Listando Artigos de 07/2010

Brigas entre sócios, discussão entre funcionários, desavenças com fornecedores e clientes: cenário que nenhuma empresa deseja mas muitas conhecem de perto esse drama. Grandes empresas  investem em treinamentos e no desenvolvimento de políticas para evitar conflitos e manter um clima organizacional agradável. Mas e quanto aos pequenos empresários, como é possível prevenir conflitos e manter a empresa focada em produzir e crescer?

O Blog Pensando Grande conversou com Ana Luiza Isoldi, presidente da Comissão de Mediadores do Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem (Conima), sobre mediação de conflitos.  Confira abaixo as dicas da especialista.

A maioria das pequenas empresas é formada por sócios. Como podemos evitar conflitos entre sócios?

Ana Luiza - Para evitar conflitos entre sócios é importante manter uma comunicação eficiente e uma estrutura coerente de gestão de conflitos.

Existem muitas empresas familiares, neste caso, como evitar que conflitos que nascem nos negócios alcancem o convívio familiar?

Ana Luiza – Nas empresas familiares, a dinâmica que envolve os conflitos é complexa, pois é comum que assuntos da família sejam levados para a empresa, e assuntos da empresa para a família. Reservar espaço separado para a comunicação em cada um desses âmbitos, sem confusão de papéis, por exemplo, ser pai na família e chefe na empresa, permite a criação de ambientes saudáveis. A utilização da mediação como mecanismo de gestão de conflitos aliada à governança familiar, aumenta muito a possibilidade de crescimento da empresa e continuidade pelas novas gerações.

Quais mecanismos podem ser aplicados em uma empresa para evitar conflitos entre funcionários?

Ana Luiza – A mediação é um processo indicado para situações de impasse em que as pessoas agem sob distintas perspectivas, conduzido por um terceiro, escolhido pela legitimidade, neutralidade e imparcialidade que, sob confidencialidade e com foco na relação e visão de futuro, facilita a comunicação entre as pessoas e auxilia na negociação, para que possam fazer escolhas voluntárias e informadas, a partir do levantamento de opções e da eleição daquela que melhor atenda, qualitativamente e quantitativamente, aos interesses de todos os envolvidos.

Nesse contexto, é um mecanismo eficiente de gestão de conflitos nas empresas, tanto entre funcionários, quanto entre departamentos, equipes, e até mesmo entre pessoas com níveis hierárquicos diferentes.

Quais são as maiores causas de conflitos dentro das empresas?

Ana Luiza – Dentro das empresas, os conflitos mais comuns são:

• societários / departamentais / entre funcionários

• de autoridade e poder (diferentes níveis)

• de ambiente de trabalho (relacionados ao reconhecimento e à confiança)

• estruturais (relacionados ao funcionamento)

• culturais

• trabalhistas

Como agir quando há um conflito com um cliente importante para a empresa?

Ana Luiza – Facilitar a criação de opções que satisfaçam aos interesses do cliente e da empresa ao mesmo tempo é o trabalho do mediador, que, por meio de perguntas auxilia as pessoas a criarem opções e escolherem a melhor para todos os envolvidos, buscando preservar a relação entre o cliente e a empresa.

Quando é o momento de chamar um profissional para mediar um conflito?

Ana Luiza – O mediador pode ser chamado preventivamente, para desenvolver métodos de gestão colaborativa de conflitos, assim como quando já há um conflito instalado. Quanto antes melhor, evitando-se a escalada da animosidade entre as pessoas.

Também é muito interessante proporcionar aos gestores e funcionários treinamentos sobre técnicas de mediação que podem ser utilizadas em qualquer âmbito, para melhorar a comunicação entre as pessoas e ensejar processos colaborativos baseados em interesses, que facilitam o trabalho em equipe.

O custo é acessível para pequenas empresas?

Ana Luiza – A mediação pode ser cobrada de diversas formas, tais como, um valor fixo, um valor por hora, um valor com base no percentual que está sendo tratado, etc, o que dependerá de variados fatores. Também varia se a mediação ocorre dentro de uma câmara ou centro de mediação ou se o mediador é nomeado de forma independente.

Para ter uma idéia do mercado, uma média de valor por hora seria de R$300,00. E, em média, o processo de mediação ocorre entre cinco e dez reuniões, em torno de uma a duas horas cada. Mas tudo depende da complexidade da situação e do ânimo das pessoas envolvidas.

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Muitas vezes a falta de tempo e de recursos financeiros acaba adiando a qualificação de pequenos empresários. Investir em profissionalização resulta em um diferencial competitivo para o empreendedor. Reunimos abaixo uma série de cursos gratuitos que abordam temas relevantes para pequenos e médios empresários. Os cursos são na modalidade de educação à distância, assim o empreendedor pode adequar o estudo à sua disponibilidade de tempo.

Cursos na Fundação Getúlio Vargas – FGV

A FGV é membro do OCWC (Open Course Ware Consortium), um consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos de graça pela internet. São vinte opções de cursos divididas em quatro categorias: gestão empresarial, metodologia, áreas de conhecimento diversas e para professores do ensino médio.

Confira abaixo alguns dos cursos oferecidos de gestão empresarial. Para fazer sua matrícula clique no nome do curso.

Consultoria em Investimentos Financeiros – Intermediação Financeira

Fundamentos da Gestão de Custos

Gestão de Pessoas – Motivação nas Organizações

Processo de Comunicação e Comunicação Institucional

Estratégia de Empresas – Introdução à Administração Estratégica

Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável – História da Questão Ambiental

Gestão de Marketing – Produto, Marca, Novos Produtos e Serviços

Gestão da Tecnologia da Informação – TI nas Organizações: Estratégia e Conceitos

Técnicas de Gerência de Projetos – Gerenciamento do Escopo do Projeto

Clique aqui para ter acesso a lista completa de cursos.

Cursos oferecidos pelo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

O Sebrae oferece nove cursos gratuítos pela internet. A entidade aconselha aos empreendedores começar pelo “Aprender a Empreender”, que apresenta conceitos básicos sobre empreendedorismo, mercado e finanças. O Sebrae disponibiliza um certificado de participação aos alunos que concluírem os estudos. Os demais cursos oferecidos são:

Análise e Planejamento Financeiro: o curso aborda a adminstração financeira da empresa, fluxo de caixa, planejamento, definição de metas com base nos resultados e a viabilidade do negócio. Desenvolve no participante a competência de analisar e projetar estratégias empresariais a partir de informações financeiras.

Como Vender Mais e Melhor: o objetivo é desenvolver a competência para construir um modelo de gestão de vendas a partir de planejamento e ação comercial da empresa.

D-Olho na Qualidade: ensina ao empreendedor o método D-Olho (descarte, organização, limpeza, higiene e ordem mantida), para trazer novos hábitos para o desenvolvimento do trabalho diário das pessoas, melhorando o bem-estar físico, mental e social de todos.

Gestão de Cooperativas de Crédito: propicia ao participante o conhecimento e o desenvolvimento de práticas gerenciais necessárias a uma gestão efetiva e eficaz de cooperativas de crédito.

Atendimento ao Cliente: o participante aprenderá a identificar os aspectos que contribuem para a satisfação do cliente, refletir criticamente sobre as ações e os procedimentos de atendimento em sua empresa, planejar ações que garantam a satisfação dos clientes e possam gerar um impacto positivo nos resultados.

Boas práticas nos serviços de alimentação – gestão da segurança: voltado aos proprietários e gestores de bares e restaurantes, o curso ensina a implantar práticas de segurança alimentar em estabelecimentos.

Empreendedor Individual: visa conscientizar o empreendedor individual sobre a importância de se legalizar e os benefícios da Lei Complementar 128, de 2008.

Iniciando um Pequeno e Grande Negócio: aborda os seguintes conteúdos: perfil do empreendedor; identificando oportunidades de negócios; análise de mercado; concepção dos produtos e serviços e análise financeira.

Para fazer sua matrícula em um dos cursos acesse a página de educação do Sebrae (http://www.ead.sebrae.com.br/HotSite/) e clique em ‘Cadastre-se’.

Cursos oferecidos pelo Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

O Senai oferece seis cursos gratuitos a distância, clique aqui para saber como funcionam o método de ensino à distância da entidade e aqui para ter acesso aos cursos.

Os cursos oferecidos são: educação ambiental, empreendedorismo, legislação trabalhista, segurança do trabalho, tecnologia da informação e comunicação e propriedade intelectual.

Cursos de idiomas

Sua empresa quer exportar ou você tem um comércio ou serviço com potencial para atender estrangeiros? Está pensando em ganhar dinheiro com a Copa 2014 e Olimpíadas 2016? Então você já imaginou que precisa investir na aprendizagem de um segundo ou até mesmo terceiro idioma.

O Live Mocha é a maior comunidade online para aprendizado de línguas com mais de seis milhões de membros. O site oferece cursos online e a possibilidade de praticar o que você aprendeu com nativos da língua. Os serviços básicos são grátis, mas há opções pagas. São mais de 32 idiomas, entre eles inglês, espanhol, italiano, francês, mandarim e japonês.

Conheça aqui histórias de empresas que fizeram da exportação um caminho para o sucesso!

Curso FNQ – Fundação Nacional de Qualidade

A FNQ disponibiliza o curso ‘Modelo de Excelência da Gestão’ dividido em duas etapas, o empreendedor deve dedicar cerca de oito horas para completar o estudo. Clique aqui para saber mais.

Cursos Grátis e Melhor

O portal Grátis e Melhor oferece soluções gratuitas da Microsoft para pequenas e médias empresas.

No site também é possível acessar diversos treinamentos para o uso do Excel, Word e outras soluções a favor de seu negócio.

Clique aqui para acessar o portal e clique na caixa ‘Pacote de treinamentos online grátis’ no canto direito inferior da tela para ter acesso aos treinamentos.

Cursos oferecidos pelo Portal da Educação Cooperativista

O Portal da Educação Cooperativista é gerido pela EDUCOOP – Associação dos Educadores Cooperativistas do Brasil e oferece alguns cursos gratuitos como cooperativismo de consumo, procedimentos contábeis nas cooperativas e marcas coletivas e marcas de certificação nas cooperativas e suas estratégias de marketing. Clique nos nomes dos cursos para ter acesso.

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Segundo o Sebrae, a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas brasileiras é de 80% antes de completarem o primeiro ano de funcionamento. Já nas empresas que passam por incubadoras este índice cai para 20%. Mas quais são os principais fatores que levam à falência?

Abaixo listamos nove itens apontados pelo Sebrae e buscamos informações sobre como evitar cada um dos erros, alguns textos já foram postados aqui no Pensando Grande e outros são de entidades que apóiam pequenas e médias empresas.

- Um dos erros mais comuns, e também mais sérios, é o de confundir gastos pessoais com gastos da empresa. O patrimônio da empresa não deve ser misturado ao patrimônio dos donos.

Saiba mais sobre a gestão financeira de seu negócio em uma cartilha elaborada pelo Sebrae, clique aqui para download grátis.

- Ausência de um plano de negócios compatível à realidade do mercado.

Clique aqui para ver dicas sobre como elaborar um plano de negócios.

- Investimento não planejado, ou seja investir, e fixar metas, sem uma avaliação precisa das necessidades operacionais.

Pesquisa e planejamento são essenciais e devem vir antes de qualquer investimento, confira aqui como uma pequena empresa alcançou o sucesso seguindo estes passos.

- Ausência de controle dos custos, bem como de outros controles internos ligados à capacidade de gerenciamento de uma empresa, tais como: compras, vendas, estoques, finanças, contabilidade, recursos humanos, etc.

Conheça no Grátis e Melhor diversas soluções gratuitas da Microsoft para pequenas empresas, são modelos que o ajudarão a gerenciar sua empresa.Veja também um post especial sobre formação de preços e como manter fluxo de caixa saudável.

- Estabelecer prazos de venda sem levar em conta o capital de giro.

Saiba mais sobre capital de giro e como administrá-lo neste post.

- Acumular dívidas e utilizar recursos emprestados, a uma alta taxa de juros, para suportar os gastos da empresa.

É hora de pedir um financiamento? Como conseguir? Veja aqui algumas dicas sobre crédito e a opinião de especialistas sobre investimento, microcrédito e outras opções de financiamento.

- Fazer vendas a prazo, sem adotar uma análise de crédito criteriosa, como comprovante de renda ou residência, referências, consultas de crédito, etc.

O Sebrae MG disponibiliza a cartilha ‘Como elaborar um plano de cadastro, crédito e cobrança’ para download grátis. O material possui diversas informações para auxiliar o pequeno empresário a vender a prazo mas com segurança.

- Inexperiência dos sócios no ramo de atividade escolhido para o empreendimento.

Neste caso, nada substitui a atualização constante, a dica é procurar informações sobre a área escolhida, conversar com empreendedores, estar sempre atento às novidades do mercado. O Sebrae possui um extenso banco de dados sobre diversos ramos. Confira também os casos de sucesso de vários empresários na Voz do Empreendedor, no Blog Pensando Grande.

- Remuneração dos sócios incompatível com a situação financeira da empresa.

Confira no Blog dos Empreendedores um post com dicas práticas para definir o pró-labore dos sócios, o Blog Beco com Saída também publicou post sobre este dilema.


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Existem aproximadamente 110 mil lan houses em todo o país, elas representam 45% do acesso a Internet no Brasil, este número é ainda maior nas comunidades rurais e chega a 54%. Mas este cenário está mudando, pela primeira vez o acesso a web nas residências ultrapassou as lan houses e alcançou 48%, segundo dados do CGI.br – Comitê Gestor da Internet no Brasil. “Para sobreviver as lan houses precisam mudar, oferecer outros serviços e se modernizar”, esta é a opinião de Marcel Fukayama, diretor de operações da CDI – Lan, uma empresa social incubada na ONG CDI, dedicada à inclusão digital.

A CDI Lan é uma iniciativa voltada à capacitação destes estabelecimentos, identificados pela ONG como importantes centros de convívio das comunidades, principalmente das classes C, D e E. O projeto já conta com mais de 2580 lan houses afiliadas em 12 meses de atuação, para participar, os estabelecimentos assinam um código de conduta, com o objetivo de difundir boas práticas e promover maior responsabilidade social no acesso à informação e disseminação do conhecimento.

Um grupo de negócios foi criado pela CDI Lan para ampliar as possibilidades de negócios no mercado de acesso pago nas áreas de EAD – educação a distância e microfinanças, que inclui crédito consignado, microcrédito e microseguros. Entre as vantagens para os estabelecimentos participantes do MultiNegócios estão os preços exclusivos e maior margem de lucro e um canal de comunicação com os parceiros. Para participar do MultiNegócios é preciso ter empresa formalizadas, ser membro CDI Lan e assinar termo de adesão e código de conduta.

Produtos oferecidos

Três parcerias estão fechadas e os produtos já podem ser disponibilizados ao público pelas lan houses participantes do MultiNegócios. A Eschola.com desenvolve produtos de ensino a distância e está presente no projeto com a venda de um curso preparatório para o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio. “A gente sabe que têm muitas lan houses em regiões carentes e o nosso produto é mais barato que a mensalidade de qualquer curso. Há um mercado excelente, pessoas que precisam [se preparar para o Enem]. Então, há um trabalho interessante para os donos de lan house”, afirmou Paulo Millet, o diretor-executivo da Eschola.com.

Cursos preparatórios para ENEM

O curso preparatório para o ENEM oferecido pela Eschola.com custa R$ 100, mas nas lan houses do MultiNegócios será comercializado por R$ 45, aumentando o apelo comercial. A margem de lucro neste produto é de 50% e o estabelecimento terá duas receitas: na venda do produto e nas horas de acesso a Internet necessárias para cursar o programa.

Cursos de inglês

A empresa EzLearn também faz parte da rede de parceiros do MultiNegócios e é a fornecedora do curso MeuInglês, para aprendizado online do idioma. Nas lan houses o acesso mensal ao curso será comercializado por R$ 30, o preço original é de R$ 49,90. Neste caso, a margem de lucro dos centros de acesso chega a 60%. “A garotada que está na lan house buscando emprego e os jovens profissionais podem se beneficiar muito desta iniciativa”, afirma Ana Gabriela Pessoa, fundadora da EzLearn.

Crédito Consignado

Outra novidade é tornar as lan houses pontos de concessão de crédito o crédito consignado para aposentados e pensionistas. Em uma parceria com a empresa WJ Negócios e o Itaú, os estabelecimentos poderão trabalhar nesta área com comissão de 3%. As lan houses serão capacitadas para atender o público interessado neste produto.

“Com o Grupo MultiNegócios, as lan houses começam a identificar valores e benefícios na formalização. É um passo para que empresas interessadas em trabalhar neste mercado tenham um grupo de estabelecimentos comprometidos com a atuação legal”, finaliza Fukayama.

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Participar de uma feira nem sempre está ao alcance de pequenas empresas, apesar de ser uma boa estratégia de divulgação, o custo é alto e é preciso estar preparado. De 17 a 20 de novembro acontece a Feira do Empreendedor 2010, realizada pelo Sebrae-SP. Pequenos empresários têm uma chance única de estar entre os expositores e divulgar sua empresa para um público estimado de 40 mil pessoas.

O Sebrae-SP divulgou um edital para micro e pequenas empresas privadas, sediadas no estado de São Paulo, interessadas em participar da feira como expositoras. Os selecionados receberão gratuitamente um estande de 9 m² para a Feira. Serão escolhidos expositores com soluções e inovações para aumentar a sustentabilidade e a competitividade dos pequenos e médios negócios. O edital destaca a necessidade da empresa ter um diferencial para que outros negócios possam aprimorar algum aspecto de sua gestão.

Para participar é preciso encaminhar à comissão avaliadora a proposta de adesão, ficha de inscrição e os documentos exigidos no edital, clique aqui para ter acesso. O prazo para envio é 8 de setembro. O envelope com a documentação completa deve ser enviado para o endereço: Rua Vergueiro, 1.117, 12º andar – Paraíso – CEP 01.504-001 – São Paulo – SP.

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Por Thiago Bordini

Com a crescente utilização das mídias sociais pelas empresas, muitas se vêem frente a um problema, como utilizar este recurso de forma produtiva e segura. Vejo muitas empresas bloqueando sites como Twitter, Linkedin, YouTube, Facebook, etc para seus funcionários, esta atitude do meu ponto de vista trás dois grandes problemas, o primeiro deles é a busca por métodos de se burlar os filtros de conteúdo por parte dos funcionários, o outro problema é a desmotivação por parte dos funcionários, este problema atualmente ainda é pequeno.

Digo isso porque as empresas precisam entender que estamos passando por uma fase de transição onde os novos funcionários, aqueles da geração “Y” vem chegando e com eles a necessidade de conectividade.

A geração “Y” já nasce conectada, a criança mal saiu da barriga da mãe e já tem foto dela no Twitter em segundos, se bobear é provável que alguns pais já criem o perfil de um bebê em uma rede social, isso é algo que no meu ponto de vista poderá trazer um grande problema cultural para as empresas caso estas não se adaptem.

Exemplo disso é o uso do email, que por sinal atualmente esta banalizado, as pessoas mandam emails para o colega da mesa ao lado para perguntar algo sendo que elas podem fazer isso sem o uso desta ferramenta, mais o ponto que eu quero chegar no que se refere ao email não é este e sim o uso da ferramenta, perguntem para algum adolescente que já tem contato com computador se ele prefere utilizar email ou um software de mensagem instantânea? A maior parte deles vai achar o email coisa do passado, que demora, onde já se viu enviar uma mensagem para uma pessoa e esperar até o outro dia para ela responder? Esta é a geração “Y”.

Imaginem um jovem deste chegando a uma empresa onde ele não pode abrir o software de mensagem instantânea, não pode acessar os sites que mencionei anteriormente? Será que teremos um funcionário feliz trabalhando? Já sei a resposta de muitos, ah bloqueamos este tipo de ferramenta, pois são improdutivas ou inseguras.

Pergunto: As ferramentas são improdutivas e inseguras ou as pessoas as tornam improdutivas e inseguras?

Se um funcionário souber identificar aquele email do banco XYZ pedindo cadastramento como um email falso e não clicar em nenhum link não tem problemas de segurança.

Defendo o uso consciente destas ferramentas pelos funcionários, as empresas deveriam investir muito mais em conscientização e capacitação de seus funcionários. Sabemos que muitos destes sites têm falhas de segurança assim como muitos outros sites que não são de mídias sociais, o Twitter, por exemplo, a limitação na quantidade de caracteres fez com que surgissem os sites encurtadores de URL, agora estas URLs curtas começam a ser exploradas pelos cibercriminosos e se as pessoas não estiverem conscientes dos riscos, não souberem como verificar se uma URL é falsa, teremos um enorme problema por vir.

De nada vai adiantar a empresa bloquear o acesso aos sites XYZ se estas URLS começam a ser utilizadas por spammers em pishing, potencializando o ataque através do despreparo das pessoas.

Defendo a utilização dos recursos e sites de forma consciente e produtiva e isso as empresas só conseguem com treinamento e capacitação, obviamente a utilização de ferramentas de controle e monitoramento ajudam em muitos casos, porém com esta nova geração chegando, as empresas vão ser obrigadas a afrouxarem os bloqueios em seus filtros de conteúdo, até mesmo porque algumas delas já perceberam o quanto estes sites podem ser úteis aos negócios, monitorando o que as pessoas comentam sobre a marca, ou um produto, ouvindo seus consumidores, mantendo seus clientes informados dentre inúmeras finalidades.

Pense a respeito, e reflita: bloquear ou não eis a questão.

Sobre o autor

Thiago Bordini – thiago@bordini.net
Formado em Sistemas da Informação pela UNIBERO, pós graduado em Segurança da Informação pelo IBTA e MBA em Gestão de TI pela FIAP, atua na área de TI a 14 anos. Atualmente trabalha na Skylan Technology como Analista de Segurança. Profissional Certificado pela Microsoft em Servidores Windows. Palestrante em diversas instituições de temas como Virtualização, Segurança e Redes. Professor universitário da Universidade Bandeirantes – UNIBAN. Membro organizador do Hackers Construindo Futuros – HCF Brasil. Fundador do Stay Safe PodCast e Revista. Membro organizador do CSA Brasil (Cloud Computing Security Aliance).

Thiago Bordini é leitor do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor.

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Exportar é um desafio para pequenas e médias empresas, mas quando superado traz muitos ganhos, contamos neste post a história de sucesso da Koral, referência mundial em Fight Wear, hoje a marca exporta para mais de 25 países na América do Norte, Europa, Ásia e Oceania e possui mais de 50 produtos em seu portfólio.

O Pensando Grande conversou com Tiago Terra, coordenador do PEIEX – Projeto Extensão Industrial Exportadora, da Apex-Brasil, agência brasileira de promoção de exportação e investimentos. O PEIEX é um projeto da Apex de incremento à competitividade e de promoção da cultura exportadora entre as empresas brasileiras. Acompanhe a entrevista de Tiago e as dicas para começar a exportar.

Quais os primeiros passos para uma pequena empresa que quer exportar seus produtos?

Primeiramente é necessário a empresa ter a sua “casa” organizada. Organizar seus processos e ter uma boa gestão são requisitos mínimos para deslumbrar uma exportação. Posteriormente é necessário seguir alguns passos para entrar em um outro mercado. No início é necessário verificar o mercado desejado e que melhor se adequa aos produtos. Nesta hora, é muito importante acessar estudos de inteligência comercial, pois nestes também poderemos verificar quais são as barreiras técnicas, as certificações necessárias, as questões burocráticas, etc. Baseado neste mercado escolhido, é hora  de adequar o produto, desde o desing, a especificação de manuais na língua do país, até na embalagem.  Também é importante verificar as condições para logística desta exportação. Tudo isto, contando que a empresa conheça o tramite de nosso país para exportar.

Como o pequeno empresário pode preparar sua empresa para exportar?

Sempre pelo aumento de competitividade de seus processos, pelo produto e pela gestão. A empresa, independente do porte, tem que buscar capacitações, treinamentos, certificações, etc., que conduzam ela para o aumento de competitividade empresarial. Em paralelo a isto, é importante estar atento a estudos de mercado externo, para poder ir adequando uma produção ou um produto a este futuro mercado comprador. Outro ponto importante, é as empresas investirem em inovação.

Leia mais sobre inovação para pequenas empresas aqui.

Existem exigências para que um pequeno empresário exporte seus produtos, quais são elas?

Sempre existe exigências. Existe exigências em relação a Receita Federal, em  relação aos órgãos Federais e fiscalizadores, entre outros. Porém, o maior obstáculo/exigência para entrar em um novo mercado são as condições que existe em termos de adequação do produto, certificação que são exigidas e burocracia local. Por isto, é muito importante estudar o país alvo de sua exportação. É isto que irá balizar a facilidade ou não de sua empresa se tornar exportadora, fechando negócios em um determinado país alvo.

Quais produtos brasileiros são mais procurados no mercado externo?

Desde 2003, quando o comércio exterior foi colocado como uma ação estratégica de país para o nosso crescimento, quando o Brasil aumentou suas exportações de 60 bilhões  de dólares (2003) para 197 bilhões (2008), contando aí, por exemplo, com a criação da Apex-Brasil como entidade autônoma e executora de ações em parceira hoje com mais de 70 setores da economia brasileira. Não podemos dizer que existe um produto mais procurado, pois isto oscila conforme o desenvolvimento econômico mundial, como o ocorrido em 2009 (crise financeira). Prefiro dizer que sempre existem oportunidades e que precisamos mesmos é abrir novos mercados para podermos vender nossos produtos cada vez mais.

Quais mercados mais abertos aos produtos nacionais?

Os mercados mais receptivos aos produtos brasileiros dependem muito do produto que está se negociando e o momento da economia mundial. Por exemplo: quando se fala em carne, se lembra da Rússia. Então, para cada produto existe uma história. Para quem está iniciando, independente do setor, sugiro pensar e analisar países da América Latina e África, que possuem mercados com menos barreiras, além de facilitar no quesito língua estrangeira e também em questões culturais.

Como o pequeno empresário pode encontrar compradores para seus produtos no exterior?

Existem várias maneiras. O empresário pode partir de uma busca própria, indo a feiras setoriais, participando de missões empresariais ou mesmo indo fazer visitas nos países alvo. Também é possível formar uma parceria com uma empresa trading, que fará todo processo de comercialização lá fora. Mas o melhor é o empresário usufruir dos produtos e serviços disponíveis do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC/SECEX, das Federações de Indústrias (CIN – Centro Internacional de Negócios) e da Apex-Brasil.

Quais as principais barreiras para o pequeno empresário que deseja exportar?

Na minha visão, existem várias barreiras, porém a principal para mim é a falta de competitividade das empresas. Uma empresa que não possuem uma boa gestão, controles, processos bem definidos e organizados, e também não tem um produto que seja inovador, que tenha um bom design e principalmente qualidade, certamente não estarão participando do mercado externo. Existem muitas outras barreiras, dependendo aí dos países que se pretende entrar. Porém, sem ser competitivo, todo esforço para a inserção no comércio exterior será em vão.

Como a Apex atua no auxílio às pequenas e médias empresas que desejam exportar seus produtos?

Na Apex-Brasil trabalhamos com produtos e serviços que podem atender empresas em todos os estágios em termos de exportação. Existem ações para empresa que nunca exportaram até aquela que já é internacionalizada. Porém, para quem está iniciando, lembro de algumas oportunidades na Apex-Brasil, como o Projeto Extensão Industrial Exportadora – PEIEX,  que coloca a disposição das empresas uma equipe técnica  qualificada em uma determinada região do país, executando ações que levam as empresas a  melhorar sua competitividade, preparando-as para o mercado externo. O PEIEX está instalado em 10 Estados Brasileiros atualmente. A Apex-Brasil também possui o Projeto Tradings que ajuda as empresas a encontrar com um trading, utilizando  um banco de dados disponível no site da agência. A Apex-Brasil promove ainda várias missões empresariais, feiras e eventos no exterior. Importante também destacar as parcerias  com as entidades setoriais nacionais, onde se faz muitas ações para internacionalizar nossas empresas. Sugiro que as empresas acessem nosso portal (www.apexbrasil.com.br) para verificarem qual o melhor produto para sua empresa. Hoje a Apex-Brasil trabalha com mais de 12.000 empresas e pretende  aumentar este número.

Leia mais sobre exportação aqui.

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Aos 18 anos Victor Costa tentava a carreira como jogador de futebol profissional e treinava em um time da Grande São Paulo. Hoje, 13 anos depois, ele está à frente da maior fabricante de kimonos para jiu jitsu do mundo. A reviravolta na vida de Victor começou em uma conversa com sua mãe. “Ela sempre me apoiou em tudo, desde muito novo quando comecei a jogar futebol. Nesta época eu estava com algumas dificuldades no clube em que atuava e foi a primeira vez em que ela não me apoiou e não estimulou para que em continuasse a carreira nos campos”, revela o empresário. Mas logo que saiu dos gramados Victor já se viu diante de outro desafio, seu irmão, Matheus Costa, teve a ideia de abrir uma fábrica de kimonos especialmente desenvolvidos para jiu jitsu, arte marcial de origem indiana. Estamos em 1997, quando o esporte ainda era pouco difundido no Brasil e com sua imagem associada à violência. Assim nasceu a Koral, referência mundial em Fight Wear, hoje a marca exporta para mais de 25 países na América do Norte, Europa, Ásia e Oceania e possui mais de 50 produtos em seu portfólio.

Matheus praticava jiu jitsu e viu neste nicho a oportunidade de um negócio. Os kimonos disponíveis no mercado eram feitos para a prática de outras artes marciais, embora as diferenças sejam sutis, principalmente no peso e medidas do produto, há um impacto na performance do praticante. O primeiro ano da empresa foi uma fase experimental, dedicada principalmente ao desenvolvimento do kimono. “Nesta etapa inicial passei a tentar desenvolver melhor o produto, apesar de ter mais conhecimento comercial, percebi a necessidade de investir no aprimoramento. Fui para as áreas de corte e produção para melhorar nosso kimono a cada dia”, conta Victor. Após um ano de empresa, Victor passou a praticar jiu jitsu, passo que ele considera fundamental em sua trajetória. “Com a prática passei a entender melhor as necessidades dos atletas, conhecer pessoas envolvidas na área, me apaixonei pelo esporte”, destaca.

Quando a empresa completou dois anos Matheus, que já não tinha tanto interesse pelo negócio, deixou a sociedade e Victor assumiu a Koral integralmente. “Foi uma época muito difícil, nossas áreas de produto e estrutra eram muito boas, mas ainda precisávamos melhorar a parte comercial”, relembra Victor.

As pedras no caminho

No começo de sua jornada Victor conta que fazia um pouco de tudo na empresa e trabalhava cerca de 12 horas diariamente. “Estava acostumado a me dedicar 100% por conta da minha experiência no futebol. Em minha carreira de jogador, aprendi que os resultados não dependiam só de mim, tanto dentro quanto fora de campo. Na empresa  e no jiu jitsu, que é um esporte individual, eu tinha a liberdade de tomar as decisões finais, isso me incentivou bastante”, analisa. Hoje o empresário dedica 60% do seu tempo à área comercial e 40%  ao recrutamento e treinamento de profissionais. “Consegui ‘desfamiliarizar’ a empresa, o que foi difícil, muitas pessoas da minha família trabalhavam aqui e cada um fazia um pouco de tudo, isso não é produtivo. Saber setorizar a empresa no tempo certo é essencial”, explica Victor.

Recrutar bons profissionais e treiná-los é um desafio para as pequenas empresas brasileiras. A Koral também sente esta dificuldade. Victor conta que a maioria dos currículos que recebe não condiz com a real experiência do candidato à vaga, por isso ele destaca a importância de uma entrevista bem fundamentada e de testes. “Eu me preparo para as entrevistas, ninguém entende mais do seu negócio do que você, mas é preciso equilibrar, você deve estar seguro mas também aceitar que não sabe tudo”, avalia o empresário.

A maioria dos pequenos empresários brasileiros enfrenta dificuldades para investir em atualização profissional, principalmente pela falta de tempo e recursos financeiros. Victor dá uma dica aos empreendedores: ler bastante e utilizar a Internet para pesquisar e saber mais sobre o mercado em que atuam.

A grande virada

Durante quatro anos a Koral recebeu investimento constante para continuar existindo, a empresa começou mudar este cenário com o boom do jiu jitsu no Brasil. “A prática do esporte explodiu graças à família Gracie, que utilizava técnicas do jiu jitsu no vale tudo, que hoje se chama MMA – Mixed Martial Arts. Atletas menores e mais magros que não utilizavam os fundamentos de lutas mais conhecidas, como chutes e socos, passaram a vencer atletas mais fortes com as técnicas do jiu-jitsu, isso chamou a atenção dos praticantes de lutas e artes marciais, assim o esporte expandiu-se para todo o mundo”, explica Victor. No país o esporte já estava mais desenvolvido, professores que atuavam aqui passaram a ser requisitados em diversos países do mundo. “A Koral passou a crescer e ser reconhecida graças a dois pilares: desenvolvemos o melhor kimono para a prática de jiu jitsu no mercado, professores brasileiros fora do país já conheciam nossa marca, pois desde o início da empresa patrocinamos eventos e atletas”, conta o empreendedor. Mario Reis é um dos atletas patrocinados pela Koral, o lutador coleciona títulos e é deca campeão mundial de jiu jitsu.

Apesar da expansão da prática de jiu jitsu no país, a Koral só viu seu fluxo de caixa ficar positivo quando passou a exportar. “A exportação era uma mata fechada, não sabia por onde começar e o que fazer. No início utilizamos o Exporta Fácil, ferramenta dos Correios para exportação. Recomendo este serviço dos Correios aos empresários que desejam começar a exportar, outra dica para quem está começando é a de mostrar seu produto para possíveis consumidores no exterior. Meu primeiro passo para exportar foi colocar meus kimonos na mala, viajar e mostrar a qualidade deles lá fora”, ressalta o empresário. O Exporta Fácil é serviço dos Correios em parceria com a Receita Federal para facilitar a exportação de produtos, pode ser utilizado por empresas e também pessoas físicas, como artesãos, por exemplo. “Se não fosse a exportação a marca Koral não seria tão reconhecida e rentável. Exportar é primordial para o meu negócio”, afirma Victor. Recentemente a Koral abriu uma filial nos Estados Unidos para distribuir seus produtos na América do Norte.

A Koral atua no mercado nacional em três frentes de vendas: lojas independentes de esportes, responsáveis por 80% dos produtos comercializados, professores de academias que revendem os produtos, com 10% da comercialização e a loja online da marca, que hoje corresponde a 10% das vendas mas está em constante crescimento.  Durante os treze anos em que está no comando da Koral Victor diz que pensou em desistir, principalmente no início, quando a empresa passou por diversas dificuldades. “Nos anos iniciais o apoio da minha família foi crucial. Pensei em desistir, mas a decisão de continuar está muito ligada à minha paixão pelo esporte. Vi na empresa a chance da minha vida, dependia só de mim”, finaliza Victor.

Quer saber mais sobre como pequenas empresas podem começar a exportar? Acompanhe o Pensando Grande, nesta semana teremos uma entrevista exclusiva com Tiago Terra, coordenador do PEIEX – Projeto Extensão Industrial Exportadora, da Apex-Brasil, Agência brasileira de promoção de exportação e investimentos.

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