Para quem quer se tornar um empreendedor no e-commerce brasileiro, esse é o momento certo, segundo a Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico, o país é o 7º com maior potencial de vendas pela Internet e em breve deve alcançar o 4º lugar. Só em 2011 o faturamento estimado foi de R$20 bilhões. Continue Lendo »
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Que tal um guia prático com dicas relevantes para negócios na internet? O Mercosul Digital preparou um manual de Boas Práticas em Comércio Eletrônico para auxiliar o empreendedor na negociação online. Continue Lendo »
Oferecer o que o cliente procura, aliado a um bom atendimento e ainda cobrar um preço justo, são regras básicas para quem quer ou pretende montar um negócio. A máxima é aplicada tanto para espaços físicos quanto para os virtuais. Mas nas compras on-line, o empreendedor deve ter atenção redobrada para evitar possíveis dores de cabeça no futuro.
Vale lembrar que um consumidor que realiza compras pela Internet busca, em primeiro lugar, a praticidade. Comprar o que quer com apenas alguns cliques é o sonho de consumo de muitas pessoas – e o número só tende a crescer. Em 2011 o comércio eletrônico brasileiro cresceu 21% e chegou a R$ 21,5 bilhões. Um grande mercado a ser explorado, mas antes de se aventurar, confira cinco dicas valiosas para transformar a sua ideia em um próspero negócio com ética, seriedade e responsabilidade:
Antes de colocar sua loja on-line no ar, faça a seguinte pergunta: você faria compras nela? É essa segurança que você deve passar aos seus futuros clientes.
Que tal unificar as comunicações da sua empresa em uma única ferramenta? Com o Lync é possível criar vídeo e audioconferências para estar sempre conectado com o mundo.
Mulheres são apaixonadas e sonhadoras por natureza, e muitas vezes enxergam na realização de uma compra, um sonho realizado. Por isso existem milhares de ofertas de tratamentos estéticos, cosméticos, viagens e serviços voltados a elas em toda a internet.
Atualmente, as mulheres compram a mesma quantidade que os homens e a tendência é que seja ainda maior. Essa participação feminina no comércio eletrônico vem aumentando significativamente. Em 2001, elas representavam 39%, em 2005, 42% e, em 2010, 50% dos e-consumidores, segundo o e-bit, canal referência no monitoramento e fornecimento de informações sobre o e-commerce no Brasil. Para completar o cenário, o instituto DataPopular divulgou que as mulheres da classe C já representam a maioria dos consumidores nos principais canais de compra no varejo.
O crescimento nos setores de beleza, saúde, moda, acessórios também contribuiu para o público feminino freqüentar mais as lojas virtuais. Além disso, a mulher busca a satisfação pessoal, com pequenos luxos como sapatos, perfumes, cosméticos e acessórios.
Para Luiz Nascimento, diretor comercial da Direct Express, “é preciso saber como criar um ambiente da web que harmonize com a sensibilidade das mulheres, não só objetivando a venda do produto, mas reconhecendo seu poder para tal”, afirma.
As mulheres são seletivas e tem cuidado maior na hora de realizar a compra, seja na loja física ou na virtual. Elas são mais críticas, exigentes e atentas aos diferenciais. Sistemas de rastreamento, monitoramento e abastecimento de informações em tempo real que o Direct Express oferece permitem que o cliente saiba detalhadamente onde está a entrega, e também permite auxiliar os entregadores com possíveis problemas de não localização ou ausência do cliente. Esta tecnologia possibilita uma queda no insucesso das entregas de 1,5% geral no e-commerce para 0,5%. Os couriers estão equipados com um sistema wap que possibilita a comunicação em tempo real com a empresa caso o cliente não esteja em casa. A informação vai para o sistema e a Direct comunica imediatamente o cliente para solucionar o problema, assim evita-se a não entrega e retorno do pedido.
Com o Windows Live SkyDrive você tem seus principais arquivos sempre à mão. Ou melhor, tem todos os arquivos que você quiser. Afinal, são 25GB de espaço. Só pra você ter uma ideia, dá para guardar 6.400 músicas. Ou 51.200 fotos. E ainda organizar por pastas, definir quem pode acessá-las e proteger tudo com senhas. Afinal, segurança é essencial para sua empresa.
O e-commerce é uma tendência que veio para ficar aqui no Brasil. Ainda mais agora, que ocupamos a 5ª posição no ranking dos países com maior número de internautas. Segundo levantamento realizado pelo portal Internet World Stats, 75 milhões de brasileiros têm acesso frequente à rede. Esse aumento reflete também no índice de consumidores on-line. Só nos últimos doze meses, passamos de 23 milhões para 30 milhões de compradores virtuais. Há uma década apenas 1.1 milhão de brasileiros fazia compras via internet.
Os empresários do segmento on-line, obviamente, lucram com essas estatísticas. De acordo com o eBit, as expectativas de faturamento do varejo virtual no Brasil em 2011 é de R$ 20 bilhões – 35% a mais que no ano passado, quando somamos R$ 14.8 bilhões. E um dos segmentos de mercado que tem atraído a atenção dos empresários e dos consumidores são as lojas virtuais voltadas ao público infantil.
Roberta Vasconcelos, sócia da Mini Humanos, optou por investir neste nicho por diversas razões. “Mães e pais estão cada vez mais ocupados e assim podem poupar tempo para ficarem mais com os filhos. Muitas mulheres também precisam repousar durante a gestação e o e-commerce as ajuda a montar o enxoval sem sair de casa. Ajuda ainda quem sempre quis consumir determinado produto e antes não podia por conta da distância geográfica. Os ‘amigos dos pais’ e outros familiares podem fazer suas encomendas para presentear as crianças sem sair de casa. E, por fim, o comércio virtual possibilita e proporciona a visibilidade mundial da marca”, comenta a sócia.
Mas ter uma loja virtual não é sinônimo de sucesso ainda mais com a concorrência tão disputada. Para se beneficiar na internet é preciso apostar em serviço de qualidade e fidelização com seus clientes. O Mostro da Torta, há apenas três meses no mercado, já sabe disto. Com média mensal de 8 mil visitas, a loja virtual, sociedade entre os publicitários Ana Carolina, Fernando Fernandes e Silmo Bonomi, aposta no bom humor para conquistar as mamães consumidoras. “Não queremos vender apenas roupas, queremos proporcionar às mães uma experiência única. Nosso objetivo é fazer com que elas e seus filhotes se relacionem com o Monstro de uma forma lúdica, independente da venda de produtos”, explica Fernando.
O monstro em questão é a personagem principal do site, morador de uma terra chamada MonstroZelândia, que adora tortas e faz cócegas em crianças cheirosas e bem vestidas. Aliás, todas as encomendas feitas na loja são entregues em embalagens de alumínio, que imitam tradicionais marmitas de tortas.
Mas a marca não para por aí e investe em outros diferenciais – como manter e atualizar perfis em redes sociais redes sociais como Twitter e Facebook. “Estar 100% online permite que consigamos sentir de maneira quase que instantânea como as pessoas estão reagindo a nossa marca. Afinal, queremos que as mamães e seus monstrinhos fiquem totalmente satisfeitos”, continua Fernando.
E quando bem planejado o investimento no comércio de produtos infantis via internet realmente funciona. Adriana Moruzzi e Aleli Berlin aplciaram mais de R$60 mil para a inauguração da Cocar Baby, loja virtual inaugurada no ano passado, que aposta em peças básicas e confortáveis para crianças entre 0 e 6 anos. O total foi redistribuído para arcar com o site institucional, a loja virtual, o setor administrativo e a propaganda. A dupla ainda reservou outra quantia para o estoque, o espaço físico, a logística e os funcionários. Ainda assim, em menos de um ano no ar já tinha recuperado todo o investimento inicial para inaugurar a marca.
E como obter retorno? Criatividade e disponibilidade bastam? Roberta da Mini Humanos acredita que não. Para ela e sua sócia, Ana Carolina Pinheiro, o conceito da marca conta muitos pontos. Por isso mesmo é que as coleções da loja refletem assuntos de interesse das duas, como literatura, rock e pop art. Assim, o duo pretende contribuir para que os pequenos tenham contato e acesso à culturas e etnias diferentes antes mesmo de deixar as fraldas. “Também é importante que as roupas sejam confortáveis e tenham qualidade. Nossa mão de obra é brasileira. Assim como os tecidos que usamos, que são nacionais. Nos preocupamos ainda em trabalhar com empresas que tenham respeito tanto pelo funcionário como pelo meio ambiente”, continua Roberta.
E-commerce, assim como marketing, planejamento financeiro e futuro das PMEs brasileiras foram destaques no Pensando Grande Ao Vivo que reuniu empreendedores de todo o país para discutir importantes questões das pequenas empresas nacionais. Não deixe de conferir esses e outros vídeos no ShowCase do Pensando Grande, um espaço para você que procura informação multimídia.
O que uma empresa pode esperar do futuro de suas vendas? Certamente essa questão é feita por grande parte dos empresários que querem aprimorar e expandir seu negócio nos próximos anos. Porém, prever os rumos de suas vendas não é algo tão difícil assim, basta casar as tendências do mercado e os passos de seus concorrentes com bom senso e know-how de seus produtos.
Que as redes sociais caíram nas graças dos consumidores já não é nenhuma novidade. Elas são utilizadas constantemente para consultar preços, procurar melhores e diferentes produtos, boas oportunidades e trocar experiência com outros consumidores. Dessa forma não é difícil entender que a empresa precisa estar com seu produto na Internet e isso é feito através do e-commerce. Institutos de pesquisa revelam que 2011 será o ano do mercado virtual em âmbito nacional e internacional e o empreendedor que não tem um site de vendas vai ser passado para trás.
Um negócio chamado arte
Os grandes sites vendem de chocolate à geladeira, tudo sem ver a cara do consumidor e na maioria das vezes sem problemas no processo de venda / compra / entrega. Mas imagine vender obras de arte e souvenires direto do Mato Grosso para o Brasil e para o mundo? Recentemente a artista plástica Mari Bueno adotou o e-commerce como ferramenta para divulgar seu trabalho e vender suas obras, todas feitas com cunho ambiental e social. A profissional, formada em letras e pós-graduada em Arte na Educação e Arte Sacra e Espaço Litúrgico Celebrativo mudou-se para o Mato Grosso há 30 anos, exatamente na época da divisão entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
“Há 15 anos as pessoas não estavam tão integradas ao meio ambiente como estão hoje. Dá para sentir isso no mercado a nível nacional e local. A valorização da Amazônia que temos hoje ajuda não só a preservação, mas também à divulgação do meu trabalho”, conta Mari Bueno. O processo criativo de suas telas é baseado na fauna e flora amazônica e no dia-a-dia da região.
O envolvimento com a arte fez com Mari fosse convidada para pintar a Catedral do Sagrado Coração de Jesus de Sinop, cidade onde mora. “Faço uma coisa chamada enculturação, ou seja, mesclo elementos da arte sacra com elementos regionais. Tudo que pinto tem um pouco da minha infância e principalmente a vida nessa região”, afirma a artista plástica.
Amazônia e e-commerce
Leia uma série sobre os desafios e vantagens de ter um e-commerce.
Há 10 anos Mari Bueno abriu sua galeria onde expõe e vende seus trabalhos. Porém ela percebeu que muitos turistas queriam levar suas obras para casa e pelo tamanho da tela não conseguiam. A partir de uma dificuldade ela encontrou um diferencial: vender suas obras pela internet. O site que já existia e funcionava como mostruário foi totalmente reformulado e passou a abrigar parte de suas obras para venda, contendo descrição, preço, tamanho, peso e todas as informações necessárias para que o usuário estivesse seguro de sua compra. “Quanto mais detalhes do produto colocamos mais temos compras fechadas. O internauta precisa se sentir seguro de que está comprando exatamente o que precisa. Para que chegássemos ao site atual passamos fizemos pesquisas de mercado eletrônico e regional, planejamento, escolha de design, logística, etc”, conta.
Além de suas telas, a empresária vende também souvenirs como canecas, roupas e artigos domésticos. Esses produtos são estampados com imagens das obras da artista plástica e tem dois tipos de acabamento: laca e rústico. “Os souvenirs são uma forma de trazer mais do meu trabalho para perto das pessoas. Algumas vezes o cliente gosta de um quadro, mas não tem como levá-lo por que está em viagem, mas pode adquirir um suvenir estampado com a imagem de alguma obra e levar consigo um objeto com as caracteristicas da amazonia”. complementa Mari.
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Para abrir o e-commerce a artista plástica contou com a ajuda de uma equipe de profissionais indicada pela Karen, da Papinha da Vovó, que já esteve aqui na Voz do Empreendedor do Pensando Grande. Depois de pronto, o mercado é monitorado por uma única pessoa, a mesma que cuida da galeria física. “É tudo muito fácil. O cliente seleciona o produto, escolhe a forma de pagamento e insere o CEP para que o frete seja calculado. Recebemos todos esses dados automaticamente, separamos o produto e o enviamos pelos Correios. Esta é a forma mais rápida, segura e barata de se enviar, seja por Sedex ou PAC”, finaliza Mari Bueno que voltou há pouco tempo do Museu do Louvre, em Paris, onde expôs três de suas obras em uma exposição coletiva brasileira.
Dicas e motivação
“Sempre há muito o que explorar. Tenho sorte de estar numa área que estimula sempre a gente. A arte motiva nossa cabeça e faz com que tenhamos várias ideias novas que funcionam como uma turbina de otimismo. Respiro arte e tenho um papel artístico e social grande para desempenhar. O site está me ajudando a ter mais negócios e oportunidades e o que falta é elaborar um plano de marketing mais avançado”, conta a profissional que assim como todos os empresários já pensou em desistir.
Uma empresa bem organizada passa crebilidade ao cliente e aproxima novas oportunidades. O portal Grátis e Melhor o ajuda na missão e disponibiliza planilhas e outros templates gratuitos para você perder tempo com o futuro de seu negócio.
Falamos na semana passada aqui no Pensando Grande sobre a criação e a logística de um e-commerce. Dando continuidade à série, hoje vamos ver como divulgar seu comércio virtual.
A loja de lingerie Siricutico, por exemplo, adotou recentemente o modelo de comércio eletrônico. A publicitária e responsável pelo e-commerce, Claudia Tambelini não tinha conhecimento da área até fazer um curso sobre vendas virtuais. Ela apresentou o projeto às proprietárias da loja física que gostaram da ideia.
“Negócios pequenos normalmente não dispõe de uma verba muito grande para comunicação. Na verdade, divulgação é a alma do negócio. É preciso pensar muito bem num plano de divulgação, afinal de contas, você precisa de clientes que chamem clientes”, explica Claudia. A publicitária diz ainda que a internet é a principal aliada para as pequenas empresas. “Além de divulgar em redes sociais, a saída é fazer parcerias com blogueiros e outros sites. Fizemos um trabalho grande com diversas blogueiras e demos produtos para elas sortearem em seus sites. Tivemos uma repercussão muito grande, afinal de contas, é exatamente o público que estamos lidando. Você pode não ter muito dinheiro para investir em comunicação, mas certamente tem produto. Use isso como sua moeda de troca”, conta Cláudia. Outra dica da publicitária é equilibrar a comunicação com seu estoque, “horizontalizando e verticalizando ao mesmo tempo”.
A especialista em e-commerce e fundadora do E-Vision Consulting, Solange Oliveira lista 5 grandes grupos de marketing para lojas virtuais:

“Destaco duas dessas iniciativas: o programa de afiliados e o e-mail marketing. O primeiro, se bem alinhado com um plano de mídia pode trazer ótimos resultados. Conheça bem para quem você vende e a concorrência. Agora, não podemos confundir e-mail marketing com spam. Enviar e-mail aos montes pode ser mortal para seu negócio. Selecione bem sua lista de contatos e envie promoções e dicas interessantes para eles”, aconselha Solange, mais conhecida como e-commerce girl.
“80% do seu investimento num comércio eletrônico tem que ser para divulgação. Boa parte dos anúncios são feitos no modelo pay per click, ou seja, você paga quando clicarem. Volto a dizer que é necessário alinhar seu estoque e comunicação, ter modelos, tamanhos e cores disponíveis”, alerta e aconselha Cláudia.
Como você viu, ter uma loja virtual não é tão simples quanto parece. É necessário organização, um plano de negócios e comunicação, jogo de cintura e dedicação.
Clientes
Um estudo realizado pela e-bit mostrou que o e-consumidor está cada vez mais seguro e confiante em realizar compras via web. O índice de satisfação dos consumidores brasileiros com o comércio virtual atingiu 86% no primeiro semestre deste ano. Dos entrevistados no estudo, 86% disseram que apenas olharam alguns itens e saíram da loja, não chegando a começar o processo compra. Já 14% disseram que deram inicio ao processo de compra, mas acabaram não concluindo o procedimento.
Esse tipo de comércio possibilita você ter uma carta de clientes muito mais específica e detalhada em razão da quantidade de dados que ele te fornece no cadastro. Seja inteligente ao usar essas informações. Dê desconto em épocas de aniversário, mantenha contato com ele para saber de sua satisfação com relação ao produto e pergunte sobre o que ele gostaria de incluir na loja. Os clientes são um ótimo termômetro para loja, possibilitando assim um melhor aprimoramento do serviço. Se existir também uma loja física, convide-o para conhecer essa loja, promova encontros com seus clientes e esteja sempre aberto e preparado para solucionar problemas e reclamações.
Nunca se esqueça dos direitos e deveres do consumidor virtual. Falamos na semana passada sobre isso, mas é importante lembrar que o Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor criou diretrizes do comércio eletrônico (veja aqui) que devem ser muito bem entendidas pelas pessoas que trabalham em sua loja.
No Grátis e Melhor você encontra diversos modelos gratuitos de planilhas e documentos para tornar seu dia-a-dia menos complicado.
As mídias sociais provaram mais uma vez que a empresa deve estar onde seu cliente estiver. Ainda em cenário eletrônico, é a vez dos empreendimentos irem além de suas lojas físicas e posicionarem seus produtos e serviços em uma vitrine que ganha cada vez mais audiência: o e-commerce.
Hoje começamos no Pensando Grande uma série de posts sobre comércio virtual, desde a criação até divulgação e fidelização de clientes.
Segundo dados da e-bit, o e-commerce brasileiro cresceu 40% no 1º semestre deste ano se comparado ao mesmo período de 2009, atingindo faturamento de R$ 6,7 bilhões e ticket médio de R$ 379. Para o fechamento de 2010, a expectativa é que o montante alcance R$ 14,3 bilhões. Até o primeiro semestre de 2010, foram 20 milhões de pessoas que compraram pela internet ao menos uma vez e as categorias de produtos mais vendidos foram respectivamente livros e assinaturas de revistas, eletrodomésticos e produtos de saúde e beleza.
O início de um comércio virtual
A especialista em e-commerce e fundadora do E-Vision Consulting, Solange Oliveira, diz que o primeiro passo é um plano de negócios detalhado. “Cerca de 80% dos negócios digitais que não dão certo é porque não traçaram um plano de negócios detalhado no começo. Ele deve trazer uma análise 3D do seu futuro negócio, quais seus objetivos e quais os caminhos para isso. É como se fosse um mapa. Sem ele você ficará perdido na selva e sem cantil de água”, explica a executiva, mais conhecida como “e-commerce girl”.
Além de um plano de negócios a empresa precisa existir de verdade, ou seja, ter um CNPJ e endereço fixo. Na opinião de Solange, ter uma pessoa dedicada 24 horas por dia à loja é essencial. “As pessoas têm a falsa ideia que poderão administrar suas lojas virtuais após o trabalho ou nos finais de semana. Isso traz desilusão e desapontamento com o negócio digital. Loja virtual é trabalho para as 24 horas do dia, sendo pequena ou grande”, esclarece.
O perfil do profissional responsável pela loja virtual não deve conhecer somente administração e marketing. Segundo Solange, a pessoa deve ter noções de webdesigner para atualizar a vitrine, uma boa formação administrativa com foco em tecnologia, além de ser comunicativo e atencioso. “Você terá clientes ligando, pagamentos dando problemas, site sempre precisando de manutenção e ainda terá que tomar conta do estoque”, comenta a e-commerce girl.
Logística
Ter alguns produtos em casa não significa ter uma loja virtual. “Logística é o calcanhar de Aquiles do e-commerce. No início do negocio é preciso estudar as formas de armazenamento e entrega dos produtos: peso, embalagem, embalagem de presente, etc. Além de todos esses itens é preciso saber a forma de envio, se será por Correio, transportadora, etc”, aconselha Solange. O frete não pode ultrapassar 5% do valor do produto. Imaginem uma loja virtual que venda bijuterias e que tem ticket médio de R$ 25,00. O preço médio de uma caixa por Sedex é de R$ 7,00. Isso quer dizer que o consumidor deve pagar, além do produto, a taxa de entrega. “O consumidor brasileiro não aceita pagar frete. Uma iniciativa que cada vez se vê mais e que pode ser a diferença na hora da venda é o frete gratuito. Nesse caso é preciso fazer acordos com os Correios ou com a transportadora para baixar o máximo o valor do frete para não acarretar custo pesado para a loja virtual”, explica a consultora.
Outro ponto importante é a política de devolução de produtos. É preciso ter em mente que isso só acarretará custos para o comércio. “Mercadoria devolvida ou trocada é prejuízo certo para a loja virtual. Tem que voltar ao estoque, nota fiscal de devolução ou troca, o transporte tem que ser assumido pelo lojista e várias outras implicações contábeis e comerciais. A dica é evitar ao máximo o processo de troca tendo uma descrição de produto detalhada e assertiva, cumprindo os prazos de entrega, tendo fotos do produto que não deixem duvidas sobre as dimensões, cores etc”, pontua Solange.
A loja de lingerie Siricutico, por exemplo, adotou recentemente o modelo de comércio eletrônico. A publicitária e responsável pela área, Claudia Tambelini, diz que fez um curso sobre vendas virtuais e aplicou na Siricutico. “Vender lingerie pela internet é algo diferente, que atraia a atenção das pessoas, mas ao mesmo tempo complicado. A experiência de comprar lingerie, pegar na mão, sentir o tecido, experimentar no corpo é completamente diferente do que comprar pela internet. Nunca tivemos problemas com devolução, mesmo porque disponibilizamos todas as informações possíveis do produto, desde composição do tecido até tamanhos e estampas. Caso aconteça troca ou devolução estamos preparados para resolver e não perder a cliente”, comenta Cláudia.
Atente-se ao fato de que os consumidores virtuais têm direitos estabelecidos em leis específicas para compras online. O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor divulgou as diretrizes do comércio eletrônico (veja aqui). É assegurado ao consumidor online acesso às informação corretas, claras , precisas e ostensivas e em língua portuguesa. O consumidor virtual pode simplesmente desistir sem razão declarada da compra em sete dias sem ônus com direito a cancelamento de cobrança em cartão de crédito imediata.
Acompanhe na próxima semana mais um post da série especial “Os desafios do e-commerce”. Vamos dar dicas sobre como divulgar seu e-commerce.
Confira no Grátis e Melhor planilhas que podem ajudar na organização e planejamento do seu comércio eletrônico.















