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6 lições de sucesso do brasileiro Carlos Ghosn, CEO da Nissan, para aplicar na sua PME

6 lições de sucesso do brasileiro Carlos Ghosn, CEO da Nissan, para aplicar na sua PME

08/04/2014

O presidente da Nissan-Renault, Carlos Ghosn, implantou medidas que tornaram as empresas lucrativas e competitivas; confira algumas lições para usar na sua PME.

 

carlos-ghosnFilho de imigrantes libaneses, Carlos Ghosn nasceu em Guarajá-mirim, na fronteira da Rondônia com a Bolívia. Talvez nem ele imaginasse que enfrentaria um dos seus maiores desafios como profissional no futuro: levantar a marca japonesa Nissan, que, em 1999, passava por uma crise. Além da gestão histórica que traz lições importantes para líderes, desde 2005, ele assumiu a presidência-executiva da montadora francesa Renault, que também controla as operações da Samsung e Dacia.

Hoje, o brasileiro é reconhecido como um grande executivo que levantou uma empresa símbolo no Japão e já foi destaque na mídia brasileira e internacional por conta dos métodos empregados.

Para fazer uma empresa crescer, é importante ter pulso firme e adotar estratégias bem planejadas com objetivos claros em mente. Pensando nisso, o time do Pensando Grande fez seu papel de curadoria e trouxe algumas técnicas adotadas por Ghosn que empreendedores podem utilizar em suas PMEs para melhorar o faturamento, promover o trabalho colaborativo, instigar a inovação e desenvolver o endomarketing. Confira abaixo:

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1- Ser corajoso e não ter medo de ser diferente

Em 1999, Ghosn se tornou o primeiro estrangeiro a assumir a presidência da Nissan. Ele tinha a missão de resolver os problemas da montadora e promover a globalização.

Ser brasileiro já era um desafio por si só dentro de uma companhia japonesa tradicional. Além disso, adotou métodos “de choque” que poderiam torná-lo impopular. Logo de cara, demitiu quase 14% da força de trabalho (21 mil trabalhadores), fechou cinco fábricas que não estavam diretamente ligadas à produção de automóveis e reduziu o número de fornecedores. Ficou conhecido como “matador de custos”.

Em vez de se tornar impopular, foi visto como salvador. A Recuperação em V, como chamam os especialistas (aquela que bate no ‘fundo do poço’ e sobe), mostraram que as técnicas foram bem empregadas, uma vez que o lucro reapareceu 12 meses depois das mudanças. Isso porque, apesar de cortar custos, ele também aumentou os investimentos, olhando para o mercado e o futuro.

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2- Pensamento de longo prazo

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Uma das transformações foi a mudança da linha de montagem, que é feita de acordo com a demanda. Não há produção para estoque como antigamente, em um formato que deriva do modelo “Just in Time”, na qual o pedido é feito e o cliente recebe o carro 20 dias depois.

Como comentado anteriormente, se por um lado foi necessário reduzir gastos, por outro, apostou-se em investimentos no longo prazo. “Se você só pensar nos problemas de curto prazo, você não dá importância para a visão, para onde a empresa vai”, comentou Ghosn, em entrevista para o programa Mundo S.A.*

A empresa passou a investir em carros elétricos, em inovações e tecnologia de ponta, conhecendo as tendências e realidades do futuro do seu setor.

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3- Misturando para inovar

Outra forma de encontrar soluções e inovar é apostar na multiculturalidade e integração entre os setores. Como já revelou Ghosn em diversas entrevistas pela mídia, as diversas nacionalidades olham para um cenário de maneiras diferentes. Assim, por que não utilizar esses pensamentos em prol da empresa? Essa é uma ótima dica e relativamente simples para startups, por exemplo.

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ID-1001041874- Envolver os funcionários na construção da empresa

Além de apostar em etnias diversas, dar a oportunidades para os funcionários participarem da construção da empresa é uma outra tática que pequenas e médias empresas podem adotar.

Na hora da crise, mesmo com as demissões, formou-se um time de executivos forte e de confiança com apenas pessoas de dentro da empresa. Todos os funcionários também foram estimulados a darem sugestões à diretoria e as ideias implementadas que deram certo são reconhecidas com premiação na qual o próprio Ghosn entregava diante de todos os funcionários.

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5- Acompanhar a rotina de perto

Falar diante dos operários da linha de montagem e testar todos os carros da Nissan e da Renault, fazendo pessoalmente um test-drive antes de lançar o produto o mercado são algumas das formas que o CEO encontrou de acompanhar mais de perto a rotina de uma empresa que emprega em torno de 305 mil colaboradores. Para uma PME, esse trabalho pode ser feito ainda com mais propriedade. A atitude reforça o estilo de liderança e incentiva os colaboradores a participarem do processo também.

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6- Não desistir de encontrar a solução

Para Ghosn, errar não só faz parte do processo, como é fundamental. “Aprendemos mais com a borracha que com o lápis”, declarou à Exame*, em entrevista. O executivo acredita que, se o empresário ainda não encontrou a solução, precisa trabalhar mais, porque ela está lá, esperando para ser descoberta. A melhor forma de fazer isso é testar muitas coisas diferentes e, aqui, encontra-se a inovação.

>> Gostou das dicas? Tem outras para complementar? Deixe suas sugestões nos comentários!

 

*Fontes: G1, Época Negócios, Exame, Mundo S.A., Central de Casos Exame/ESPM.

0 responses to “6 lições de sucesso do brasileiro Carlos Ghosn, CEO da Nissan, para aplicar na sua PME”

  1. Um executivo brasileiro que tem se destacado no mercado mundial por estar apresentando idéias inovadoras com o intuito de acompanhar as necessidades sociais. Um verdadeiro líder com uma visão multidisplinar com foco na partipação coletiva dos colaboradores nas mudanças do processo produtivo.

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