Artigos com a tag "campus party"

Se você é um empreendedor que ainda não utiliza a computação em nuvem por medo ou falta de informação, chegou a hora de rever seus conceitos. O cloud computing é a solução mais eficaz e prática para quem precisa otimizar a área de TI sem gastar muito.

Durante a Campus Party 2012, o desenvolvedor da Microsoft Caio Chaves Garcez apresentou a palestra “Seu primeiro projeto na nuvem com Windows Azure”, e mostrou as principais vantagens dessa ferramenta.

Segundo o especialista, a solução permite mais flexibilidade na contratação de um datacenter e o cliente paga o serviço de acordo com a demanda, sem precisar investir em uma infraestrutura própria. Com a nuvem, os servidores, programas e arquivos podem ser acessados de qualquer lugar por meio da internet.

Outra grande vantagem é o sistema ‘pay-per-use’, ou seja, o cliente só paga o que usa. Dessa forma a empresa diminui o desperdício ou a falta de capacidade do datacenter.

Algumas empresas têm medo que seus dados confidenciais sejam usados indevidamente, mas Garcez adiantou que esse receio pode ser superado. “Os fornecedores de nuvem passarão a ser vistos como ‘terceiros desinteressados’, isto é, empresas cujo foco é prestar serviços de computação e não usar dados de seus clientes para fins próprios”.

O Windows Azure é ideal para quem procura baixo investimento, eficiência e segurança. A solução suporta .NET, PHP, Java, outras linguagens e tecnologias. Uma oportunidade para o pequeno e médio empreendedor economizar e trabalhar com mais tranquilidade.

Compartilhe

O juiz ainda nem apitou, mas a bola do jogo já está nas mãos dos brasileiros – principalmente daqueles que estão enxergando nos futuros eventos esportivos a grande chance de tornar-se um empreendedor. Na palestra Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016: oportunidades em empreendedorismo digital, da Campus Party 2012, especialistas discutiram quais serão os setores mais promissores, atrativos ao consumidor e como manter a vida útil mesmo após as competições.

De acordo com o SEBRAE, as principais áreas para o empreendedorismo são: agronegócio, comércio varejista, construção civil, madeiras e móveis, moda/vestuário, produção associada ao turismo, turismo, serviços em geral e tecnologia da informação – sendo os dois últimos, os mais fortes.

“Mapeamos as oportunidades, trabalhamos a informação de cada setor, oferecemos capacitação e principalmente, facilitamos o acesso ao mercado, já que muitas vezes o empreendedor não tem condições de chegar até o demandador final”, esclarece Ivan Tonet, integrante da equipe de coordenação nacional do Programa Sebrae 2014 – projeto que identifica oportunidades nas cidades brasileiras impactadas pela Copa do Mundo de 2014.

“Veja no site a oportunidade que melhor combina com você, um tema que gere paixão, busque capacitação e um parceiro experiente, que possa mostrar o caminho da formalização, o passo a passo para sua empresa”, indica Tonet.

Brasil, mostra tua cara

Ficou animado com tantas oportunidades? Então conheça o projeto 14 Bis, uma iniciativa do Governo Federal coordenado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), que planeja e promove ideias inovadores que utilizam as oportunidades abertas pelos eventos esportivos de 2014 e 2016 para alavancar empresas brasileiras no país, no exterior e projete uma imagem positiva do país.

“Que Brasil nós queremos mostrar ao mundo?”, perguntou o representante da iniciativa, Eunézio Antônio de Souza ou Professor Thoroh. Afinal, serão 3 milhões de ingressos, mais de 3 bilhões de pessoas assistindo, entre 600 a 1 milhão de turistas e cerca de 200 milhões de brasileiras ligados na Copa. “Essa é a chance de mostrar que somos um país criativo e inovador, com projetos que só existem aqui e apresentar tecnologias em que somos líderes mundiais”, anima-se o professor.

Focados em mostrar a cara diferenciada do Brasil, o 14 Bis propôs alguns projetos interessantes:

Para os interessados em marcar um gol de placa, vale transformar em mantra as sábias palavras do Prof. Thoro: “vamos encantar, surpreender, emocionar e VENDER”. Alguém duvida da capacidade do empreendedor brasileiro? A última edição do Pensando Grande Ao Vivo trouxe estratégias para as pequenas e médias empresas que pretendem investir na Copa do Mundo 2014. O resultado desse encontro você poderá conferir, em breve, em uma cartilha on-line. Aguarde!

Veja o que os benefícios da nuvem podem fazer para aumentar a produtividade do seu negócio. Conheça as várias ferramentas que o Windows Office 365 traz para a sua empresa.

Compartilhe

Em 1976 um professor começou a oferecer pequenos empréstimos a famílias carentes de Bangladesh. O principal foco eram mulheres e produtores rurais. Foi assim, de uma maneira revolucionária, que Muhammad Yunus criou o conceito de microcrédito e ganhou o Prêmio Nobel da Paz.

Hoje, 40 anos depois, o conceito de empreendedorismo social deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade do mundo moderno que a passos largos, caminha rumo a um mundo mais justo e cheio de oportunidades.

Mas afinal, é possível ganhar dinheiro e ainda mudar o mundo?

Segundo os participantes da mesa redonda Empreendedorismo Social, da Campus Party 2012: Marcel Fukayama, Omar Hadda, Daniel Izzo, José Alberto Aranha, André Spínola e Pablo Handl, sim – é possível!

Para Marcel Fukayama, sócio-fundador da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), a lan house é um exemplo de negócio social que pode gerar renda e ainda impactar na comunidade ao redor. Fukuyama é co-fundador da CDI Lan, uma empresa que oferece soluções que transformam vidas em comunidades de baixa renda por meio das lan houses.

A iniciativa visa atender as regiões mais carentes e excluídas do mundo digital. De acordo com a CDI Lan, 48% dos usuários brasileiros se conectam através das 100 mil lan houses do país e dentro desse número, 82% recebem apenas um salário mínimo.

Nesse cenário cheio de carências, o CDI Lan transformou o conceito das lan houses afiliadas em referência de educação, entretenimento saudável, empreendedorismo e gestão de qualidade.

“O mercado está em constante movimento. Já existe regulamentação e associações específicas, o que facilita a vida dos pequenos e micro empresários”, afirma Marcel.

Todos os presentes na mesa redonda foram unânimes em dizer que existe um grande leque de opções dentro do empreendedorismo social, mas para obter sucesso é preciso focar em como o negócio conseguirá causar impacto social.

Daniel Izzo – sócio e co-fundador da Vox Capital - primeiro fundo de investimentos de impacto no Brasil que foca em negócios com potencial de crescimento e que servem à população de baixa renda, explica o que faz o empreendimento social receber investimentos: “Em primeiro lugar deve contar com uma equipe bem alinhada e o mais importante, o objetivo deve ser resolver ou diminuir um dos problemas da população de baixa renda.”

O empreendedor social tem todo o direito de ganhar dinheiro e garantir a renda familiar, mas não é um setor que prega a ganância. De acordo com os participantes o lucro deve ser um ponto de equilíbrio para a construção de um mundo melhor.

A comunicação é fundamental para o relacionamento com seus clientes e fornecedores, por isso, uma ferramenta útil e desenvolvida para agilizar e facilitar seus contatos podem ser garantidos com os benefícios que o Windows Phone 7. Conheça e aproveite todos os seus recursos para desenvolver ainda mais a sua marca.
Compartilhe

Existe capital de risco para as startups brasileiras? Quais os perfis de negócios procurados? Vale a pena buscar este tipo de capital? O que atrai e que tipo de comportamento espanta o investidor? Para responder estas e outras dúvidas acompanhamos a mesa ‘Capital de risco para startups brasileiras’ na Campus Party. Formado por investidores, o painel levantou as principais questões dos empreendedores brasileiros quanto ao tão falado venture capital – o capital de risco.

Este é um tipo de investimento privado no qual o investidor compra uma participação em empresas que apresentam possibilidades de crescimento rápido. Para que o aporte seja feito, os investidores participam diretamente do negócio, isso implica em mudanças na gestão financeira, administrativa e comercial. Após um tempo que varia entre sete e dez anos, é feita a ‘saída’ do negócio, quando o investidor vende sua participação. É importante enxergar este tipo de investimento como um ‘casamento’, pois o convívio é muito próximo e longo. A rentabilidade dos investidores depende do sucesso do negócio.

Conheça os fundos investidores e seus representantes

Vox Capital

Representante: Daniel Izzo

O que procura: negócios que tenham impacto social positivo na população de baixa renda, principalmente em áreas como saúde, educação, serviços financeiros e tecnologia. Retorno financeiro rápido. Estão sempre prospectando novos negócios. Esperam retorno sobre o investimento de 35% a 40% por ano. Esperam ficar por 7 a 8 anos nas empresas.

Valor de investimento: Depende do estágio de desenvolvimento da empresa, até R$ 1,5 milhão

Confrapar

Representante: Emerson Duran

O que procura: atualmente possui fundo em Minas Gerais e outro no Rio de Janeiro, mas está estruturando um fundo nacional em busca de empresas de todo o Brasil. Aguardam retorno de 70% ao ano nos negócios que excedem as expectativas.

Valor de investimento: depende do dinheiro disponível no fundo e da necessidade da empresa. Varia de R$ 400 mil a R$ 25 milhões

Aceleradora

Representante: Yury Gitahy

O que procura: atua na fase de pré-investimento, ajuda investidores a serem viáveis para empreender e futuramente buscarem capital, se necessário. Procuram diversos tipos de negócios.

Valor de investimento: Depende da necessidade da empresa. Ajudam também com capital humano e contatos. Quando há necessidade de investimento em dinheiro o aporte varia de R$ 20 mil a R$ 80 mil

Performa Investimentos

Representante: Humberto Matsuda

O que procura: negócios inovadores e com bom retorno.

Agulha no palheiro

Humberto Matsuda afirma que nos Estados Unidos 1% dos investidores que conversam com os fundos de capital de risco conseguem fechar negócio. Duran e Izzo avaliam que os números são similares no Brasil. “O empreendedor que tem garra e consegue evoluir no plano de negócios chega lá, depende muito da vontade. Mas é preciso lembrar que não é todo tipo de negócio que está apto a receber este tipo de investimento, é preciso que ele cresça muito rápido. Precisa estar em um mercado muito promissor, porque o fundo vai entrar e sair”, afirma Duran. Ele lembra que as empresa que não recebem o aporte não são ruins, apenas não estão dentro do perfil necessário.

Izzo, da Vox Capital, afirma que avaliaram mais de 200 empresas em 2010 para investirem em duas. Já na Aceleradora a realidade é diferente. “Trabalhamos com número de 30 avaliações para cinco projetos selecionados, estes negócios são acompanhados e auxiliados por seis meses”, explica Gitahy. Duran pondera que em um mercado mais maduro, como nos Estados Unidos, há uma grande variedade de fundos, o que torna mais fácil capitar. Com o amadurecimento do mercado brasileiro, mais opções serão criadas, o que tornará a vida do empreendedor menos penosa.

Smart Money – quando dinheiro não basta

O conceito de smart money é que o investidor traga para o negócio inteligência e ajuda na gestão. “Além do dinheiro, o investidor é alguém que não está no calor da rotina, leva ao negócio governança, processos, um conselho com pessoas que auxiliam o empreendedor. Muitas vezes o maior ganho está nesta ajuda e não no dinheiro”, avalia Duran. Para ele, este é o papel do profissional que trabalha em fundos de venture capital. “Acredito muito neste conceito, foi o que me fez sair da carreira de executivo em grandes empresas e vir trabalhar com pequenos e médios negócios”, destaca.

Gitahy concorda com Duran, mas diz que ainda é preciso mudar a mentalidade dos empreendedores. “Este trabalho de aconselhamento é um dos maiores problemas que enfrentamos na Aceleradora, o empresário diz que quer, mas na hora que ele precisa de dinheiro este trabalho acaba perdendo o valor”, explica.

Saiba como garantir uma reunião com estes investidores

Os investidores garantem que há capital para investir, basta que boas ideias e negócios estruturados cheguem às suas mãos. Todos ainda acham que existem poucas startups no Brasil prontas para receber investimento. Alguns itens são unanimidades entre eles, sem eles o empreendedor não tem chance de conseguir uma reunião com um fundo de investimento:

Cada fundo tem suas características, no Vox Capital, por exemplo, a avaliação está ligada ao impacto social do negócio. “Nossa pergunta é: o negócio vai resolver um problema que existe para o consumidor de baixa renda? Depois avaliamos também se o modelo de negócio já foi testado, se clientes já compraram e se há potencial de atingir um milhão de pessoas em cinco anos”, explica Izzo. A equipe montada pelo empreendedor ou a abertura para que novos profissionais sejam agregados ao time também conta bastante.

Já na Confrapar existe uma metodologia que compara as empresas dentro de seis critérios, entre eles: equipe, modelo de negócio, mercado e saída. Para que o negócio continue no páreo é preciso que fique entre os 60% mãos bem avaliados. A seguir uma avaliação mais estruturada é feita. “O empreendedor é um dos pontos mais importantes, afinal é muito envolvimento, você será sócio dele. Conversamos para entender sua motivação, se ele vai evoluir, se tem capacidade de aprender mais. O Brasil tem muitos gargalos, infraestrutura, por exemplo, a gente resolve com dinheiro. Mas o apagão da educação ainda vai levar muito tempo”, explica Duran.

“O empreendedor tem que interagir, aproveitar as oportunidades para conhecer pessoas e conversar, absorver tudo que pode”, acredita Gitahy. A Aceleradora busca projetos com ideias novas que quebrem paradigmas do que está acontecendo no mercado.

Clique aqui para assistir na íntegra esta mesa da Campus Party.

Compartilhe

Um caldeirão de ideias e desafios: este é o retrato da sala Campuseiros Empreendem, o espaço reservado para empreendedores na Campus Party. O Pensando Grande acompanhou as apresentações das empresas e conheceu as histórias de empresários e jovens selecionados entre centenas que enviaram duas ideias. Neste post você vai conhecer dois destes projetos que possuem um ponto em comum: a adaptação de um modelo já existente no exterior para a realidade brasileira.

Mapa das startups brasileiras

Maurilio Alberone é um empreendedor veterano na Campus Party. No ano passado ele participou do evento e venceu o desafio de empreendedores com a sua empresa, a Peta5, focada em TV interativa. A conquista o levou a Campus Party em Madrid, onde apresentou seu projeto. “Foi uma experiência incrível, tanto pessoal quanto para profissional. Um aprendizado muito grande, conheci muitas pessoas e recebi ótimos conselhos sobre meu projeto”, conta Alberone.

De volta ao desafio de empreendedorismo, a ideia de agora é fruto de uma necessidade sentida pelo empresário: um banco de dados com informações das startups brasileiras, aos moldes do CrunchBase – que reúne empresas de tecnologia, profissionais e inventores. “Assim nasceu a Startupbase, a ideia inicial tive durante uma conversa quando eu estava na Campus Party na Europa. A proposta é termos um mapa de startups do Brasil com o perfil destes negócios”, explica. Este mapeamento será interessante para a troca de experiência entre empreendedores e para investidores na busca por novos projetos.

Já em seu segundo empreendimento, Maurilio conta que tentou não repetir os erros do primeiro e focar na simplicidade. “Nosso maior desafio foi o prazo, queríamos apresentar na Campus Party, para isso corremos contra o tempo”, relata. É muito simples cadastrar a sua startup neste banco de dados, clique aqui e sabia como.

Negócio social

Quem não deseja ter um negócio com uma proposta social? Com esta ideia em mente os amigos Luis Otávio Ribeiro e Diego Reeberg tornaram-se sócios para criar o Catarse, uma plataforma para intermediar o financiamento colaborativo de projetos. Participando de eventos, eles descobriram que Daniel Weinmann, sócio da Softa, empresa de desenvolvimento web, também tinha uma ideia muito parecida. Os três juntaram forças e apostaram no conceito ainda pouco difundido no Brasil: crowdfunding- em que pessoas financiam um projeto em troca de uma ‘recompensa’.

A proposta do Catarse é de apoio à cultura, criatividade e empreendedorismo. Todos os projetos enviados passam por uma curadoria. Aqueles aprovados são publicados no site e começam a receber os aportes dos usuários. Para que o dono do projeto receba o dinheiro é preciso que ele atinja a meta inicial, caso contrário o dinheiro é devolvido aos participantes. Se atingir a meta o Catarse cobra uma taxa de 5%. Clique aqui para saber como funciona.

“Nosso objetivo é trazer o público para o começo do projeto, não só para consumir, ele estará envolvido em todas as etapas. Com este envolvimento, acreditamos que teremos um negócio viral, que se espalhará rapidamente”, destaca Luis.

Entre os diversos prêmios oferecidos aos vencedores, a Microsoft, por do programa BizSpark, dará R$ 5.000,00 para o vencedor de cada categoria. O BizSpark é uma ótima oportunidade para empresas que atuam no desenvolvimento de software. Clique aqui para saber mais.

Compartilhe

Empresários que desbravaram a internet brasileira nos anos 90 e jovens que estão descobrindo hoje como fazer negócios neste meio reuniram-se na Campus Party para discutir o que mudou desde então e quais os desafios que ainda existem.

Um veterano do mercado digital Aleksandar Mandic destacou que quando o mercado digital surgiu no país não existia concorrência, hoje para ter sucesso é preciso destacar-se e buscar diferenciais frente aos concorrentes. Já Pedro Mello, empreendedor e colunista da Exame PME, destaque que ao mesmo tempo em que existem diversas oportunidades vivemos uma ‘esquizofrenia digital’. “As pessoas não estão correndo de um lado para o outro como robôs, é um momento muito difícil para as pessoas enxergarem realmente uma oportunidade. Conquistar a atenção das pessoas hoje em dia determina o sucesso dos negócios hoje”, destaca.

Já para os empreendedores novatos uma alteração fundamental na internet é no seu conceito de mídia de massa, hoje já repensado. Muitas agências e negócios surgiram em torno deste paradigma, mas hoje estão sendo reinventados para aproveitar os nichos de mercado. São centenas de negócios surgindo para explorar segmentos muito específicos – para isso o empreendedor deve estudar e compreender muito bem o consumidor com o qual irá se relacionar.

Espalhe sua ideia

Para Mandic três itens são essenciais para quem deseja empreender na web: sorte, talento e muito trabalho. Um novato no mundo digital, Jonny Ken Itaya, concorda com o veterano. Ele é criador do encurtador de links Migre.me e conta que teve sua ideia durante uma brincadeira em uma das edições da Campus Party. “No começo eu a achava idiota, mas depois vi que podia dar certo, então mesmo que a princípio você não acredite, converse com as pessoas, veja o que elas pensam sobre o que você criou”, recomenda o empreendedor. Este é um conselho recorrente entre os empresários digitais, todos acreditam que a rede de relacionamentos é um ponto fundamental para o sucesso do negócio, eles destacam a importância de aproveitar eventos, participar de redes já formadas e conhecer o máximo de pessoas possível. “Se alguém te chamar, atenda sempre”, este é o conselho de Mandic.

Apoio de peso

A falta de suporte, principalmente no início do negócio, é apontada pelos empreendedores como uma dos principais problemas dos negócios digitais no país. Para quem está começando e atua no desenvolvimento de software a Microsoft apresenta o programa BizSpark, que oferece software, apoio e visibilidade para as startups. Para saber como funciona clique aqui.

Quer saber mais sobre empreendedorismo digital? Assista ao vídeo da palestra completa de Empreendedorismo na Intenet aqui.

Compartilhe

Eles foram selecionados entre centenas de projetos para apresentarem suas ideias no maior evento de tecnologia do mundo. O que estes empreendedores tem de especial? No primeiro dia de apresentação no Campuseiros Empreendem – espaço dedicado aos empreendedores na Campus Party – percebemos que inovação e perseverança são as marcas de quem está neste time tão especial.

O desafio no Campuseiros Empreendem é apresentar sua ideia em 30 segundos, após este tempo os empresários recebem orientações de mentores que os auxiliam em diversas áreas. Conversamos com empreendedores de três startups que enfrentaram diversas dificuldades e conseguiram alcançar o sonho de abrir seu próprio negócio.

Ningo – o sonho que nasceu de uma necessidade

Paulo Rogerio Vieira é um consumidor fiel de lojas online, em suas buscas por bons preços esbarrava nos buscadores de produtos existentes no mercado. Ele não estava satisfeito com a qualidade, muitas vezes o preço apresentado não correspondia ao realmente praticado pela loja, por exemplo. “Foi então que surgiu a ideia de fazer o Ningo, um sistema de compras que permite pesquisar, comparar e comprar produtos de diversas lojas. No nosso modelo de negócios não trabalhamos com custo por clique, as lojas pagam por ação – ou seja por venda efetivada. Além disso, o consumidor pode comprar diretamente no Ningo”, explica o empreendedor. Ele destaca o tamanho do mercado: 98% das compras feitas em e-commerce tem origem em sistemas de busca.

O projeto conta com o apoio financeiro da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Prime – Primeira Empresa Inovadora – o programa oferece subvenção econômica no valor de R$ 120 mil reais aos empreendimentos contemplados. “É difícil conseguir esta verba, é preciso preencher uma série de pré-requisitos. Mas o projeto sendo bom, esta dificuldade acaba”, conta Vieira. Esta é a primeira experiência empreendedora do profissional, que trabalhava na área de tecnologia e era funcionário CTL há quase 20 anos. “Qualquer projeto que você tenha, é preciso entrar de cabeça. Quando saiu a primeira parcela do Prime e fomos convidados para entrar na Cietec – incubadora na USP, entrei de cabeça”, relembra.

Hoje o Ningo já está no mercado com uma versão beta e conta com parceria com grandes lojas. “Uma das grandes vantagens do Ningo é a usabilidade, apostamos nela e em um trabalho de divulgação em lan houses, por exemplo, para levar nosso produto para as classes C e D, que desejam consumir na internet, mas ainda não sabem como”, revela Vieira.

Ippon – casamento perfeito

Imagine conquistar consumidores com descontos especiais somente quando seus serviços estão com baixa demanda – isso em alguns cliques. Esta é a proposta do Ippon, um serviço de vendas relâmpago que promete agitar o mercado de turismo e entretenimento nos próximos meses. Uma das propostas é oferecer aos turistas as ofertas por meio de um aplicativo. “Nosso objetivo é casar oferta e demanda, mas em serviços que precisam realizar descontos apenas em períodos de baixa procura, isso de maneira dinâmica e com tecnologia”, conta animada Maria Alice Maia, empreendedora da Ippon, ao lado de Lucas Cancelier, seu sócio.

Os empreendedores são estudantes de administração com experiência em mercados diferentes, Maria Alice trabalhou com turismo e entretenimento e Lucas atua na área de finanças e investimentos. Uniram forças, montaram o projeto e venceram o Prêmio Santander de Empreendedorismo. Hoje, ao contrário de muitos empreendedores, dinheiro não é um problema para eles. “Temos algumas propostas de investidores e estamos prestes a fechar a mais atraente”, explica Lucas.

Qual o segredo para atrair investidores?Networking e a coragem de expor a sua ideia. Muitos empreendedores pensam que se falarem sobre a sua ideia alguém vai roubá-la, isso não vai acontecer, desenvolver um projeto demora muito tempo e só um empreendedor de verdade leva isso a frente”, afirma Alice. Ela destaca a importância de ouvir a opinião de outras pessoas sobre o seu projeto e incorporar novas ideias, aprimorando-o a cada dia. Conhecer pessoas, não ter vergonha de falar e se aproximar das pessoas são as dicas destes empresários inovadores.

Zuggi – buscador especialmente para os pequenos

Natália Andreoli é uma empreendedora apaixonada por sua ideia, como vemos os criadores de potencias nas redes sociais como o Twitter e Facebook. O Zuggi é um buscador desenvolvido especialmente para crianças, com filtros de segurança e layout adaptados para este público. Não é só pela paixão que Natália se assemelha a Mark Zuckerberg e Biz Stone. Assim como eles não sabiam no começo exatamente qual era o modelo de negócios de suas criações, o Zuggi ainda está desenvolvendo o seu. Mas isto não impediu Natalia de criar sua empresa, conseguir financiamento e conquistar seu primeiro cliente.

Com o apoio financeiro do Prime, o Zuggi começou a ser desenvolvido. “A verba que conseguimos foi suficiente para o primeiro ano da empresa. O processo para conseguir é trabalhoso, mas se você fizer tudo direitinho é possível”, destaca. Ao lado de uma equipe de cinco pessoas, entre desenvolvedores, pedagogas e jornalistas, a empreendedora busca inspiração no mercado externo para aprimorar seu produto.

A rentabilidade atual do Zuggi vem de um produto especial disponibilizado para escolas. Nele alunos e professores fazem parte de uma rede social e podem armazenar e organizar informações coletadas na rede além de conteúdos produzidos pelas crianças. Por ser uma rede fechada, há a segurança de que apenas crianças e professores autorizados a utilizarão. “O próximo passo é desenvolver produtos baseados em nossa marca, como nosso mascote”, conta Natália.

Compartilhe

O Pensando Grande está presente no maior evento de tecnologia, Internet e entretenimento do país e trará todas as novidades para nossos leitores. A Campus Party acontece de 18 a 23 de janeiro no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo – SP.  As atividades têm início hoje e reunem mais de 6500 pessoas divididas em quatro grandes áreas: Ciência, Criatividade, Inovação e Entretenimento Digital. Nestes espaços acontecem mesas de discussões com especialistas para debater os temas mais relevantes do momento. Clique aqui para conferir a programação completa.

O Pensando Grande fará a cobertura das palestras indicadas pelos nossos leitores, para isso deixe seu comentário neste post ou em nossos perfis nas redes sociais com as palestras que você gostaria de conferir aqui no blog. Confira abaixo os links:

Oportunidades para todos

Se você não conseguiu comprar seu ingresso (as inscrições já estão encerradas) ou não poderá comparecer ao evento existem atividades especiais para aproveitar. Confira:

Palestras e Oficinas Grátis

A Zona Expo da Campus Party é uma área aberta ao público e gratuita com atrações, estandes de diversas empresas e entidades e ações especiais. Um dos destaques é a presença do Senac com palestras e workshops gratuitos. Entre os temas abordados estão o mercado de trabalho, a criação e o desenvolvimento de jogos, plataformas, ferramentas e consoles.

Walter Dias, da Microsoft, fala sobre as oportunidades de trabalho no mercado de TI brasileiro, já a grande aposta da área para 2011, a tecnologia na nuvem é o tema da palestra de Fernando Lemos, profissional da Microsoft. Para participar das atividades oferecidas, basta se inscrever gratuitamente antes de cada palestra ou oficina. Clique aqui e confira a programação completa.

Acompanhe as palestras online

É possíve acompanhas as palestras e mesas de discussão sem sair de casa ou no seu trabalho pela Campus TV. Confira a programação, eleja seus temas favoritos e acompanhe as palestras no conforto de sua casa!

Compartilhe
Páginas:12
Nuvem de Tags