Listando Artigos de 06/2010

A reforma tributária é apontada por pequenos e médios empresários como o item de maior urgência na agenda do próximo governo. Para 56% dos participantes do levantamento que deu origem ao Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) a reforma na carga tributária é prioridade para melhorar o ambiente de negócios. A redução da taxa básica de juros vem em segundo lugar, com 19%, e a qualificação da mão de obra em terceiro, com 15%. Já a redução da burocracia e dos encargos trabalhistas foram citadas por 5% dos empresários.

“Pela importância conferida à questão tributária, percebemos que a elevada carga de impostos reduz o potencial de crescimento das pequenas e médias empresas no Brasil”, afirma o professor do Insper, Danny Claro, coordenador do projeto. O Pensando Grande conversou com Omar Ferroni Branquinho, sócio da SpreadCom Telecomunicações, empresa que atua no desenvolvimento de soluções em redes sem fio. Para ele, a reforma tributária deve ser, sem dúvidas, prioridade na agenda do próximo governo. “É o item de maior impacto, principalmente para empresas de serviços que chegam a arcar com uma carga de 16,3% sobre o faturamento. Isso sem falar nos tributos ao contratar funcionários na CLT, os custos tributários, neste caso, chegam na casa dos 70%”, afirma o empresário.

O Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) é elaborado pelo Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa e o Santander trimestralmente. No terceiro trimestre de 2010, o indicador alcançou 75,4 pontos, em uma escala de 0 a 100, valor próximo do alcançado na pesquisa anterior com 74,9. O objetivo do estudo é aprofundar o conhecimento das expectativas do segmento.

Para Ede Viani, diretor de pequenas e médias empresas do banco, estamos em um bom momento. “Este segmento vai se beneficiar do crescimento econômico em curso. Esperamos aumento da demanda por crédito em função da recuperação e crescimento do faturamento dos pequenos e médios empresários”, afirma o executivo.

Os maiores índices de confiança estão no crescimento de faturamento (79,4 pontos), do ramo de atividade (78,0 pontos) e dos lucros (77,0 pontos). Já o índice que aponta a confiança na economia foi o único que registrou redução, com queda de 2 pontos para 75,6.  “Assim como outros indicadores de atividade econômica, o IC-PMN aponta para uma estabilização da confiança do pequeno e médio empresário, após a euforia observada anteriormente, principalmente quando isolamos o indicador sobre a economia brasileira”, afirma o professor do Insper, Danny Claro, coordenador do projeto.

“Sentimos uma retomada, principalmente depois da crise do ano passado, atribuo a confiança principalmente a este fator. A crise foi útil para mostrar que competitividade não está relacionada à redução de custos, ela pode ser conquistada com investimentos adequados”, avalia Branquinho.

O levantamento do IC-PMN foi feito a partir das respostas de 1.200 empresários das cinco regiões do país e de três ramos de atividade (comércio, serviços e indústria). Fazem parte da amostra empresas que faturam até R$ 30 milhões/ano.

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A escolha de um sócio ou a opção por não tê-lo é um dos fatores cruciais para que o sucesso de uma empresa.  Para Sandra Fiorentini, consultora do Sebrae, esse é um dos primeiros passos no momento de abrir o seu negócio. “Sociedade é como casamento. E o negócio é feito por pessoas e não somente por uma ideia”, alerta Fiorentini.

O ideal para que uma sociedade seja bem sucedida é escolher pessoas que tenham os mesmos objetivos e afinidades. A Scalón Uniformes,  uma das empresas incubadas do NIT – Núcleo de Inovação e Tecnologia da Universidade Mackenzie (leia post sobre a incubadora) passou por este desafio. A empresa é fabricante de modelos de uniformes para diversos segmentos e atualmente desenvolve kits sustentáveis com aventais, pantufas, lençóis, toalhas de rosto e de banho para hospitais. Ivan Brito, sócio da Scalón, relata que um maiores problemas no início do seu projeto foi o grande número de sócios e o comprometimento de cada um deles com a empresa. “No começo tínhamos 8 sócios, atualmente são apenas 3”, conta Brito.

De acordo com os atuais sócios foi preciso estipular um código de conduta para que a sociedade desse certo. “Quando as coisas não ficam muito claras entre os sócios as brigas começam. É preciso pesquisar pessoas que tenham os mesmos objetivos”, completa Ideli Paschoal Gazarra, sócia da Scalón Uniformes.

Mas como escolher um sócio? A resposta para essa pergunta é buscar pessoas que tenham o mesmo objetivo e que sejam de confiança. “Um dos maiores problemas que tivemos foi o grau de comprometimento dos outros sócios com o negócio. Eles não estavam dispostos a se doar tanto quanto nós”, revela Brito.

O Aprenda.bio passou por uma experiência semelhante, também faz parte da incubadora da Universidade Mackenzie, no entanto, é um Instituto Educacional que desenvolve soluções criativas para ensino de biologia em instituições de educação privadas e públicas. Com nove associados, a incubadora teve papel fundamental para que eles pudessem organizar suas diferentes funções. “Quando chegamos aqui não tínhamos nem ideia do que era pro-labore”, lembra Ivan Staicov, um dos associados.

Para os empresários que estão na fase inicial da abertura de seu negócio e precisam tomar a decisão pelo tipo societário da empresa, a consultora do Sebrae, Sandra Fiorentini, dá algumas dicas:

Empresário individual

“Você pode optar por ser um  Empresário Individual. Nesse caso não possui sócios, trabalha sozinho e a sua responsabilidade é ilimitada. O empresário individual é a pessoa jurídica personificada na pessoa física. A desvantagem é que qualquer problema com a empresa, o empresário tem que responder ilimitadamente com o patrimônio individual. É uma boa opção para pessoas centralizadoras”.

Tipo Societário Limitado pelo contrato social

“A sociedade de responsabilidade limitada visa a proteção do patrimônio pessoal dos sócios. Se a sociedade não der certo, se a empresa tiver um insucesso comercial, os sócios vão responder no limite do capital social pré estabelecido em contrato. E aí estará preservado o patrimônio social. Essas sociedades correspondem a 99% das sociedades legalmente formalizadas no país. É preciso tomar cuidado para não cometer fraude e sonegação fiscal, é preciso também estar atento para confusão patrimonial – misturar dinheiro pessoal com o da pessoa jurídica.  Caso haja um insucesso e a fraude for constatada, o juiz pode considerar que os bens pessoais foram adquiridos com o dinheiro da empresa, então cai por terra a responsabilidade limitada”.

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Alexandre Gil Latauro é um dos pequenos empresários que mantém seu negócio na Incubadora do NIT – Núcleo de Inovação e Tecnologia da Universidade Mackenzie. Sua empresa, a Zelo Engenharia Predial, foi criada para suprir uma necessidade de prestação de serviços ao mercado de condomínios.

O empreendedor está atento às novidades e, acreditando no potencial do seu negócio, propõe uma inovação no processo de oferecer um serviço para esse nicho do mercado. A Zelo Engenharia Predial trabalha com gestão predial, obras e economia de água e energia. Latauro estruturou o plano de negócios para que, em dois anos, possa transformar sua empresa em uma franquia.

Transformar uma empresa em uma rede de franquias é um passo que precisa ser avaliado com bastante rigor. “Não é qualquer empresa que está pronta para dar esse passo. Ela precisa estar madura”, alerta Claudia Bittencourt, consultora e sócia da Bittencourt Consultoria, empresa especializada em expansão de negócios.

Antes de dar esse passo, a empresa tem que estar devidamente estruturada para iniciar o processo, essa avaliação é feita por meio de um estudo estratégico. Alguns fatores do negócio são avaliados: os controles financeiros, em que momento de desenvolvimento a empresa está, a capacidade de produção, diferenciais do negócio, knowhow do proprietário e avaliação financeira de um futuro possível franqueado.

A análise financeira de um futuro franqueado é feita para estimar qual será o investimento inicial necessário, qual será o retorno mensal e quanto de royalties o franqueador poderá cobrar.

Antes de iniciar a operação o candidato a franqueador precisa realizar uma análise financeira do seu negócio e elaborar um contrato jurídico adequado. Nesse contrato também entrará um manual da franquia, no qual todos os processos do negócio serão especificados para o franqueado. A elaboração do manual também inclui estruturar uma infraestrutura de treinamento aos futuros franqueados.

O próximo passo é buscar franqueados no mercado, avaliar onde será lançada a franquia, bem como qual é o perfil dos futuros franqueados, também é fundamental para que a operação seja bem sucedida.

A principal etapa para estruturar uma operação de expansão de negócio para uma rede de franquias acontece depois dos estudos prévios e da elaboração dos manuais da franquia. “O empresário precisa cuidar da gestão da franquia. É isso que vai fazer o negócio se manter”, diz Claudia. De acordo com a consultora, a chave do sucesso é o empresário garantir que todo o suporte e treinamento adequado serão dados aos franquados. Ela continua frisando o quão importante é ter uma equipe capacitada exclusivamente para isso. “Não é qualquer empresa que está pronta para dar esse passo. Ela precisa estar madura”, reafirma.

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O tema fluxo de caixa muitas vezes é um tabu entre os pequenos e médios empresários. Mas esse é um fator fundamental para que uma empresa mantenha seus cofres saudáveis e possa planejar de forma eficaz seus pagamentos, compras, vendas e investimentos.

Dois dos maiores equívocos contábeis são, em primeiro lugar, misturar dinheiro da pessoa física com o da empresa. “Com essa confusão, empresários quebram a personalidade jurídica da empresa. Há também um problema sério no planejamento do negócio”, alerta Liliane Seguro, professora da faculdade de Administração da Universidade Mackenzie e especialista em análise de fluxo de caixa para pequenas empresas.

O segundo grande problema é a falta de análise dos dados contábeis das pequenas empresas, há dificuldade de interpretar e análisar estas informações, extraindo material pertinente aos negócios. “Sem informação, não se faz fluxo de caixa correto. A maioria dos pequenos empresários que eu observo não sabe dizer o quanto vende e compra mensalmente”, revela Liliane. De acordo com a professora, saber fazer uma leitura estratégica é fundamental para ajudar os empresários a tomar as decisões corretas.

O ponto inicial na interpretação do fluxo de caixa é a diferenciação do valor em caixa e do resultado da empresa. Ter dinheiro em caixa não quer dizer que a empresa está dando lucro e essa confusão pode prejudicar muitos empresários. De acordo com Liliane, na maioria dos casos, é feita uma análise considerando apenas um desses dados. Entretanto, nesses casos, os resultados obtidos serão insuficientes. “ São informações complementares. Esse é um erro primordial que os empresários cometem”, alerta a especialista.

Segundo a professora, é comum que a análise do resultado da empresa seja baseada apenas com fluxo de caixa. Outro ponto importante é diferenciar despesas fixas de variáveis. Além disso, conhecer as margens de venda e de lucro é fundamental.  “No fluxo de caixa pode-se obter muitos desses dados, basta fazer uma análise profunda”, continua a professora.

Uma dica para começar a analisar o fluxo de caixa e organizar a contabilidade da sua empresa é utilizar uma planilha de dados. De acordo com a professora, a organização é a chave do sucesso nesse processo. “As planilhas são simples. Basta alimentá-las com os dados”, explica.

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Investidores anjos são grupos que aplicam capital em empresas iniciantes, conhecidas como start-ups. No Brasil existem quatro grupos desse tipo: o Floripa Angels (em Florianópolis) o Gávea Angels (no Rio de Janeiro), o  Bahia Angels (em Salvador) e o São Paulo Anjos (em São Paulo). Cada um dos grupos de investidores é focado em um segmento de negócio no qual busca investir. “Nós buscamos negócios de internet com algum potencial de internacionalização”, explica Marcelo Cazado, fundador e diretor executivo da Floripa Angels.

De acordo com Marcelo, eles buscam empresas que possam crescer sem que a estrutura física e o corpo de funcionários precise aumentar também. “Nossos servidores estão todos na nuvem, utilizamos o conceito de computação em nuvem”, exemplifica Cazado. Se você está interessado em receber capital de investidores anjos, basta enviar o plano de negócio da sua empresa para a Floripa Angels (ou qualquer uma das outras três citadas anteriormente). O processo de seleção é bastante rígido, de acordo com Marcelo, apenas 10% dos planos de negócio enviados são aprovados e passam pelo crivo inicial.

Para esses investidores a lucratividade do negócio não é fator determinante no momento da escolha de investir. “Queremos empreendedores com capacidade de execução e negócios inovadores com potencial de crescimento e lucro”, conta o investidor. Os investimentos variam entre R$30 mil a R$1 milhão são realizados em diversas etapas. Os investidores recebem participação societária em ações preferenciais da empresa.

No caso da Floripa Angels, as empresas devem estar em Florianópolis. “Nós investimos capital financeiro e intelectual nesses negócios. Portanto esse contato inicial é muito importante”, explica Cazado. Um exemplo de empresa que recebeu capital de investidores anjos da Floripa Angels é a Bookess, uma editora e uma biblioteca online, em que o usuário pode criar seu próprio livro ou distribuí-lo em nível mundial. “A empresa não existia quando recebemos o seu plano de negócio, mas acreditamos no potencial de execução do dono da ideia”, relembra Cazado. A Bookes é uma empresa com potencial de expansão para outros países, basta traduzir o site. “São empresas assim que estamos procurando, que tenham forte potencial de expansão para outros países”, finaliza.

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Durante o Seminário Internacional de Empreendedorismo o Blog Pensando Grande conversou com o professor Stephen Spinelli, um dos mais reconhecidos especialistas no tema do mundo. Confira a entrevista exclusiva a seguir.

Atualmente fala-se muito em exportação como premissa para inovação nas pequenas e médias empresas, gostaria que você comentasse esse panorama.

Minha primeira reação para a sua questão é dizer: eu não penso em pequenas e médias empresas, mas sim em termos de empresas que querem crescer e empresas que não têm essa meta. Os novos empreendedores precisam ter esse espírito e querer crescer, aí sim eles podem ser inovadores e expandirem seus negócios para outros mercados.

Como as pequenas e médias empresas podem atrair investimento estrangeiro?

Essa é uma questão que envolve transparência, um assunto sério no Brasil. Aqui não há uma cultura de compartilhar as informações e resultados da sua empresa. Um investidor capitalista quer saber exatamente o que está acontecendo no negócio, como seu capital está sendo empregado. Essa é uma questão nos Estados Unidos e outros países também. Os empreendedores precisam entender o que um modelo de transparência dentro das empresas significa e quando isso acontecer e for implementado, a confiança no Brasil aumentará imensamente. É preciso criar uma cultura de transparência financeira e criar modelos que se encaixem nessa premissa.

Como você enxerga o cenário de empreendedorismo no Brasil, ele é tão promissor para novos empreendedores como se tem falado?

As empresas já estabilizadas estão se sentindo mais seguras para investir no Brasil, mais do que os investidores. Para aumentar o número de investimentos no Brasil é preciso, como eu disse antes, que as empresas tenham uma política de transparência, mas acho que o Brasil está em um bom caminho. Aqui há uma cultura de consumo muito forte, o mercado aqui é muito forte, setor de serviços, por exemplo, está crescendo muito. Agora os empresários estão profissionalizando serviços e isso atrai investimentos. O importante é pensar grande!

Você acha que aqui nós temos uma cultura de não valorizar nossos próprios produtos? Essa mentalidade atrapalha o crescimento das PMEs e do mercado como um todo?

É importante ter uma cultura de valorizar e agregar valor aos serviços oferecidos. Resolvemos essa questão quando o empresário pensa seu negócio não como uma forma de criar empregos apenas, mas também como uma forma de agregar valor. É preciso ter consciência de que com isso ele faz parte de um um complexo ecossistema. Aqui no Brasil há todos os ingredientes para que o empreendedorismo exploda e prospere. Mas quais são as barreiras que ainda impedem que isso aconteça? Falta maturidade do sistema e também falta os empresários entenderem como podem se colocar nesse ecossistema e todos os seus componentes. Ele não precisa, por exemplo, ser necessariamente hightech. Um bom exemplo de mentalidade empreendedora e valor agregado a uma marca é a Starbucks. É uma casa de café! E tem em qualquer lugar do mundo. Qual a diferença entre o dono da Starbucks e o dono de um café de bairro?  É uma questão de pensar como empreendedor e ter a noção que se pode expandir, querer atender a um mercado maior. É esse o valor que eu quero agregar com o livro que estou lançando no Brasil ao lado de Jeffry Timmons e José Dornelas: “Criação de Novos Negócios – Empreendedorismo para o século XXI”. Mostrar aos empresários que é tudo uma questão de ter visão empreendedora, entender o ecossistema e se colocar adequadamente.

Você acredita em pefil empreendedor?

Eu acredito que 90% das pessoas são empreendedoras. Acho que existem alguns gênios e alguns idiotas, o resto do mundo pode empreender. O problema é que nas escolas eles ensinam como não ser empreendedor. Eles condenam o erro. Talvez uma pessoa aprenda muito cometendo um erro. Existe comportamento empreendedor, não personalidade empreendedora. Algumas pessoas tem traços que podem favorecer esse comportamento, mas todos podem ser. Está na cabeça da pessoa, ela pode querer ser o Bill Gates ou ser o vendedor de sorvete da esquina. O ensino nas escolas está equivocado, o importante é o processo de aprendizagem, não o resultado. Thomas Edson tentou durante muito tempo descobrir uma maneira de ligar aquela lâmpada e a cada erro ele comemorava pois sabia que estava mais próximo da resposta correta, é assim que um empreendedor deve pensar!

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O Seminário Internacional de Empreendedorismo começou hoje com uma apresentação do Professor José Dornelas, especialista em empreendedorismo, com o tema “Como fazer acontecer no novo cenário do empreendedorismo brasileiro”.  De acordo com o professor, o Brasil encontra-se em um momento propício para que empreendedores lancem novos negócios, processo que está, cada vez mais, sendo influenciado por um cenário favorável, rico em janelas de oportunidades, novos nichos de mercado em ascenção, e aumento dos investimentos externos.

Para Dornelas, o papel da internet como ferramenta impulsionadora desses processos é fundamental. “Esse é um canal que o empreendedor atento está usando para acessar um público que ainda não tem acesso à esse mercado”, começa Dornelas.

A pergunta é: que caminhos um empreendedor deve seguir para aproveitar ao máximo esse momento favorável, lançar e fazer crescer o seu negócio? De acordo com Dornelas, a chave para essa questão é a inovação. “Temos que transformar a criatividade em inovação de fato”, explica o professor. Para ele, a inovação só pode ser alcançada por meio de três pilares de ação: gestão, liderança empreendedora e pelo “querer crescer do empreendedor”. Surpreendentemente, o Brasil, em comparação a outros países do mundo, ainda apresenta uma taxa muito pequena de empreendedores que inovam.

A palestra segue com o professor apontando alguns erros primordiais, que podem prejudicar o andamento dos negócios, cometidos por novos empreendedores. Em primeiro lugar, o empreendedor deve estar ciente que é fundamental ele definir que tipo de negócio quer lançar, para, em um segundo momento, partir para a captação de recursos. “Muitas vezes observamos que os empreendedores começam a pensar no tipo de negócio que querem a partir da quantia de dinheiro disponível”, comenta. Além disso, para um empreendedor ser bem sucedido, outro ponto apontado por Dornelas como promordial, é que ele saiba gerencial o fluxo de caixa de sua empresa.

Por fim, Dornelas aponta algumas tedências de crescimento empresarial às quais os empreendedores devem ficar de olho. De acordo com ele, colaboratividade, ja é, e será cada vez mais, uma premissa para o sucesso de uma empresa, bem como o trabalho em rede a mobilidade e a intereção entre diferentes empresas atuando como parceiras. Outros fatores importantes, que impulsionarão o crescimento dos novos negócios, serão a opção por novos modelos de crescimento – apoiados em unidades menores e independentes – além de uma nova configuração nas relações de trabalho.

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Inovação é um dos pilares para o desenvolvimento, crescimento e manutenção das empresas no competitivo mercado, e quando o assunto é gestão empresarial, a palavra ‘inovação’ não sai da roda. Entretanto, por onde um pequeno empresário deve começar para inovar seu negócio? Investir em inovação é garantia de sucesso no mercado? O que exatamente é inovação? O Pensando Grande conversou com Claudio Terra, CEO da TerraForum, consultoria especializada em gestão de inovação, para elucidar algumas dessas questões. Confira a seguir o bate papo.

De acordo com a última pesquisa do GEM, 83,5% das PMEs brasileiras não pensam em inovar, qual o motivo desse número tão expressivo?

Primeiro temos que definir o que é inovação. Existem duas categorias para esse conceito: em primeiro lugar podemos falar de algo radical, como uma nova tecnologia bastante complexa, por exemplo. Na segunda categoria se encaixam processos, que podem acontecer em qualquer departamento da empresa, que por alguma razão sejam diferenciados. Se pensarmos nessa perspectiva mais ampla a maioria das PMEs está inovando o tempo todo.

Mesmo assim, qual a razão para as empresas ainda investirem tão pouco em inovação?

O grande problema do pequeno e médio empresário brasileiro é que essas inovações ocorrem de forma desorganizada. PMEs não tem, por exemplo, funcionários responsáveis por pensar mecanismos de inovação. Além disso, sempre, em algum momento alguém vai copiar a sua inovação. No começo você ganha mercado, há uma janela de oportunidade onde você introduz a inovação e então você tem uma saída competitiva. As PMEs não contam com pessoas pensando em como inovar. Não há uma meta e sistematização disso.

Por que fundos de investimento alternativos buscam empresas inovadoras como premissa para investir?

Essas empresas de Venture Capital estão interessadas em empresas que tenham inovação tecnológica. Os investidores querem inovações que sejam difíceis de copiar para ampliar a sua vantagem no mercado.

Clique aqui para ler um post sobre venture capital.

Por onde PMEs podem começar para incluir processos inovadores na gestão de suas empresas?

Gestão de inovação precisa de uma rotina, por mais paradoxal que esse conceito possa parecer.  Criatividade é você pensar em originalidade e inovação é ser eficiente em fazer com que novas ideias sejam implementadas na sua empresa. Independentemente da onde tenham surgido essas ideias.

Quais primeiros passos os empresários podem dar para criar essa política de sistematização?

O que PMEs podem implementar são pessoas de qualquer área, que sejam responsáveis por organizar maneiras e métodos para que os funcionários possam contribuir com ideias de como inovar. Além disso, é importante ter uma verba destinada a isso para testes. Reuniões semanais de brainstorm também podem ser muito frutíferas. Outra boa ideia é criar um blog corporativo para os funcionários. Desse tipo de iniciativa podem sair boas ideias. A grande questão é sistematizar.

Leia mais sobre blogs corporativos aqui e sobre como aumentar a audiência do seu blog aqui.

Como lidar com os riscos que uma inovação pode trazer?

Toda inovação tem um risco. Então a dica é começar a inovar a partir das necessidades dos clientes. O principal é encontrar um cliente que queira pagar pela inovação. Determine as necessidades dele que ainda não estão sendo atendidas, para tal, fazer fóruns onde você poderá ouvir seus clientes é uma excelente saída.

Para saber mais, você pode consultar a biblioteca virtual da TerraForum clicando aqui.

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