pequenas empresas sempre dizem que elas não prestam atenção ao fluxo de caixa, que mede quanto dinheiro você realmente tem na empresa.

“Pequenos empresários acabam aceitando encomendas grandes que lhes causam problemas”, diz Ronald Lowy, professor de administração de uma universidade nos EUA. “Eles querem o contrato, mas não recebem dinheiro suficiente no início e não têm dinheiro guardado para pagar os funcionários e outras contas enquanto esperam o pagamento do cliente. Podem ter lucro no final das contas, mas não do ponto de vista do fluxo de caixa”, avalia o professor.

A contadora Judith Dacey considera a situação de fluxo de caixa “provavelmente a coisa mais importante para você saber se os seus negócios estão no caminho certo”. Ela conta a história de membros de uma ONG que não estavam prestando atenção nisso.

“Estavam contratando pessoas e gastando dinheiro em campanhas de associação, fazendo tudo com base no dinheiro que achavam que tinham, depois de calcular perdas e ganhos”, ela conta. “Eles não perceberam que perdas e ganhos não incluem os pagamentos que eles ainda devem nem o dinheiro que está no banco.” A diretoria da entidade percebeu o problema somente quando passou um cheque sem fundo. Foi preciso demitir funcionários e fazer muita economia.

“Isso poderia ter sido evitado se eles tivessem visto o fluxo de caixa”, diz Judith. “O fluxo de caixa diz a você quanto dinheiro realmente entrou e você pode usar.”

A situação do fluxo de caixa começa com o resultado final das perdas e dos ganhos, a linha que mostra o que você ganhou de verdade. Depois, muitos cálculos são feitos em cima desse número. A renda é reduzida por causa de faturas que foram registradas como lucro, mas que ainda não foram pagas. A desvalorização é descontada, as contas que ainda não foram pagas também são calculadas e muitos outros cálculos são feitos.

10 passos do acompanhamento

Se você definiu uma maneira de acompanhar seu fluxo de caixa, pode se organizar e acompanhar os 10 pontos financeiros da sua empresa. A lista pode variar de tamanho, não se preocupe! Aqui você também pode aproveitar planilhas para acompanhar automaticamente o seguinte:

1. Quais são os seus bens? Sim, sim, sabemos que bens são as coisas que a empresa tem. Saber quais são seus equipamentos, móveis, imóveis e outros pertences é fácil. Mas para ter uma ideia real do valor dos seus negócios, você tem que contar as mudanças no valor desses bens. Muitas empresas pequenas estão em um local que vale mais do que a própria empresa (seria bom ter só problemas assim). Da mesma forma, é bom acompanhar a desvalorização de bens como computadores e móveis de escritório.

2. Quais são os seus custos? Mais uma vez, é fácil. As obrigações são aquilo que você deve. Mas o que você deve não é tão óbvio quanto a conta do aluguel. Existem os impostos sobre os salários dos funcionários, por exemplo. Empréstimos são uma obrigação clara, mas, ao pagá-los, é bom saber quanto do pagamento representa os juros.

3. Quanto custa para produzir o que você vende? Se você compra mercadorias prontas para revender, esse cálculo é fácil. Fica mais difícil se você tiver que calcular todos os fatores que entram na fabricação de um produto, como a mão de obra.

4. Quanto custa para vender o que você vende? Propaganda, mão de obra, armazenamento e despesas gerais. Saber quanto custa para vender o produto é tão útil quanto saber quanto custa para fabricá-lo.

5. Qual é a sua margem de lucro? Isso pode ser calculado dividindo as vendas totais pelo lucro. Se a sua margem de lucro for parecida todos os meses ou estiver aumentando, você está cobrando os preços certos, que refletem o que você gasta para vender ou produzir. Se a margem diminuir, você perceberá rapidamente que deve ajustar seus preços ou custos. No pior dos casos, seu lucro e sua margem de lucro desaparecem completamente. Nesse ponto, você será como os vendedores que perdem dinheiro em todas as vendas, mas acham que vão compensar essa perda se venderem muito. Não faça isso!

6. Qual é o seu índice de dívidas? Esse índice faz com que você saiba quantas coisas na sua empresa na verdade pertencem a outras pessoas. Se esse índice subir, pode ser um mau sinal. Pode ser porque você está expandindo, mas também pode indicar que você perdeu o controle.

7. Qual é o valor das suas contas a receber? Esse é o dinheiro que devem a você. Porque é bom saber isso: se aumentarem as contas a receber, pode ser um aviso de que seus clientes não estão pagando. Ainda mais se a quantidade de contas a receber for aumentando.

8. Quanto tempo leva para você cobrar as contas a receber? Essa é provavelmente a informação mais perturbadora para empresas com pouco dinheiro, pois mostra quantos dias você funciona como um “banco” para as pessoas que devem dinheiro para você. Para calcular, você precisa saber quantas vendas são feitas por dia, em média, e dividir pelo número de contas a receber.

9. Quais são as suas contas a pagar? O lado contrário das contas a receber. Um aumento nas contas a pagar pode simplesmente refletir uma demora maior para pagar as contas ou uma quantidade maior de compras. Mas um aumento não planejado ou sem controle pode ser um alerta de que a força financeira da sua empresa está caindo.

10. O que está acontecendo com o seu estoque? Há momentos em que é bom ter um grande estoque. Se o preço dos itens que você vende ou usa na produção estiverem baixos, faz sentido investir no estoque. Ser capaz de acompanhar seu estoque e o tempo que ele leva para ser vendido pode dizer se seus negócios estão crescendo ou diminuindo. Também diz quanto dinheiro poderia ser usado para outros pagamentos ou investimentos, mas que você gastou para fazer o estoque e agora está parado.

Embora acompanhar esses dez itens e saber como está seu fluxo de caixa seja essencial para sua empresa, não tenha medo de procurar profissionais ou outros serviços para ajudar.

É importante se dedicar a área da sua empresa com a qual você tenha experiência, como conseguir clientes e ampliar a empresa, e contratar outras pessoas para cuidarem das finanças e das questões jurídicas.

Joseph Antony é especialista em finanças e questões tributárias que afetam pequenas empresas.

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Começar um novo negócio exige disciplina, persistência e muito trabalho. Geralmente, nesta etapa inicial o empreendedor está praticamente sozinho ou com poucos parceiros para ajudar na formação da empresa. A gestão financeira de um  novo negócio demanda atenção do novo empresário, mas muitas vezes este é um tema difícil. “Uma boa parte das pessoas não gosta de finanças e o planejamento financeiro mostra a verdade, as dificuldades que o empreendedor enfrentará”, avalia Antonio De Julio, especialista em finanças da MoneyFit. Para De Julio, há uma tendência nos novos empreendedores de pular a fase de planejamento e ir direto para a prática empresarial. “Podemos observar que muitas pessoas ainda hoje não fazem a gestão do próprio dinheiro, isso acaba refletindo na hora de abrir o próprio negócio”, aponta De Julio.

Para o especialista, o planejamento financeiro é essencial para o sucesso de novas empresas. De Julio explica a necessidade do empreendedor ter duas reservas financeiras distintas. “A primeira pode ser chamada de bote salva-vidas pessoal que deverá estar reservada apenas para ser usada caso o negócio dê errado. Essa reserva vai atender as necessidades básicas do empresário, o indicado seria uma reserva que dure 10 meses, ou seja, que cubra todas as suas despesas neste período. Esse planejamento impedirá que a pessoa “quebre” caso tenha que abandonar o seu negócio”, afirma o consultor.

Não basta ter um montante financeiro para necessidades pessoais, é preciso definir estratégias para que a própria empresa tenha uma reserva financeira de um ano no mínimo. “Essa segunda reserva que um empreendedor deve ter e que muitas vezes é esquecida na  hora do planejamento, é  a reserva de fluxo de caixa, que vai manter a empresa funcionando enquanto ela não conseguir lucrar o suficiente para suprir todas as despesas. Essa reserva também deve levar em conta as necessidades de sustento do empreendedor, ou seja, o seu salário”, conta De Julio.

A reserva para o fluxo de caixa deve ser estudada com muita atenção. “Quando você abrir as portas da sua empresa já terá uma série de custos e eles devem ser programados. Os juros mais altos em empréstimos bancários são para cobrir fluxo de caixa, pois o dinheiro será destinado a pagar contas e não aos novos investimentos”, alerta o especialista.

De Julio listou os 7 pecados em finanças de novas empresas, são erros comuns e que novos empreendedores devem evitar:

Ajuda de peso

Mas como conciliar todas as tarefas ao abrir uma empresa? É preciso cuidar do espaço onde estará o negócio, escolha de fornecedores, detalhes legais e contábeis, contratação de funcionários, planejamento de marketing entre outros pontos que exigem a atenção do empreendedor. Para isso existem soluções que auxiliam o empresário nesta árdua tarefa de planejar o seu negócio.

Planilhas de Excel, ferramenta que já faz parte da rotina do empreendedor, podem simplificar tarefas como planejamento financeiro, controle de estoque, fluxo de caixa entre outras. Não é preciso ser expert em Excel para tirar proveito, existem centenas de soluções prontas no portal Grátis e Melhor para download grátis. Conheça abaixo algumas delas.

Para definir sua reserva ‘bote salva-vidas’

Orçamento Pessoal – é preciso definir quanto você gasta mensalmente para calcular sua reserva pessoal. Existem diversos modelos de planilha para controlar seu orçamento, inserindo a renda mensal e os gastos fixos e variáveis. Clique aqui para fazer o download grátis.

Patrimônio líquido – também é importante saber exatamente qual seu patrimônio líquido. Faça download grátis no Grátis e Melhor de uma planilha que o ajudará a fazer este cálculo.

Para começar o seu negócio

Na área RH e Financeiro do portal Grátis e Melhor você encontra soluções para agilizar o dia-a-dia de sua empresa, veja alguns exemplos:

Controle de Estoque – um estoque mal gerenciado pode significar prejuízo tanto com perda de oportunidades quanto com produtos ‘encalhados’

Folha de pagamento – organize os gastos com funcionários para não ter surpresas quando chegar a hora de pagar férias e 13° salários.

Formação de preços – planilha para ajudar o empresário a definir o preço de seu produto.

Calculadora de empréstimos – planilha para calcular gastos com financiamento.

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