Hoje em dia o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking mundial de países com maior número de franquias. Em 2009, foram abertas 14.365 novas franquias, que totalizaram um faturamento de R$ 240 bilhões. E aí, você quer uma fatia desse bolo?
Para quem está em busca de um novo negócio, esses dados são mais do que animadores. Entretanto, abrir uma franquia não é a melhor opção para todos. “Para algumas pessoas a franquia pode ser uma boa, para outras não. Pessoas com perfil empreendedor não se darão bem com essa alternativa. O empreendedor monta o seu negócio, pois acredita que tem o know how pra tal.”, explica Marcus Rizzo, especialista em franquias e diretor da consultoria Rizzo Franchise. Quando se compra uma franquia, está se comprando uma curva de aprendizagem e um método, que de alguma forma deu certo. Empreendedores, com perfis mais independentes, normalmente encontram dificuldade para lidar com esse direcionamento.
Outro fator que costuma pesar na decisão de um empresário no momento de abrir uma franquia ou empreender um novo negócio é o investimento inicial, que no caso de franquias é consideravelmente maior. Entretanto, na opinião de Marcus, isso é apenas uma ilusão, pois aquele velho ditado “o barato pode sair caro”, muitas vezes, se torna verdadeiro: “A médio e longo prazo é menor. De alguma maneira o investimento inicial para um negócio independente é mais barato, mas você não tem como prever o quanto vai gastar com todos os percalços que surgirão no caminho.”, explica o especialista.
Dados da IFA –International Franchise Association- revelam que 23% das pequenas empresas fecham suas portas no primeiro ano, ao passo que isso acontece com apenas 3% de empresas franqueadas. Ao término de 10 anos, as estatísticas são ainda mais assustadoras: 80% de pequenas empresas contra 9% de franquias. Esses resultados podem estar diretamente ligados à segurança e ao respaldo oferecidos por uma rede de franquias, que auxiliam o empresário a tocar seu negócio.
A carioca Leila Guerra abriu sua empresa há 11 anos, uma franquia da rede Instituto de Depilação Pello Menos, e relata que a estrutura e a segurança oferecida por uma rede de franquias foram fatores determinantes no momento da opção por esse tipo de negócio, e, além disso, contribuíram muito para o seu sucesso: “Eu não tinha experiência nenhuma como administradora de um negócio, por isso optei pela franquia. Eles já tinham uma estrutura. Somos assessorados a todo momento, desde a parte de conhecimento de depilação, até a parte jurídica da empresa. Esse respaldo é fundamental. Nesse setor falta formação de profissionais, e como somos uma franquia, estamos melhor qualificados.”, comenta ela.
Esse também é o caso de Milton Takabayashi, que em maio de 2001 montou sua primeira franquia, uma loja da rede de comida asiática Jin Jin Wok, em Londrina, e hoje já possui lojas em Maringá, Foz do Iguaçu e se prepara para esse ano inaugurar mais uma em Curitiba. Ele conta que graças ao sistema de franchise, ao oferecer a possibilidade de compra de um negócio que já foi testado e aprovado, diminui exponencialmente as dificuldades para administrar uma loja de rede de fast food sem experiência nenhuma, como foi o seu caso: “Sempre quis ter meu próprio negócio. Eles me treinaram e me ensinaram a operar a loja. Enfim, me mostraram como dar os primeiros passos. Eu não sabia fazer um bom controle de estoque, como lidar com funcionários, administrar cargas tributárias e encarar a concorrência. A franquia me ajudou com tudo isso. Eles oferecem treinamento para gerentes e funcionários, visitas constantes de nutricionista e cozinheiros, implantação de planilhas de controle de estoque e financeiro e manuais de procedimentos operacionais”, conta o empresário.
Aparentemente Milton está investindo certo, pesquisa da Rizzo Franchise revelou que o setor de alimentação foi o que teve o maior crescimento em 2009. Porém, na opinião do consultor Marcus Rizzo, a escolha de uma franquia deve se levar em consideração outros fatores, além de indicadores de mercado, como o gosto pessoal e a afinidade com o negócio. “A pessoa tem que se ver nesse negócio. A decisão que é 100% racional parte do franqueador, não ao franqueado. Uma franquia que dá dinheiro é aquela que tem um franqueado presente. A pior coisa do mundo é você comprar o melhor negócio do mundo e não gostar dele. É o olho do boi que engorda ele. Mas o dono tem que gostar de boi”, enfatiza.
Antes de escolher uma franquia, nosso consultor faz três recomendações:
- Cuidado com intermediários. Corretores trabalham com comissão e querem levar dinheiro pra casa. Pesquise muito antes de assinar qualquer contrato.
- Converse com 4 franqueados do negócio: 2 com dois anos, ou menos, de experiência e 2 com mais de 2 anos. Eles vão te contar tudo.
- Se identifique com o seu negócio, e não acredite muito em indicadores econômicos.
O recém formado em administração, Mauricio de Carvalho, se prepara para inaugurar seu primeiro negócio, uma franquia da Didio Pizza e, assim como sugeriu Marcus, sua empatia com a marca foi fundamental para a realização do negócio: “Foi a primeira franquia que eu tive contato, mas nenhuma outra me atraiu como essa. Eu sou um apaixonado por pizza, sempre fui muito ligado a comida. Além disso, eles são metódicos, e eu também sou”.
Mauricio, o Pensando Grande deseja muito sucesso para você e sua empresa em 2010! Ah, que tudo termine em pizza!






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